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Commodities em baixa fazem Ibovespa entrar em agosto com o pé esquerdo: -0,91%

Queda na atividade industrial da China faz petróleo e minério de ferro recuarem. Mercado também acompanha a tensão geopolítica entre Pequim e Washington.

Por Bruno Carbinatto 1 ago 2022, 18h06

O Ibovespa subiu 4,6% em julho, um mês bastante positivo para o índice, com ajuda do otimismo americano (o S&P 500 teve seu melhor desempenho mensal desde 2020) e da Petrobras, que acumulou alta de 23% no mês. Mas, agora, o índice entra em agosto com menos gás: queda de 0,91% nesta segunda-feira. E uma das responsáveis foi justamente a Petrobras, cujos papéis fecharam em baixa de -1,38% (PETR4) e -1,24% (PETR3).

O motivo foi a queda forte do preço do petróleo no mercado internacional: o tipo Brent, referência mundial (e da Petro), caiu 3,78%, a US$ 100,03 por barril; já o WTI, referência nos EUA, tombou 4,79%, a US$ 93,89 por barril. 

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As cotações recuaram nesta segunda-feira por causa de um pessimismo generalizado quanto à desaceleração da economia global. O dia começou com dados negativos nesse sentido: quedas na atividade das indústrias nos EUA, na China e na Europa, medidas pelo PMI (sigla em inglês para Índice dos Gerentes de Compras). Explicamos como ele é calculado aqui, na nossa coluna de Abertura de Mercado.

Tanto o PMI dos EUA como o da China ficaram acima dos 50 pontos, o que significa expansão da atividade, mas vieram abaixo dos registrados no mês anterior, o que indica uma desaceleração. Nisso, prevaleceu a preocupação quanto a demanda pelas commodities, principalmente da parte da China, que vem de uma sequência de lockdowns severos para combater a pandemia – por enquanto, as restrições mais pesadas já foram retiradas, mas o país ainda mantém a política de “Covid zero”, o que significa que podem voltar a qualquer momento caso o número de casos volte a crescer.

Além da Petrobras, outras ações do setor caíram: Petrorio -3,51% e 3R Petroleum -4,76%.

Seguindo a mesma lógica, o preço do minério de ferro também recuou nesta segunda-feira lá no porto chinês de Qingdao, ainda que de forma mais leve: -0,89%, cotado a US$ 113,98 por tonelada. 

Mesmo assim, as preocupações com a desaceleração econômica global puxaram para baixo também o setor de mineração e siderurgia do Ibov: Usiminas -4,76%, CSN -3,94%, Gerdau -3,23% e Vale, a toda-poderosa da bolsa brasileira, -2,39%. Não tem índice que aguente.

Como o dia foi xoxo e anêmico também nos EUA (S&P 500 -0,28%, Nasdaq -0,18%), não sobrou nenhum fio de otimismo para se agarrar. A agenda também foi esvaziada, com os investidores agora aguardando a decisão do Copom na quarta e o payroll, relatório de empregos dos EUA, na sexta. 

Até lá, porém, outra novela deve chamar a atenção dos investidores no noticiário da semana: as tensões geopolíticas entre a China e os EUA. Tudo porque Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, está visitando países asiáticos nesta semana e poderá fazer uma visita oficial a Taiwan – algo que Pequim já avisou que não pode acontecer, caso contrário haverá consequências inclusive militares. 

A visita à Taiwan não está confirmada na agenda de Pelosi, mas fontes do governo disseram à imprensa americana que ela é provável de acontecer.

Aguardemos cenas dos próximos capítulos. Até amanhã.

Maiores altas

Magazine Luiza (MGLU3): 5,43%

Locaweb (LWSA3): 5,02%

BRF (BRFS3): 4,76%

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Raia Drogasil (RADL3): 3,91%

Qualicorp (QUAL3): 3,15%

Maiores baixas

Braskem (BRKM5): -5,53%

SLC Agrícola (SLCE3): -4,99%

3R Petroleum (RRRP3): -4,76%

Usiminas (USIM5): -4,76%

CSN (CSNA3): -3,94%

Ibovespa: -0,91% aos 102.225 pontos

Em Nova York

S&P 500: -0,28%, aos 4.118 pontos

Nasdaq: -0,18%, aos 12.368 pontos

Dow Jones: -0,14%, aos 32.799 pontos

Dólar: 0,08%, a R$ 5,1786

Petróleo

Brent: -3,80%, a US$ 100,03

WTI: -4,80%, a US$ 93,89

Minério de ferro: -3,96%, a US$ 115 a tonelada no porto de Qingdao (China)

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