Como ser um líder multiplicador
Saiba como estimular os colaboradores a dar o seu melhor, maximizando talentos humanos em um mundo movido por IA.

Pensei em qual seria o melhor tema para começar o ano. Aprendizados de 2024 ou tendências de 2025? Não, vamos falar de nós, humanos, e da importância de refletirmos sobre nossos talentos.
Recentemente, li a obra Multipliers, de Liz Wiseman, escrita em 2010 e atualizada em 2017, e ela segue muito atual. A pergunta que mais me instigou foi: por que somos mais inteligentes e capazes ao redor de alguns líderes, mas não de outros?
O livro mostra que líderes multiplicadores promovem ambientes de colaboração, incentivam a criatividade e o crescimento de suas equipes. Desafiam e conseguem inspirar uma performance até duas vezes maior em seus times.
Sabemos que essa não é a realidade em todos os lugares; há líderes que não utilizam todo o potencial e a inteligência coletiva de seus colaboradores, restringindo sua capacidade, criatividade e motivação, resultando em uma performance consideravelmente inferior.
O caminho das pedras
O ambiente que criamos como líderes pode estimular as pessoas a dar o seu melhor e a desenvolver ainda mais suas inteligências. Ou pode ser desmotivador, levando à subutilização das capacidades de cada um.
Essa reflexão faz pensar no papel da liderança sobre o potencial dos profissionais ao:
- Desafiar suas equipes a pensar grande e assumir maiores responsabilidades.
- Promover uma cultura de aprendizado contínuo, na qual erros são vistos como oportunidade de aprendizagem.
- Fazer perguntas que estimulem o pensamento crítico e a criatividade, em vez de simplesmente decidir o que deve ser feito.
Para isso é preciso acreditar nas competências das pessoas, demonstrando confiança e encorajando-as a se superar. Líderes assim identificam habilidades que estão mal aproveitadas e criam oportunidades para que sejam aplicadas de forma prática e estratégica.
Valorize o que só os humanos têm
Num mundo onde IA e automação estão reformulando o trabalho, a liderança precisa ser intencional em reconhecer e fomentar o potencial humano. A IA pode aumentar a produtividade e eficiência, mas são as pessoas e suas habilidades únicas que promovem a inovação e criatividade que impulsionam o verdadeiro progresso.
Líderes assim identificam habilidades que estão mal aproveitadas e criam oportunidades para que sejam aplicadas de forma prática e estratégica.
Aqui estão algumas perguntas que podem ajudar nesse processo:
- Quais são os meus talentos e habilidades naturais?
- Em que áreas eu me destaco sem muito esforço?
- Quais habilidades gostaria de desenvolver?
- O que me faz sentir mais realizado e motivado no trabalho?
- Como a inteligência artificial pode me ajudar a aprimorar minhas competências?
- Quais são os meus principais desafios para atingir meu objetivo?
- Como posso desenvolver uma mentalidade de aprendizado contínuo?
- De que forma posso usar meu pensamento crítico para questionar e aprimorar as respostas da IA?
Autoconhecimento é essencial
Um dos princípios que mais me marcaram no programa de certificação de coaching do Institute for Professional Excellence in Coaching (iPEC) é: “Cada momento descreve quem você é e lhe dá a oportunidade de decidir se é isso que você quer ser”. No universo do autoconhecimento, essa pergunta nos convida a refletir profundamente sobre quem somos, como queremos aprender e, até mesmo, como podemos reescrever a nossa própria história.
Desenvolver novas competências é essencial. O autoconhecimento e o olhar para dentro são fundamentais para identificar e maximizar nossos talentos. Em última análise, são essas qualidades humanas que farão a diferença no mundo que vivemos hoje e no futuro que estamos construindo.
E você? O que pode fazer para se tornar um líder multiplicador e maximizar suas habilidades e os talentos ao seu redor?