Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Assine por apenas 1,99
Imagem Blog

Emerson Feliciano

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Executivo, professor e palestrante, comprometido em formar profissionais e organizações mais estratégicas, inovadoras e inteligentes em diversidade racial.

A diversidade na liderança importa – e cada vez mais

Empresas que investem na representatividade do board têm 39% mais chances de superar seus concorrentes, segundo um novo relatório da McKinsey.

Por Emerson Feliciano
23 dez 2025, 11h14 •
Modelos de cabeças coloridas.
 (designer491/Getty Images)
Continua após publicidade
  • Nos últimos dias, mergulhei em um relatório que traduz em números aquilo que eu venho defendendo nesta coluna: colocar pessoas negras (e diversas) no topo vai muito além de justiça social. É uma estratégia de negócios muito inteligente do ponto de vista da longevidade empresarial.

    O estudo em questão, realizado pela consultoria McKinsey, chama-se “Diversity Matters Even More” (ou “diversidade importa cada vez mais”, em português). Ele analisou 1,2 mil empresas de 23 países e mostrou: organizações com alta diversidade na liderança têm 39% mais chances de superar financeiramente seus concorrentes.

    Para os ignorantes de plantão que pensaram “eu não quero estar no grupo dos 39%”, devo alertar sobre o outro lado da moeda. Segundo o mesmo levantamento, empresas com baixa diversidade no topo da pirâmide hierárquica têm 66% menos chances de apresentarem um desempenho acima da média. Se você fosse meu aluno, minha sugestão seria enfática: ou você inclui, ou paga a conta da exclusão.

    “E o que isso tem a ver comigo, Emerson, que quero sentar na mesa da liderança negra?” Tudo. Quando a empresa acorda para esses números, a diversidade deixa de ser um projeto de RH e se torna um motor de vantagem competitiva, lucro, inovação e resiliência. A partir disso, surgem grandes oportunidades.

    E tem mais. A diversidade na liderança está diretamente ligada a impacto e legado. Quando a participação de mulheres em equipes executivas cresce 10 pontos percentuais, os indicadores de atração e retenção também aumentam de forma significativa. Incluir mais uma mulher em um board com dez cadeiras, por exemplo, está relacionado a um ganho de dois pontos nos índices sociais. Ou seja: times plurais formam equipes melhores, seguram gente boa e resolvem problemas complexos com mais qualidade.

    Continua após a publicidade

    Há um sinal importante de futuro. A cada 10 pontos percentuais de diversidade étnica no time executivo, a nota da empresa em estratégia climática avança quase quatro pontos. As companhias que levam diversidade a sério também são as que constroem legado, inclusive para o planeta.

    E como está o mundo? Há faróis. Entre as empresas líderes em diversidade nos Estados Unidos, 50% da liderança é composta por mulheres, e 39% dos executivos são de grupos étnicos sub-representados. Mas, no conjunto global, esses números caem para 16%. Ainda há um longo caminho, portanto, para a representatividade nos boards atingir níveis adequados.

    O que o RH e as lideranças podem fazer

    É hora de profissionalizar as decisões. O relatório da McKinsey lista cinco estratégias que funcionam:

    Continua após a publicidade
    • tratar a diversidade como parte do negócio;
    • adaptar as metas ao contexto local;
    • cultivar o senso de pertencimento na empresa;
    • apoiar os profissionais que puxam a agenda; e
    • ouvir feedbacks, inclusive os incômodos.

    Em paralelo, invista em práticas simples e poderosas: entrevistas estruturadas, critérios explícitos para promoção, painéis com avaliação independente e auditoria periódica de decisões. Isso reduz erros e inconsistências, além de melhorar a qualidade da gestão de pessoas.

    O que aspirantes a líderes negros podem fazer 

    1. Procure sinais de seriedade. Metas públicas de diversidade, pluralidade no conselho, processos claros de promoção. Onde as regras são previsíveis, as oportunidades aparecem mais.
    2. Gere lastro mensurável. Projetos com impacto visível, indicadores de resultado e cases que contam sua história.
    3. Busque patrocínio. Mentoria ajuda, patrocínio abre portas. Conecte-se a líderes que apresentem você para as mesas certas.
    4. Leve os dados para a conversa. “Nossa empresa está no grupo que mais performa quando tem diversidade no topo. Como posso me posicionar em projetos estratégicos para acelerar esse efeito por aqui?”
    5. Escolha bem o palco. Dê preferência a empresas que já evoluíram e a líderes que entendem que diversidade e resultado caminham juntos.
    Continua após a publicidade

    Fecho com um convite direto. Diversidade na liderança eleva a rentabilidade, a capacidade de inovação, a reputação e o impacto socioambiental. Se você quer ocupar a mesa da liderança negra, escolha arenas com regras claras, prepare-se para performar no mais alto nível e use esses números como chave para abrir portas. Se você já lidera, facilite a subida de quem vem depois. Quando a diversidade sobe, o negócio inteiro sobe junto.

    Compartilhe essa matéria via:
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    10 grandes marcas em uma única assinatura digital

    BLACK
    FRIDAY

    ECONOMIZE ATÉ 65% OFF

    Digital Completo
    Digital Completo

    Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

    a partir de 6,00/mês*

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.