Piadinhas homofóbicas e medo ainda calam profissionais LGBT+ no trabalho

Medo ou represália são o principal motivo para não falar abertamente sobre orientação sexual ou identidade de gênero, segundo pesquisa do LinkedIn

Pesquisa divulgada pelo LinkedIn mostra que 81% dos profissionais LGBTQ+ acreditam que ainda falta muito para as empresas acolherem melhor esse público. Participaram do levantamento mais de mil profissionais, entre LGBTQ+ e heterossexuais.

Mais da metade dos participantes LGBTQ+ – 54%- dizem que a empresa onde trabalham possui práticas inclusivas mas mais de um terço dos LGBTQ+ (35%) disseram que já sofreram discriminação no ambiente de trabalho, sendo que 12% deles disseram que o preconceito partiu (direta ou veladamente) de líderes da empresa, incluindo gestores diretos.

Piadas e comentários homofóbicos são as formas mais frequentes de preconceito no ambiente de trabalho. A pesquisa indica que 83% dos profissionais LGBTQ+ acreditam que empresas deveriam criar medidas de responsabilização de colaboradores que cometerem discriminação por causa da orientação sexual e identidade de gênero de seus colegas. Entre os heterosexuais, 75% também apoiam esse tipo de iniciativa.

25% não contaram para ninguém sobre sua orientação sexual

Metade dos entrevistados assumiu a sua orientação sexual no ambiente de trabalho. O restante se divide entre os 25% que não revelaram a ninguém e 25% que contaram a alguns colegas.

Medo ou represália são o principal motivo para não falar abertamente sobre orientação sexual ou identidade de gênero para 22% dos entrevistados que mantém segredo. Retaliação do gestor direto foi apontado como motivo para se calar por 14%.

Assumir a orientação sexual ou identidade de gênero pode atrapalhar o crescimento na empresa, segundo 15% dos entrevistados e 12% disseram que sua capacidade profissional poderia ser questionada. Há ainda 9% que afirmaram ter medo até de uma demissão por esse motivo.

Questões pessoais também contribuem para que o assunto não seja tratado no ambiente de trabalho: 51% afirmaram que não consideram necessário, 37% disseram não gostar de falar sobre a vida pessoal no trabalho e 32% disseram que não contam sua orientação sexual nem dentro nem fora do ambiente de trabalho.

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