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Magalu e Via puxam pregão de prêmio consolação do ano

Elas caíram  70% em 2021, mas hoje avançaram perto de 10%. Em Nova York, alta de 1,39% do S&P 500 garante o 69º recorde.

Por Tássia Kastner 27 dez 2021, 18h57

Magazine Luiza, Via e Americanas e Lojas Americanas estão entre as companhias que mais apanharam na bolsa em 2021. Só a Magalu, que por anos foi uma diva cobiçada do Ibovespa, perde 73% no acumulado do ano. A situação não é muito diferente para a Via e seus 70% de baixa.

Esse penhasco do qual caíram as varejistas foi aberto pela escalada da taxa de juros, que saiu de 2% para quase 10% ao ano, e pela alta da inflação, que corroeu o poder de compra dos consumidores. Some a isso o fato de que elas haviam se valorizado brutalmente na bolsa em 2020 (e antes, no caso da Magalu) e está feito o cenário da tragédia. O caso da Lojas Americanas e Americanas S.A. é ainda mais complexo, já que elas estão em pleno processo de fusão, que já se arrasta por meio ano.

Hoje, no entanto, essas companhias ganharam um afago dos investidores. Magalu subiu 9,35% e a Via avançou seus generosos 8%, e assim elas fecharam nas maiores altas do dia. Fora do pódio, a dupla de Americanas subiu, cada uma, respeitáveis 3%. 

O período do recesso favorece. É que o baixo volume de negócios do pregão acaba atraindo investidores-piratas interessados em dar um novo rumo para a conversa, que não vinha muito inspiradora. Isso favorece esses movimentos um tanto atípicos do papel. O dia fechou com R$ 15 bi negociados, menos da metade da média diária de 2021, que ronda os R$ 34 bilhões.

Analistas chegaram a colocar a alta na conta de dados divulgados pela Alshop, a associação de grandes lojistas dos shoppings centers. A entidade disse que houve uma alta de 10% nas vendas de Natal em comparação com 2020. Só tem um detalhe: o dado não é confiável. Em 2019, a associação noticiou um crescimento também de quase 10%, e atraiu a revolta de outra entidade, a dos lojistas menores, chamadas de lojas satélites. Descobriu-se, então, que a Alshop não tinha uma metodologia confiável para medir as vendas do período, ainda que divulgasse o dado anualmente. 

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Petróleo

Também se saíram bem no pregão a PetroRio (+4,87) e a Petrobras (+1,48%). Apesar dos cancelamentos de voos causados pela nova onda da pandemia, causada pela variante Ômicron, as cotações do petróleo avançaram de maneira consistente nesta segunda. O brent, a principal referência internacional da commodity, avançou mais de 3% e isso ajudou a sustentar as nossas petros por aqui.

Como a Petrobras é hoje a ação com maior peso no Ibov, deu uma força também para o índice, que subiu 0,63%, a 105.554 pontos. Das 92 ações do índice, 64 avançaram. 

Na ponta negativa, porém ficaram Azul e Gol, uma prova de que investidores não estão tão tranquilos com a Ômicron quanto possa parecer. Para coroar o dia, o Itaú BBA reduziu o preço alvo das ações das duas empresas. O banco espera que as ações da Azul terminem 2022 em R$ 32,50 (hoje em R$ 25). O lance é que o banco esperava que o papel fosse terminar 2021 em R$ 41. No caso da Gol, a revisão foi menos drástica, de R$ 24,50 para R$ 22. Hoje GOLL4 é negociada a R$ 18.

Mais um recorde

Por sinal, a alta de hoje do Ibovespa também é só um prêmio consolação, especialmente quando comparada aos nossos amigos índices americanos. É que, por lá, a alta do S&P 500 e do Nasdaq superou o 1%. O S&P, por sinal, arrematou o 69º recorde do ano. Já até perdeu a graça a comemoração.

Havia uma grande justificativa para subir? Não, afinal por lá eles também estão no período de recesso. Mas parece que eles sabem aproveitar o período melhor que a Faria Lima. Até amanhã.

Maiores altas

Magazine Luiza (MGLU3) 9,35%

Via (VIIA3) 8,00%

Qualicorp (QUAL3) 4,91%

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PetroRio (PRIO3) 4,87%

Rede D’Or (RDOR3) 4,83%

Maiores baixas

Banco Pan (BPAN4) -3,23%

Assaí (ASAI3) -3,19%

Azul (AZUL4) -2,99%

Gol (GOLL4) -2,12%

Marfrig (MRFG3) -2,02%

Ibovespa: 0,63%, a 105.554 pontos

Nova York

Dow Jones: 0,98, a 36.303 pontos

S&P 500: 1,39%, a 4.791 pontos

Nasdaq: 1,39% (15.871,26)

Dólar: -0,42%, a R$ 5,6392

Petróleo

Brent: 3,21%, a US$ 78,22

WTI: 2,41%, a US$ 75,57

Minério de ferro: -2,69%, a US$ 123,18 a tonelada no porto de Qingdao, na China

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