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Como falar bem em público

A oratória é uma habilidade essencial para profissionais venderem o próprio peixe. Mas a ideia de estar no centro das atenções causa pânico a muita gente. Veja algumas dicas de como perder o medo e melhorar suas apresentações.

Por Bruno Carbinatto | Ilustração: Felipe Del Rio | Design: Brenna Oriá | Edição: Tássia Kastner Atualizado em 10 jun 2022, 02h36 - Publicado em 10 jun 2022, 06h25

Quando o empresário Chris Anderson assumiu o controle do TED, no final de 2001, nem todo mundo foi com a cara dele. Na época, a empresa organizava uma conferência anual na Califórnia sobre tecnologia e inovação, e uma média de 800 pessoas compareciam ao evento liderado pelo carismático arquiteto Richard Saul Wurman.

Grande parte da comunidade fiel ao TED achava que Chris não conseguiria repetir o sucesso do seu antecessor. Tanto que, mesmo após meses com a bilheteria aberta, só 70 ingressos tinham sido vendidos para o evento do ano seguinte. O empresário tinha uma única chance de consertar isso: ele falaria ao público nos últimos 15 minutos do último dia da conferência de 2001, a última sob a liderança antiga.

Só tinha um problema. Apesar de agora liderar uma empresa de conferências, Chris Anderson não falava bem em público. Na verdade, só a ideia de estar em frente a uma plateia o deixava com medo e ansioso.  Mas era preciso: o futuro da sua empresa dependia daqueles 15 minutos.

 

 

O jeito foi preparar cuidadosamente tudo o que diria antes. Ele tinha um objetivo claro: apelar para a emoção do público. Como ficava muito nervoso no palco, escolheu permanecer sentado durante a fala. E começou a contar a sua história pessoal de como um de seus empreendimentos anteriores havia fracassado, o que o fez acreditar que nada mais daria certo. Explicou também como a conferência TED foi o que reacendeu a chama da esperança em seu espírito empreendedor, ao conhecer tantas ideias inovadoras. Concluiu dizendo que era aquele o sentimento que queria inspirar no público da sua conferência dali para frente.  Terminou, então, com um trocadilho envolvendo a palavra “pênis”.

Para a surpresa do orador, foi aplaudido de pé pela plateia, incluindo ninguém menos que Jeff Bezos, o fundador da Amazon, que assistia a sua fala diretamente da primeira fileira. Passada uma hora da sua apresentação, cerca de 200 pessoas já tinham se comprometido a comprar o ingresso da próxima edição da conferência.

Por causa daqueles 15 minutos bem-sucedidos, Chris Anderson é CEO do Ted até hoje e, com o tempo, se especializou na arte de falar em público. A empresa cresceu e é conhecida pelos seus TED Talks, a famosa série de palestras e conferências sobre temas diversos que se tornou popular justamente pelo formato das suas apresentações – curtas, dinâmicas e criativas.

O medo de falar em público que Chris sentiu lá no passado não é incomum. Pelo contrário, é a regra. Tem até nome científico: glossofobia (vem de glosso, do grego “língua”). A psicologia explica parte do problema. 

Falar em público significa estar disponível para o julgamento de outras pessoas, que vão analisar – e reagir – a sua performance. Só o medo de ser reprovado ao vivo já causa ansiedade e medo. Como diz o psicólogo comportamental Kipling Williams, da Universidade de Purdue (EUA), é um clichê dizer que ‘os humanos são animais sociais’, mas não deixa de ser verdade. E isso vem com um efeito colateral. “Nada ameaça mais esse aspecto fundamental do nosso ser do que ser excluído e ignorado pelos outros.”

Um estudo de 2009, por exemplo, analisou o cérebro de pessoas enquanto elas reagiam às imagens de indivíduos com expressões faciais felizes, neutras e furiosas. Quando, antes da análise, os participantes eram avisados que teriam que fazer um discurso público depois do teste, o cérebro das pessoas que se consideravam ansiosas reagia muito mais às imagens de expressões furiosas do que as alegres ou neutras. Isso indica que a mente delas já estava antecipando o medo de reprovação do seu público, mesmo antes da apresentação.

Lidar com plateias não é exclusividade de apresentadores de TEDs. Na vida profissional, você precisa fazer isso o tempo todo. Em uma entrevista de emprego, precisa cativar o entrevistador. Em reuniões, o poder de falar bem pode fazer um profissional se destacar. Não basta ter ideias boas: é preciso apresentá-las de forma clara e convincente. Tudo isso entra na caixinha dessa skill. 

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“A oratória é o uso do poder da palavra para atingir determinado objetivo”, diz Luís Fernando Câmara, CEO e fundador da Vox2you, rede de escolas de oratória que oferece cursos na área. “Pode ser numa palestra, conferência, live, um vídeo para as redes sociais ou até mesmo um áudio no WhatsApp.” 

Dito assim, pode soar ainda mais assustador. A boa notícia, porém, é que assim como Chris Anderson fez, é possível superar esse medo e se tornar um profissional na arte de falar bem. Nas próximas páginas, você verá dicas para melhorar a sua oratória. Elas foram baseadas no livro de Chris, O guia oficial do TED para falar em público, em recomendações de outros especialistas e ainda em conhecimentos desvendados pela ciência.

Planeje, planeje, planeje

Se você não é um dos poucos sortudos que nasceram com o dom do improviso na ponta da língua, não há outro jeito: para toda e qualquer apresentação importante, vai ser preciso planejar antes. Isso significa pensar literalmente em tudo o que será dito, em que ordem e como será dito. 

Aqui, uma dica é tentar resumir toda a sua fala em uma ou duas frases. A ideia é que seja um resumo para você, não para o público – você precisa ter, de forma clara, o ponto principal de sua apresentação na mente. Escreva também cerca de dez palavras-chave da mensagem que quer passar e leia-as repetidamente. Elas guiarão o seu processo de planejamento.

 

O grande dilema nesta etapa é que você precisa planejar tudo, mas planejar demais pode ser um tiro no pé. Escrever um discurso e decorá-lo ou lê-lo, palavra por palavra, provavelmente soará mecânico, robótico e chato. Sem falar que os momentos mais efetivos na comunicação com o público são frutos de algo que não estava no planejamento. 

Quando Martin Luther King disse “Eu tenho um sonho”, a frase que se tornou símbolo da luta por direitos civis nos EUA, ele estava improvisando. Na verdade, King já tinha passado metade do seu tempo recitando um discurso escrito cuidadosamente por assessores. Foi só quando a sua amiga Mahalia Jackson pediu, da plateia, para ele falar “do sonho” que o orador decidiu improvisar. E deu certo.

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Felipe del Rio/VOCÊ S/A

O risco aqui é que poucos são tão bons comunicadores como King, e poucos discursos improvisados se tornam tão icônicos como esse. Deixar as coisas para serem ditas na hora pode ser uma cilada – não há nada mais constrangedor do que o silêncio no palco porque o apresentador teve um branco ou, pior, um turbilhão de ideias sem sentido e conexão.

A saída pode ser uma técnica chamada de “improviso programado”. Funciona assim: você planeja o que vai dizer na maior parte da sua fala, mas deliberadamente perde menos tempo pensando em alguns subtópicos específicos. Nesses pontos do discurso, você sabe sobre o que quer falar, mas não planeja tanto como vai fazer isso – deixa o espaço para a improvisação. Desse modo, a fala fica natural e dificilmente a apresentação será estragada por um momento de silêncio. 

Na hora de planejar, também busque evitar outros constrangimentos: se vai ser preciso falar uma palavra em outro idioma ou um nome difícil, por exemplo, pesquise a pronúncia correta no Google e se certifique de que vai lembrar.

Conte histórias

O conteúdo da sua fala, é claro, é o mais importante a ser pensado no planejamento. Mas a forma pode ajudar. Embora não seja regra, há um padrão, que você pode observar ao assistir palestras famosas por aí: contar histórias, com enredo, personagens e tudo mais, é uma maneira efetiva de manter a atenção do público. 

É claro que nem todo tema vai ser facilmente adaptado para uma narração, mas é possível sempre procurar exemplos de pessoas reais que se encaixem na mensagem, ou mesmo inventar anedotas fictícias para ilustrar um conceito. O que importa é que seres humanos são atraídos por histórias porque elas nos mantêm interessados – queremos saber o que virá a seguir, onde está a reviravolta, qual será o desfecho daqueles personagens. 

Manter a atenção do público, aliás, é uma das tarefas que mais deve exigir seu foco. Você já deve ter ouvido falar por aí que humanos têm um tempo de atenção menor do que um peixe de aquário. É verdade: em uma média de 8 segundos, tendemos a trocar a nossa atenção por outra coisa (os peixes ficam 9 segundos focados). Numa fala, você vai estar sempre disputando seu interlocutor com outros players, como o celular, outras pessoas presentes ou mesmo com os pensamentos aleatórios de seus cérebros. 

 

A dica mais clássica aqui é começar a sua apresentação da maneira mais curiosa possível. Pode ser um dado chocante, o começo de uma história bizarra, uma pergunta intrigante. É importante apostar nos primeiros minutos para fisgar a audiência. Mas não ofereça todo o seu trunfo logo de cara. Vá explicando, complementando ou respondendo a sua informação inicial ao longo da sua fala. Isso provavelmente vai manter o público curioso.

Um exemplo: no famoso TED “Em busca do homem que quebrou meu pescoço”, o jornalista Joshua Prager começa descrevendo como, um ano antes, ele viajou até Israel para encontrar um homem desconhecido. Ele não tinha nenhuma informação sobre o estranho além do seu nome e a certeza de que, décadas antes, aquele homem havia quebrado seu pescoço. 

Ficou curioso para entender essa história? Está aí o segredo. São 18 minutos de discurso, em que o jornalista intercala a narrativa com reflexões sobre a vida e a importância do perdão. 

Durante a sua fala, vale apostar também em estratégias “gamificadas”: faça perguntas retóricas para reflexão ou enigmas para a plateia, que serão respondidos algum tempo depois. 

Um passo antes

Planejamento feito, hora de praticar. Como o maior problema que temos é enfrentar a plateia, é importante tentar treinar já sob o crivo de outras pessoas. Chame amigos ou familiares para assistir, ou grave sua apresentação para ser avaliada depois, por você mesmo ou pelos outros.

Aproveite para fazer perguntas específicas, já que feedbacks desses costumam ser gerais demais. Algum ponto ficou confuso? Fiz muitos movimentos com as mãos? Pareceu mecânico? Repeti muito as palavras? Gaguejei? são algumas das perguntas que você pode fazer a suas cobaias.

 

 

Praticar, diga-se, ajuda também na outra questão complicada de se falar em público, a ansiedade. Estudos indicam que só o fato de falar mais vezes, seja em ensaios ou pra valer, ajuda a aumentar a confiança em si mesmo e a perder o medo de enfrentar a plateia. É como dirigir, uma hora você pega a prática.

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Felipe del Rio/VOCÊ S/A
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Por falar em ansiedade, as dicas para combater o medo de falar em público são as mesmas de qualquer atividade: meditação, atividades relaxantes antes do momento da apresentação etc. Mas, aqui, há um ponto específico importante: um pouco de nervosismo na hora de falar pode cair bem.

Pesquisas sugerem que plateias tendem a sentir empatia com interlocutores que se mostram vulneráveis ou ansiosos, desde que o nervosismo não seja exagerado a ponto de atrapalhar a fala. Por isso, se em algum momento se embananar na fala ou errar, a melhor coisa a se fazer é não tentar disfarçar: admita o tropeço e leve no bom-humor. O público provavelmente vai sentir empatia e reagir de forma amigável.

Parte técnica

Grande parte do medo de se falar em público está ligada às questões técnicas da oratória. E se minha dicção for ruim? Será que minha voz é agradável? Será que falo muito alto ao microfone? Estou usando muitos vícios de linguagem?

Apesar de parecerem pontos centrais, vale ressaltar que tendemos a supervalorizar a importância desses aspectos técnicos na nossa própria fala. Afinal, a não ser em casos exagerados, dificilmente o público irá julgar esses critérios, já que a ideia é parecer uma fala natural – e esses “defeitos” acontecem quando estamos conversando normalmente com pessoas.

Um exemplo são os famosos vícios de linguagem que colocamos entre as frases, como “né”, “ééé”, “hum”, “an”. Em geral, são pintados como vilões, mas pesquisas mostram que o público tende a ignorar esse sons sem incômodo, já que são comuns nas conversas do dia a dia e nosso cérebro simplesmente absorve com naturalidade.

De qualquer forma, em níveis exagerados, eles podem passar a impressão de amadorismo. Luís Fernando, da Vox2You, recomenda desenvolver o costume de substituir esses sons entre as frases por pausas curtas, de 1 a 2 segundos. São tempos que soam igualmente naturais, ajudam seus músculos a ter um descanso para a próxima etapa e também ditam o ritmo da narrativa para o público. 

 

Por falar em ritmo, outra dica importante é variar o tom de voz e a velocidade da fala. Um discurso dado sempre no mesmo tom e na mesma rapidez se torna monótono e perde a atenção do público. É importante variar: ao explicar conceitos mais complexos, vale a pena apostar num tom mais leve e num ritmo mais lento. Ao chegar no clímax de sua história, é preciso dar um gás na fala. 

Quanto à dicção, a fonoaudiologia tem alguns truques para quem se prepara para momentos importantes. Recitar travas-línguas logo antes da apresentação pode parecer bobo, mas ajuda a destravar seu maquinário da fala. Fazer caretas também – isso estimula os músculos da face, que vão ser usados no falatório. Exercícios de respiração, por sua vez, ajudam a manter a calma e também a evitar o atropelo das palavras.

Linguagem corporal

Não é só o que é falado que importa. A ciência estima que mais de 80% do aprendizado humano vem de estímulos visuais (os 20% restantes são dos outros estímulos, incluindo a audição). Nessa conta, entra também a importantíssima linguagem corporal.

Durante uma fala, gesticular é essencial. Ajuda a manter a atenção do espectador, a controlar o ritmo da apresentação (momentos mais emocionantes devem ter mais movimento) e a transmitir naturalidade na fala.

O instrumento mais poderoso quando o assunto é linguagem corporal é, sem dúvidas, o olhar. O contato visual é o mecanismo mais básico de conexão entre pessoas; não confiamos em quem não olhamos nos olhos, e somos programados a tentar desvendar as emoções dos nossos interlocutores pelo olhar. Por isso, é importante distribuir o olhar de forma democrática entre os ouvintes – nada de manter um olhar num ponto fixo.

A postura também importa. Uma pose mais retraída pode passar a impressão de timidez; uma atitude mais despojada e imponente, por sua vez, transmite a ideia de confiança. Se possível, se movimentar pelo palco ou local da apresentação também pode ser uma boa para manter a dinamicidade. Mas também não há nada de errado em sentar-se em cadeiras ou apoiar-se em mobílias. 

No fim, o que importa mesmo é ficar confortável para conversar com seu público. Afinal, falar é uma das atividades humanas mais básicas, que usamos a todo momento. Falar bem é questão de prática e dedicação. Siga essas dicas e você verá a diferença. 

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COMO SE PREPARAR

Planeje…

O segredo de uma boa fala está no planejamento. Resuma sua apresentação em um pequeno parágrafo para si mesmo – assim, você sempre saberá qual mensagem deve passar. A partir daí, pense em tudo o que vai falar, como aquilo vai ser dito e em que ordem os conteúdos aparecerão.

…mas não muito

Um discurso decorado soa robótico e chato. Um pouco de improvisação é bem-vinda para soar mais natural. Escolha alguns tópicos da sua fala e não pense muito em como apresentá-los – você deve saber o conteúdo deles, mas não necessariamente as palavras que usará. Deixe as frases saírem naturalmente nesses momentos.

Começo, meio e fim

É preciso fisgar a plateia logo no começo – inicie sua fala com um dado chocante ou exemplo curioso. Vá desenvolvendo a ideia aos poucos, entregando à plateia um pouquinho mais de informação ao longo da apresentação. Isso ajudará a manter a atenção.

Pratique (com plateia)

É tudo prática. Grave suas próprias apresentações em casa e peça para amigos e familiares darem feedback. Se possível, faça os ensaios já com plateia, para se acostumar com o julgamento do público. Isso alivia a ansiedade.

 

 

COMO AGIR

Relaxe

No dia D, procure fazer atividades relaxantes, como meditação ou atividade física. Logo antes, recite trava-línguas e faça exercícios de respiração para garantir que a dicção estará adequada. E lembre-se: um pouco de nervosismo é sempre normal.

Dite o ritmo

Uma fala no mesmo tom, volume e velocidade se torna chata rapidamente. Varie essas características dependendo do que está falando. Em partes mais complexas, vale a pena apostar na calmaria. No clímax ou em momentos de humor, opte por um volume mais alto e pela rapidez.

De olho 

Distribua o olhar democraticamente entre os ouvintes – mesmo se forem poucos, como no caso de uma reunião. Isso cria uma proximidade entre os interlocutores e ajuda a manter a atenção.

Gesticule

A linguagem corporal é quase tão importante quanto a falada. Use seu corpo a seu favor. Os gestos com os braços podem ajudar a dar a ênfase necessária ao que está sendo dito, enquanto a postura passa o tom de sua mensagem. Se possível, movimente-se um pouco pelo ambiente para quebrar a mesmice.

Material de apoio

Os recursos devem ser sempre secundários – o protagonista é você e sua fala. Prefira imagens, gráficos, números ou dados isolados e evite textos longos. Também não há nada de errado em levar anotações para si próprio escritas em papel.

Seja você mesmo

Parece clichê, mas é verdade. Seguir as dicas ajuda, mas não tente montar um personagem – o público vai notar e a fala soará artificial. Se você não é do humor, não force piadinhas. Se preferir ficar sentado, tudo bem. Quanto mais confortável estiver, melhor conseguirá passar sua mensagem.

Contribuiu: Patrícia Maldonado, jornalista e criadora do curso “Vídeos que Convertem”

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