Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Setor financeiro perde cerca de US$ 700 bi por falta de equidade de gênero

Segundo pesquisa, além de serem minoria em conselhos e comitês executivos, presença de mulheres em áreas como risco ou operações também é baixa.

Por Luciana Lima 28 out 2020, 08h00

Em 2017, aquela estátua da Garota Destemida (110 kg) foi colocada cara a cara com o touro de Wall Street (3.200 kg) para denunciar o sexismo do mercado financeiro. De lá para cá, pouca coisa mudou no setor, conhecido por ser predominantemente masculino.

Pelo menos é isso que aponta uma pesquisa da consultoria Oliver Wyman, feita com 468 instituições de 37 países, incluindo o Brasil. De acordo com o levantamento, publicado em agosto, as mulheres são apenas 10% dos executivos da alta liderança nos principais bancos brasileiros.

  •  

     

    A baixa equidade de gênero das instituições financeiras se traduz também nos negócios. Mulheres tendem a ser minoria entre os clientes de áreas como seguros e gestão de investimentos, além de terem pedidos de financiamentos bancários negados mais vezes do que os homens.

    Continua após a publicidade

    De acordo com estimativas da consultoria, se as empresas do setor financeiro melhorassem seus serviços para as mulheres, elas teriam um incremento de, aproximadamente, US$ 700 bilhões por ano.

    Porém, a briga da garotinha de Wall Street ainda tem chão. A presença feminina em comitês executivos e conselhos de empresas financeiras continua baixa. Elas ocupam 20% e 23% dessas posições, respectivamente. De modo geral, no quadro de funcionários das companhias, só há alguma equidade nos nos departamentos de marketing e RH.

     

     

    Arte/VOCÊ S/A

     

    Continua após a publicidade
    Publicidade