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Ibovespa “comemora” erro da B3 e fecha em 121 mil pontos

A bolsa inflou em R$ 27 bilhões a entrada de dinheiro estrangeiro em 2022. Na vida real, a grana continua fluindo: dólar cai 1,97%, a R$ 4,67.

Por Juliana Américo, Tássia Kastner 1 abr 2022, 18h09

O Ibovespa começou o mês de abril de volta aos 121 mil pontos, depois de subir 1,31%. Esse patamar não era visto desde agosto do ano passado. E um dos motivos que explicava a onda de valorização desde o começo do ano era a quantidade de dinheiro estrangeiro que estava entrando aqui. 

Os dados mostravam que, até quarta-feira (30/03), a bolsa brasileira já tinha R$ 91,13 bilhões de aportes estrangeiros. O valor já estava bem próximo do total deixado pelos estrangeiros aqui em 2021 (R$ 102 bilhões). Acontece que o mercado descobriu que não era bem assim. 

Quase no fim do pregão, a B3 reconheceu que houve um erro de cálculo. O saldo de capital estrangeiro que entrou em 2022 foi de R$ 64,1 bilhões, coisa de um terço a menos que o estimado até então. 

Desde outubro de 2020, a B3 colocou na conta operações de empréstimos de ações – e eles representam 30% dos negócios. A B3 só começou a notar a falha quando a discrepância entre os dados da bolsa e do Banco Central (que cuida de fato do entra e sai de dólares) começou a ficar surreal demais.

A B3 ajustou os dados de 2022. O recorde de 2021, aquele de quase R$ 100 bi, não existe mais – está sob júdice, e sem data para correção. 

Foi um erro, mas soa quase como pegadinha num 1º de abril. E investidores decidiram rir da (não) piada. Assim que saiu a informação, a bolsa ainda teve tempo de dar mais uma disparada.

O erro virou otimismo. Se o Ibov valorizou 14% nos três primeiros meses do ano com menos dinheiro gringo do que se acreditava, tem chão para subir ainda mais. 

Dólar

Os dados da B3 até podem mentir. O câmbio, não. E a moeda americana fechou o dia em queda de 1,97%, a R$ 4,6673. É o menor patamar desde março de 2020. Um sinal de que, para além das ações, os dólares continuam migrando para o Brasil. 

Wall Street

Para a festa continuar, ainda será preciso combinar com Wall Street, claro. Lá, investidores se ocuparam com o payroll, o relatório de emprego americano. Em março, os EUA criaram 431 mil vagas de trabalho, ante previsão do mercado de novos 490 mil postos. 

Em um primeiro momento, parece frustrante. E isso explica um pouco do dia volátil em Nova York. De forma pragmática, houve uma desaceleração na criação de empregos. Por outro lado, os dados de janeiro e fevereiro foram revisados (não por erro, viu B3?) e mostraram que janeiro e fevereiro foram ainda mais estupendos que o anunciado. Em fevereiro, os EUA abriram 750 mil, e não “só” 678 mil vagas. Em janeiro, 504 mil, enquanto o anúncio anterior era de 481 mil. 

Faz 11 meses que a economia americana gera mais de 400 mil vagas de trabalho por mês, um recorde histórico.  Nisso, a taxa de desemprego atingiu a mínima desde fevereiro de 2020, de 3,6%.  Além disso, os salários voltaram a subir. Na comparação anual, o salário médio por hora sobe 5,56%; já no mês, a alta foi de 0,41%.

A notícia é excelente, exceto que faz com que investidores dobrem suas apostas de altas de juros. Na linha tá bom, mas tá ruim, mas tá bom, as bolsas americanas bambearam, mas fecharam o dia em alta. O Nasdaq subiu 0,29%, a 14.261 pontos; enquanto S&P 500 avançou 0,34%, aos 4.545 pontos. 

Serve pelo menos para começar o segundo trimestre com o pé direito. Bom final de semana. 

Maiores altas

Méliuz (CASH3): 9,37%

Cielo (CIEL3): 8,04%

Banco Inter (BIDI11): 7,78%

Cogna (COGN3): 7,77%

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Magalu (MGLU3): 7,77%

Maiores baixas

Suzano (SUZB3): -1,70%

Klabin (KLBN11): -1,62%

Usiminas (USIM5): -1,43%

Petrobras (PETR4): -1,32%

Bradesco (BBDC4): -1,08%

Ibovespa: 1,31%, a 121.570 pontos

Em NY:

S&P 500: 0,34%, a 4.545 pontos

Nasdaq: 0,29%, a 14.261 pontos

Dow Jones: 0,40%, a 34.818 pontos

Dólar: -1,97%, a R$ 4,6673

Petróleo

Brent: -0,31%, a US$ 104,39

WTI: -1,01%, a US$ 99,27

Minério de ferro: 0,73%, US$ 160,80 em Cingapura

 

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