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Conheça a carreira de gerente de comunidade, o guru das redes sociais

Por dentro das profissões: o community manager é o embaixador da empresa na internet. Confira perfil, salários, rotina e veja quem contrata

Por Juliana Américo Atualizado em 13 ago 2020, 09h02 - Publicado em 13 ago 2020, 08h34

Mais da metade da população brasileira é usuária de redes sociais. Foi isso o que mostrou o relatório Digital in 2019, feito pela agência We Are Social em parceria com a empresa de gestão de mídias sociais Hootsuite, que revelou que 66% dos brasileiros estão conectados às mídias sociais, o que representa mais de 140 milhões de pessoas. Com tanta gente conectada, as empresas encontraram a oportunidade de falar diretamente com os consumidores na internet. Isso fez surgir uma nova carreira: a de community manager, ou gerente de comunidade.

É ele quem monitora fóruns, blogs e perfis de redes sociais para identificar assuntos que estão em alta e encontrar maneiras de fazer com que a empresa participe das conversas com os internautas. “O community manager ajuda a marca a entender manifestações da sociedade, escutar o feedback de produtos e serviços, e identificar novos concorrentes. Isso faz com que os clientes criem afinidade com a marca”, diz Rodrigo Helcer, CEO da Stilingue, plataforma especializada no monitoramento de redes sociais.

Além disso, esse profissional auxilia no posicionamento da companhia no mercado e pode contribuir com a equipe de pesquisa e desenvolvimento. Uma fabricante de cosméticos que está acompanhando discussões sobre questões raciais, por exemplo, se posiciona sobre o assunto, identifica as necessidades dos clientes e cria produtos.

Para atuar na área, é fundamental conhecer ferramentas de identificação de tendências, ser usuário de mídias sociais e conseguir analisar dados. No entanto, são as habilidades comportamentais (empatia, curiosidade, criatividade e proatividade) que impulsionam a carreira. “Esse é um cargo altamente humano, pois exerce o papel de troca com a comunidade. É importante ter escuta ativa e sensibilidade para saber a hora de entrar em uma conversa”, diz Isabela Ventura, CEO da plataforma de marketing Squid.

O paulistano Otávio Bautista, de 26 anos, se especializou no tema. Formado em publicidade, ele começou sua carreira como estagiário em uma agência responsável por gerenciar perfis de bares e restaurantes. “Seis anos atrás, as redes eram completamente diferentes. O Facebook estava em alta, o Instagram era pouco usado, e começava a aumentar o número de influenciadores no YouTube”, diz. Há dois anos, Otávio foi contratado para atuar como community manager na fintech Easynvest e há seis meses assumiu a liderança da equipe. Ele ainda tem canais pessoais sobre finanças no YouTube e no Instagram — hobby que o ajuda a testar estratégias que possam ser aplicadas no trabalho. “É preciso ser conectado e ativo para conhecer as novas ferramentas e pensar nas oportunidades de inclusão da marca nos assuntos que estão em alta”, diz.

Arte/VOCÊ S/A
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