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Ibovespa fecha semana altamente volátil na máxima do ano: 115.310 pontos

Mercado deixa a guerra de lado após conversa de Biden e Xi, e índices americanos têm melhor performance desde 2020.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 18 mar 2022, 18h16 - Publicado em 18 mar 2022, 18h04

Guerra, pandemia, inflação, Fed, Copom, petróleo, minério de ferro… Tudo isso pipocou no noticiário econômico da semana, ajudando a explicar o sobe e desce do Ibovespa. O índice passou os últimos dias bastante instável, chegando a cair aos 108 mil pontos na terça, com a notícia dos lockdowns chineses. Mas, no estilo vol é vida, o bom humor prevaleceu e o Ibov terminou a semana com alta de 1,98%, aos 115 mil pontos – o maior patamar atingido pelo índice no ano. Só não foi melhor que a performance dos índices americanos, que tiveram a melhor semana desde novembro de 2020.

Especificamente nesta sexta-feira, a agenda foi esvaziada e o noticiário não movimentou muito o mercado. As bolsas mundo afora até amanheceram mornas enquanto investidores aguardavam a conversa entre Joe Biden e Xi Jinping sobre o conflito no Leste Europeu, com receio de que o clima pudesse esquentar – a China, apesar de reconhecer a soberania da Ucrânia, tem evitado criticar diretamente a Rússia, enquanto os EUA parecem dispostos a sancionar o país asiático caso apoie explicitamente os russos.

 

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A conversa aconteceu, mas nenhum dos lados se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo dela ainda. Segundo a mídia chinesa e a Reuters, porém, o papo durou cerca de duas horas e Xi Jiping teria dito a Biden que a guerra “não é de interesse de ninguém” e que “a crise da Ucrânia é algo que não queremos ver”. Foi o bastante para aliviar as tensões do mercado, que decidiu fazer o que já vinha fazendo nos últimos dias: deixar as preocupações com a guerra de lado.

Nisso, o otimismo prevaleceu e as bolsas americanas tiveram a melhor performance semanal desde 2020. O S&P 500 terminou a semana com alta de 6,1%, o Dow Jones subiu 5,5% e o Nasdaq, impressionantes 8,2%. As big techs deram uma ajuda e tanto: ações da Meta (ex-Facebook) subiram 15% na semana, as da Amazon 11% e as da Microsoft, 7,3%.

O sentimento geral do mercado é que a economia dos EUA vai muito bem, obrigado, a ponto de passar pelo ciclo de aumento de juros anunciado pelo Fed sem sangrar tanto assim. 

O banco central americano aumentou os juros no país na quarta-feira, e já adiantou que outros seis aumentos ocorrerão no resto do ano. A medida visa controlar a inflação, a maior em 40 anos no país e que vinha aterrorizando o mercado. O diagnóstico final é que os preços finalmente devem começar a baixar, e nem por isso a economia vai ladeira abaixo junto. Nisso, investidores foram às compras essa semana prevendo esse melhor cenário.

Ibovespa

Por aqui, o sentimento também foi de bom humor, influenciado pelos americanos e também pelas altas nos preços das commodities no mercado internacional. Os ganhos foram generalizados: só 9 ações fecharam no vermelho. Na semana, o Ibovespa subiu 3,22% e atingiu sua máxima do ano, passando dos 115 mil pontos.

Os papéis da Petrobras subiram 2%, seguindo a alta do petróleo nos mercados internacionais e também porque a estatal divulgou um comunicado em que reafirma a importância de manter os preços no país alinhados com o exterior, reforçando a independência de sua política de preços enquanto o presidente Bolsonaro insiste em continuar ameaçando interferência. 

O dólar, por sua vez, também passou uma semana voltátil, atingindo os R$ 5,16 e fechando hoje aos R$ 5,01, graças ao fluxo de capital estrangeiro para o Brasil.

Sextou! Até segunda-feira.

Maiores altas

YDUQS (YDUQ3): 11,13%

CVC Brasil (CVCB3): 9,80%

Eneva (ENEV3): 9,72%

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MRV (MRVE3): 9,69%

Americanas (AMER3): 9,46%

Maiores baixas

Fleury (FLRY3): -2,14%

Minerva (BEEF3): -1,11%

Pão de Açúcar (PCAR3): -0,57%

CSN (CSNA3): -0,47%

TIM (TIMS3): -0,37%

Ibovespa: 1,98%, aos 115.310 pontos

Em Nova York

S&P 500: 1,17%, aos 4.463 pontos

Nasdaq: 2,05%, aos 13.893 pontos

Dow Jones: 0,78%, aos 34.749 pontos

Dólar: -0,37%, a R$ 5,0158

Petróleo

Brent: 1,21%, a US$ 107,93

WTI: 1,42%, aUS$ 103,09

Minério de ferro: 3,44%, cotado a US$ 150,05 por tonelada no porto de Qingdao (China)

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