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3 passos para aprender novas habilidades no dia a dia

Investir no aprendizado incidental, que surge de experiências cotidianas e espontâneas, pode ser mais transformador que fazer mais um curso.

Por Redação
6 mar 2026, 17h00 • Atualizado em 9 mar 2026, 11h01
Dois lápis apoiados em uma parede branca, de modo que as sombras formam o desenho de uma escada.
 (Prapat Aowsakorn/Getty Images)
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  • Os primeiros meses do ano costumam concentrar os esforços em torno de “tirar do papel” as promessas feitas no Réveillon: voltar para a academia, investir em um curso de inglês, certificação profissional ou naquele MBA adiado há tempos são algumas das metas da lista de resoluções da maioria.

    “Traçar planos de aprendizagem é fundamental e bem-vindo. O problema é que, nessa correria para estabelecer metas específicas, ignoramos o aprendizado que já acontece enquanto estamos vivendo”, afirma Conrado Schlochauer, especialista em aprendizagem contínua e colunista da Você RH.

    Esse tipo de aprimoramento é o “aprendizado incidental”, que acontece como subproduto natural de atividades que realizamos por outros motivos. “Um erro que leva à revisão de estratégia ou a observação de como alguém resolve um conflito também são formas de aprendizado. Esse tipo de aprendizado acontece o tempo todo, enquanto tocamos nossa vida. Ele é espontâneo, imprevisível e pode ser muito mais transformador do que aquele curso online que você vai abandonar em fevereiro”, resume o especialista.

    Por que isso importa agora?

    Vivemos um momento em que a busca por comodidade e previsibilidade se intensificou. A lógica predominante privilegia soluções rápidas, sem fricção, risco ou imprevistos. No entanto, o aprendizado incidental depende justamente do contrário. Ele ocorre quando se sai da rotina, se experimenta o novo e se aceita a exposição ao diferente, mesmo que isso gere desconforto.

    Pesquisadores da Duke University apontam que o cérebro realiza uma análise inconsciente de custo-benefício sempre que se depara com algo fora da zona de conforto, avaliando se o desconforto compensa os possíveis benefícios. E, cada vez mais, a resposta tem sido: não compensa. Com a abundância de informações disponíveis, o não saber passou a gerar uma ansiedade que paralisa. Por que arriscar uma experiência nova se você pode ficar em casa assistindo a um tutorial sobre o assunto?

    “Aqui está a questão: suas resoluções de ano novo provavelmente vão reforçar essa lógica. Você vai escolher o caminho mais confortável, validado por milhares de pessoas antes de você. E vai perder as oportunidades de aprendizado que surgem do acaso, da experimentação, da exposição ao imprevisível”, alerta Conrado.

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    Como colocar o aprendizado incidental em prática?

    O aprendizado incidental pode ser compreendido a partir de 3 movimentos: despertar, explorar e transformar. O processo é simples, mas exige escolhas conscientes sobre a forma como se vive e interage com o mundo.

    Despertar é reconhecer que você tem muito mais controle sobre o que acontece “por acaso” na sua vida do que imagina. Não se trata de planejamento obsessivo, mas de agência – sua capacidade de agir intencionalmente. Comece fazendo uma análise honesta: quanto da sua vida atual representa suas escolhas genuínas? Como você ocupa seu tempo livre? Com quem convive? Que ambientes frequenta? O despertar é assumir responsabilidade por essas escolhas, entendendo que elas determinam as oportunidades de aprendizado que aparecem para você.

    Explorar significa aumentar deliberadamente sua exposição ao novo. Exemplos de práticas concretas que você pode adotar: experimentar um restaurante novo por mês, ir a uma exposição em um bairro que você nunca visitou, ter uma conversa longa com alguém de uma área completamente diferente da sua, ler sobre um assunto que você sempre considerou chato, mudar o caminho para o trabalho e aceitar aquele convite que você normalmente recusaria.

    “O ponto é aumentar seu repertório de vida, não só de conteúdo”, argumenta Conrado. Cada novo ambiente, cada conversa diferente e cada experiência fora da rotina ampliam exponencialmente suas chances de vivenciar o tipo de coincidência que gera crescimento. O acaso favorece os curiosos, mas você pode criar condições para que ele floresça.”

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    Transformar é onde a mágica acontece – mas é uma etapa que exige disciplina. De pouco adianta viver experiências diversas se você não dedica tempo para processá-las. Aqui entram dois pares de competências fundamentais:

    Primeiro, presença e atenção. “Reserve tempo para estar realmente presente nas experiências: aquele café da manhã sem celular, a caminhada onde você realmente observa o que acontece ao redor ou a conversa em que você escuta genuinamente, sem já estar formulando sua resposta”, recomenda.

    Segundo, reflexão e processamento. Crie o hábito de parar para pensar sobre suas experiências. Pode ser escrevendo algumas linhas no final do dia ou conversando com alguém sobre o que você viveu, por exemplo. “O importante é transformar o implícito em explícito, identificando o que aquela experiência te ensinou”, afirma Conrado.

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    Não abandone suas resoluções de ano novo. Amplie seu olhar sobre o que significa aprender, de maneira a ir além de cursos e certificações.

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    “O aprendizado incidental nos convida a uma transformação mais profunda do que simplesmente adquirir novas habilidades”, defende Conrado. “[O aprendizado] pergunta: quem você quer ser? Como você quer viver? E reconhece que essas respostas surgem não de cursos estruturados, mas das escolhas cotidianas sobre como ocupamos nosso tempo, com quem convivemos e que experiências buscamos.”

    Para o especialista, ampliar o aprendizado exige menos acúmulo de conteúdo e mais intencionalidade nas escolhas do dia a dia. “O que define nosso desenvolvimento não é o plano que traçamos no início do ano, mas as experiências que escolhemos viver ao longo dele.”

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