🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Qual será a reação do mercado aos terroristas de Bolsonaro em Brasília?

Analistas e gestores minimizavam o risco de os rompantes golpistas do ex-presidente converterem-se em ataques ao país. O terrorismo deste domingo mostra que eles estavam errados.

Por Tássia Kastner, Camila Barros 9 jan 2023, 08h33 | Atualizado em 4 jun 2026, 17h52
-
 (Anadolu Agency/Getty Images)
Continua após publicidade

Bom dia!

O Brasil acorda de ressaca depois das cenas de terrorismo protagonizadas por apoiadores de Jair Bolsonaro, uma turba que atenta contra da democracia desde quando o ex-presidente ainda estava no poder.

Sepultar a tentativa de golpe dependerá de reação das instituições, para muito além das notas de repúdio.

Continua após a publicidade

Ainda no domingo, o presidente Lula decretou intervenção federal, que permite o uso de forças de segurança nacional em Brasília. A Polícia Militar do DF, sob o comando do governador bolsonarista Ibaneis Rocha, abriu a barreira que bloqueava o acesso à Esplanada dos Ministérios e foi tomar uma água e fazer vídeos da “manifestação”.

Alexandre de Moraes afastou Ibaneis do cargo por 90 dias, mandou desmontar todos os acampamentos e frente a quartéis e a desativar contas golpistas em redes sociais. O secretário de Segurança do DF, Anderson Torres, foi demitido. Ele está nos Estados Unidos, com Bolsonaro. Há ordem de prisão contra ele.

Continua após a publicidade

A PF está investigando quem estava nos atos terroristas em Brasília. Pelo menos 300 pessoas foram presas. Nos EUA, deputados querem que Bolsonaro seja extraditado para o Brasil. 

Por fim, governadores disseram que vão coibir qualquer ato em seus estados. O problema é que há um gap entre o anúncio e a vida real. Bolsonaristas começam a manhã fechando uma pista da Marginal Tietê, em São Paulo. Há bloqueios em estradas de quatro estados. Há ainda temor de que os golpistas fechem o acesso a refinarias, para causar desabastecimento de combustíveis. A Petrobras nega problemas de abastecimento.

Continua após a publicidade

A versão tupiniquim da invasão do Capitólio foi gestada em público. Não se pode falar em surpresa. Como também já não era surpresa alguma que o governo Bolsonaro era ninho de gente contrária à democracia.

Por anos, o mercado financeiro negou que a tentativa de golpe fosse um risco ao país. Quando analistas e gestores eram questionados sobre o pouco apreço que Bolsonaro e seus apoiadores tinham ao Estado Democrático, eles minimizavam o risco de isso se converter em ataques concretos ao país.

Continua após a publicidade

O ataque terrorista do domingo mostra que o mercado financeiro falhou em uma de suas tarefas, que é antecipar riscos. 

O paradoxo aqui é que uma deterioração no mercado financeiro, se prolongada, tem o potencial de piorar as condições da economia sob o governo Lula. A Faria Lima repete que o problema do alto endividamento é deixar uma dívida para o país do futuro. No fundo, é o que pode acontecer agora: a conta do golpismo gestado nos últimos quatro anos está caindo no colo de quem não contratou essa dívida.

Continua após a publicidade

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital