Guia Salarial 2026, morango do amor depois do hype, ESG para pequenas empresas e sucessão de líderes na nova edição da VC S/A
A revista deste mês já está disponível para os assinantes do GoRead. Confira uma prévia das matérias desta edição.
O mercado de trabalho brasileiro está aquecido: em agosto, a taxa de desemprego chegou a 5,6% – a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE na série histórica iniciada em 2012 –, e o total de ocupados a 102,4 milhões.
Ainda assim, a maioria dos brasileiros não se sente otimista quando se trata de contratações. Segundo a Sondagem de Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, para 42,4% dos entrevistados está difícil conseguir um emprego, e 33,3% acreditam que a situação vai piorar nos próximos seis meses.
“É fato que não víamos um nível de desemprego baixo como esse em um passado recente, principalmente para mão de obra qualificada. E, nesse nível, ele deveria estar pressionando mais a massa salarial”, diz Fernando Mantovani, diretor-geral para a América do Sul da consultoria de recrutamento Robert Half.
Mas o cenário mundial de turbulências macroeconômicas e geopolíticas tem impactado o nível de confiança das empresas para investimentos. “Elas estão contratando, porém com freio de mão puxado. Flexibilizam o perfil profissional, mas não fazem loucuras em termos de remuneração porque não sabem como será o semestre que vem.”
Um mecanismo que sintetiza bem o sentimento do mercado de trabalho é o Guia Salarial da Robert Half. A publicação, que em terras brasileiras chega à sua 18ª edição, reúne dados sobre tendências de recrutamento e remuneração, norteando decisões empresariais e profissionais.
Divulgado em primeira mão para a Você S/A, a edição 2026 desse guia traz insights das áreas de Engenharia, Mercado Financeiro, Vendas e Marketing, Jurídico, Finanças e Contabilidade, Seguros e Tecnologia. Na edição completa do Guia Salarial, você vai conhecer as particularidades de cada uma das áreas, além de conferir as principais expectativas para o mercado de trabalho em 2026, de acordo com a Robert Half.
Confira outros destaques da edição:
Surfando no hype: como usar as trends a favor dos negócios
Se você frequentou a internet e as docerias brasileiras nos últimos meses, certamente soube da guloseima que, da noite para o dia, virou febre nacional: o morango do amor. Essa adaptação da tradicional maçã do amor – agora feita de morango, brigadeiro branco e açúcar caramelizado – tem autoria imprecisa, mas, segundo informações do iFood, já existia pelo menos desde 2024, quando mais de 10.300 pedidos do produto foram registrados na plataforma de delivery. O boom mesmo veio em julho deste ano, quando vídeos da receita começaram a viralizar nas redes sociais e impulsionaram seu consumo: somente no iFood, foram 275 mil compras do quebra-dente açucarado ao longo desse mês.
Na boca do povo, em mais de um sentido, o morango do amor não foi capitalizado apenas pelas confeitarias. Celebridades e influenciadores gravaram vídeos experimentando o doce, marcas de outros segmentos associaram a novidade aos seus produtos e até perfis de órgãos governamentais fizeram publicações inspiradas no fenômeno viral. Todos queriam uma fatia do bolo.
E com razão: dialogar com o assunto do momento é estratégia básica para qualquer pessoa que está em busca de visibilidade, engajamento e, por que não?, lucro. “Para se destacar no mercado, é preciso estar atento ao que ele demanda”, diz Daiane Ribeiro, gestora de projetos do Sebrae São Paulo. “O empreendedor precisa entregar o que o cliente quer consumir, e as redes sociais são um mecanismo mais ágil e barato para acessar essa clientela.”
Contudo, investir no hype pode ser um movimento arriscado, dada a sua efemeridade. Segundo o Google Trends, as buscas pelo morango do amor atingiram seu pico entre 20 e 26 de julho. Duas semanas depois, o interesse das pessoas já havia caído pela metade e continuou a diminuir com o passar dos dias. Hoje, a popularidade do doce no buscador está tão baixa quanto antes de sua viralização.
Quem se afobou e saiu correndo para investir todo o seu orçamento do ano no produto pode ter tomado a rota da falência. Ao mesmo tempo… quem pensa demais perde o timing e oportunidades de ouro.
Como, então, equilibrar prudência e agilidade quando se trata de virais? Você descobre na matéria completa.
ESG para baixinhos: como pequenas empresas podem adotar a agenda
Em novembro, países do mundo todo se encontraram em Belém, no Pará, para a 30ª edição da COP. A COP30 marca a primeira vez que a principal conferência climática da ONU acontece no Brasil. Escolher Belém também é simbólico: trazer o evento para pertinho da Floresta Amazônica é uma chance de pautar a preservação das florestas tropicais.
E negociar meios de mitigar as mudanças climáticas é a principal meta das COPs. Desde sua criação, as reuniões operam sob um princípio básico da política climática: “responsabilidade comum, porém diferenciada”.
Isso significa que é dever de todos os agentes globais ajudar na luta para salvar o clima. Contudo, alguns devem se esforçar mais. Países desenvolvidos, por exemplo, que enriqueceram queimando petróleo e carvão – e são os maiores contribuidores históricos do problema – deveriam estar na linha de frente. Eles têm mais recursos e podem ajudar os países mais pobres, que emitem menos e são os que mais sofrem com as consequências do aquecimento.
A pauta climática é muito importante? Claro. Porém, a discussão pode, muitas vezes, parecer presa a grandes players do planeta: países, multinacionais e grandes empresas.
Com as metas climáticas do Acordo de Paris avançando com dificuldade e a pauta ambiental sendo tratada com cada vez menos urgência, é fácil se desesperar – especialmente se você não é alguém com grande poder de mudança.
Mas aí vai um recado: você pode, sim, fazer a diferença. Seja como indivíduo ou até como pequeno empreendedor, todos podem contribuir para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. No centro da preocupação climática de um negócio, está a conhecida agenda ESG. Ela, além da pauta ambiental, reforça a necessidade de práticas positivas para a sociedade e a própria administração da empresa.
Os pequenos negócios representam 96% das empresas do Brasil. Não dá para falar de ESG, sustentabilidade, boas práticas de governança e inclusão sem envolvê-los na conversa.
A COP30 em Belém é uma oportunidade de todos – grandes empresas, pessoas e pequenos empreendedores – voltarem sua atenção a práticas mais sustentáveis.
Sucessão no topo: como ter tapete vermelho na saída da empresa?
Quase 30 anos à frente do telejornal mais influente do Brasil, dando seu “boa-noite” à maioria das pessoas que acompanham TV aberta. Não, não é um emprego qualquer. Quando William Bonner anunciou que deixaria a bancada do Jornal Nacional, a Rede Globo revelou que o plano de transição vinha sendo construído há cerca de cinco anos. O substituto, o jornalista César Tralli, foi identificado com antecedência, funções-chave foram realocadas gradualmente e o anúncio público, preparado para minimizar um eventual impacto de imagem e garantir a continuidade editorial e operacional. Esse exemplo revela um entendimento basilar para organizações de todos os portes: a sucessão não é improviso, mas estratégia. Quando feita do modo certo, ela significa menos risco, menor interrupção, melhor legado e mais credibilidade para quem sai… e para quem entra.
Tomar a decisão de deixar um cargo importante, depois de anos – às vezes décadas – na mesma empresa, é um daqueles momentos da vida que misturam alívio e susto. É como fechar um ciclo enorme, cheio de história, conquistas e rotina. Mas… e quando a rotina some? Quando o celular para de vibrar com urgências, quando o crachá fica guardado na gaveta e o e-mail de despedida é enviado? Aí começa a parte mais desafiadora: a emocional.
Depois de tanto tempo, o trabalho deixa de ser apenas o que a pessoa faz – ele vira uma parte da identidade. Por isso, sair de cena pode parecer meio como perder um pedaço de si. Como quem está saindo, a empresa e o novo dono da posição podem reduzir os traumas dessa passagem de bastão, e transformá-la num novo capítulo bonito para todos?
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