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Ibovespa fecha janeiro com alta de 7%; dólar tem forte queda

Bom humor americano ajudou a garantir alta de hoje, com destaque para as techs. Mesmo assim, janeiro termina como o pior mês para as bolsas dos EUA desde março de 2020.

Por Bruno Carbinatto 31 jan 2022, 18h45

A mudança de ano trouxe novos ares para a bolsa brasileira, e o Ibovespa terminou janeiro com uma considerável alta de 6,98%, depois de um 2021 bastante sangrento (queda de 12%). No último pregão do mês, o ganho foi de 0,21%, com ajuda do bom-humor em Nova York, que colocou as ações de tecnologia daqui no azul. O dólar, por sua vez, teve forte queda de 1,56%, a R$ 5,3059.

Acontece que nossa bolsa está barata, como já explicamos nesta coluna, o que atrai dinheiro gringo enquanto o clima amarga em Nova York. Só até o dia 27 de janeiro janeiro o fluxo estrangeiro estava positivo em mais de 28 bilhões, um valor recorde (superando janeiro de 2021, R$ 25 bilhões). 

A Selic em alta também funciona como um ímã de dinheiro – o consenso do mercado é que o Copom vai subir a taxa para 10,75% nesta quarta-feira; será a primeira vez que o número ficará em dois dígitos desde 2017. O resultado do dinheiro estrangeiro entrando é alta na bolsa e baixa no dólar. No mês, a queda no dólar foi de 4,83%. 

Recuperação das techs

Especificamente nesta segunda-feira, a bolsa brasileira teve também uma ajuda do bom humor de Wall Street. Por lá, os índices registraram expressiva alta no último pregão do mês, com o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, subindo 3,4%. Isso ajudou também a colocar os papéis brasileiros do setor em alta: Locaweb 5,66%, Totvs 4,64% e Positivo 3,43%, por exemplo.

A alta de hoje, porém, foi exceção, não regra. No ano, o índice Nasdaq tem forte queda de 9%, e o S&P 500 de 5,3%. Janeiro fecha assim como o pior mês para as bolsas dos EUA desde março de 2020, quando veio a pandemia. Isso porque os americanos se preparam para enfrentar um Fed mais agressivo no combate à inflação, o que inclui uma sequência de, no mínimo, três altas nos juros por lá, a começar já em março. 

Alta na Selic americana machuca os papéis de empresas com alto potencial de crescimento, especialmente as techs, o que explica o mau humor. Nos últimos dias, porém, o pessimismo tem diminuído devido a uma temporada de balanços corporativos considerada positiva pelo mercado – das 172 empresas listadas no S&P 500 que divulgaram seus números, 81% igualaram ou superaram as expectativas dos analistas.

Na semana passada a Apple, a “mais big” das big techs e maior empresa em valor de mercado do mundo, surpreendeu com um forte lucro, o que ajudou a colocar o índice em alta. Os olhos agora estão nos balanços das outras big techs que liberam seus balanços nesta semana, como Amazon, Alphabet (do Google) e Meta (do Facebook). Se elas também superarem expectativas, podem ajudar a diminuir um pouco o temor do Fed e seus juros em alta. 

Vale em baixa

O Ibovespa fechou a segunda-feira com leve alta de 0,21%, após amanhecer no vermelho e passar o dia instável. O desempenho só não foi melhor porque a toda-poderosa do índice, a Vale, ficou entre as maiores baixas (veja abaixo). O preço do minério de ferro caiu em Singapura enquanto a China entra no feriado do Ano Novo Lunar, o que fecha os mercados. O petróleo voltou a subir, mas os papéis da Petrobras não acompanharam: PETR3 -1,73%, PETR4 -0,58%. 

Mesmo assim, as expectativas para as ações ligadas a commodities continuam positivas, especialmente porque a China vai na contramão do mundo e está colocando estímulos à sua economia, que dá sinais de desaceleração. 

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Até amanhã.

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MAIORES ALTAS

Azul (AZUL4): 7,99%
Banco Pan (BPAN4): 7,58%
Gol (GOLL4): 7,52%
CVC (CVCB3): 5,93%
Locaweb (LWSA3): 5,66%

MAIORES BAIXAS

Vale (VALE3): -3,33%
JBS (JBSS3): -2,69%
CSN Mineração (CMIN3): -2,38%
BRF (BRFS3): -2,28%
Dexco (DXCO3): -1,77%

Ibovespa: 0,21%, aos 112.143 pontos

Em Nova York

S&P 500: 1,89%, aos 4.515 pontos
Nasdaq: 3,41%, aos 14.239 pontos
Dow Jones: 1,17%, aos 35.131 pontos

Dólar: -1,56%, a R$ 5,3059

Petróleo

Brent: 0,84%, a US$ 89,26
WTI: 1,53%, a US$ 88,15

Minério de ferro: feriado na China

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