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Biden tira petróleo das cavernas e barril cai 6%

É uma medida para baixar o preço da gasolina nos EUA. Nota: por lá, o litro está em R$ 5,33. Por aqui, R$ 7,26.

Por Alexandre Versignassi 31 mar 2022, 17h48

As Reservas Estratégicas de Petróleo dos EUA não são uma figura de linguagem. Trata-se de quatro complexos de cavernas subterrâneas espalhados pelo Texas e pela Louisiana, à beira do Golfo do México, com capacidade para 700 milhões de barris de petróleo. 

Não é tanto quanto parece: os EUA consomem isso em 35 dias. Mas o acionamento delas, que Biden anunciou hoje para baixar os preços dos combustíveis por lá, fez um barulhão: derrubou o barril em 6,04%, para US$ 104,71.

A ideia é colocar 1 milhão de barris por dia (o equivalente à metade da produção da Petrobras) no mercado pelos próximos 6 meses. “O mundo nunca viu uma descarga de petróleo numa taxa assim por um período tão longo”, disse a própria Casa Branca. 

O preço médio do litro da gasolina nos EUA, neste momento, é de R$ 5,33. Bem menos que no Brasil (R$ 7,26). No diesel ficamos meio que pau a pau: R$ 6,43 EUA X Brasil R$ 6,57. 

O Brasil não tem esse tipo de reserva. O nome disso por aqui é “caixa da Petrobras” – precisando segurar os aumentos, sangra-se a estatal. 

Por essas, a empresa assumiu ontem que, sim, é possível que a nova direção da companhia mude seu estatuto e deixe de promover a paridade com os preços internacionais nas vendas de combustíveis, prejudicando os acionistas. Não foi exatamente um anúncio público, mas uma atualização no relatório de riscos para a SEC (a CVM dos EUA). Os relatórios de risco são assim mesmo: devem ser transparentes para evitar problemas jurídicos – mais frequentes nos EUA do que por aqui.

A divulgação do documento rolou ontem à noite, após o fechamento do mercado. Mesmo assim, não teve consequências hoje: alta de 1,39% para a Petrobras – a petroleira mágica, que sobe quando o petróleo cai (já que nesses momentos o risco de intervenção diminui). 3R (-0,83) e PetroRio (-5,06%) caíram junto com a commodity que produzem, como é da natureza. 

Já o Ibovespa fechou em leve baixa, de 0,20%, na mínima do dia: 119.999 pontos. Lá fora, seguindo a praxe de 2022, o buraco foi maior: -1,56% para o S&P 500. 

E no cômputo do ano, com o primeiro trimestre já encerrado, o placar está em 15% Ibovespa X -5% S&P 500

“Ah, é que as commodities…” Calma aí. As maiores altas no ano são:

Carrefour (CRFB3): 48,26%
B3 (B3SA3): 43,39%
Hypera Pharma (HYPE3): 38,05%
Cielo (CIEL3): 36,40%
Bradespar (BRAP4): 32,37%
Itaú (ITUB4): 31,45%
Multiplan (MULT3): 30,77%
BB Seguridade (BBSE3): 28,07%
Totvs (TOTS3): 27,03%
Asai (ASAI3): 26,39%  

Dessas, só a Bradespar tem a ver com commodities, já que é dona de uma fatia da Vale (3,3%). A bolsa subiu porque estava barata mesmo, depois de dois anos de queda livre. E ainda está.

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Até amanhã. 

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MAIORES ALTAS

Sabesp (SBSP3): 5,46%
Cielo (CIEL3): 4,36%
Cemig (CMIG4): 2,98%
Minerva (BEEF3): 2,90%
Eletrobrás (ELET3): 2,76%

MAIORES BAIXAS

Méliuz (CAHS3): -5,54%
Americanas (AMER3): -5,50%
PetroRio (PRIO3): -5,06%
YDUQS (YDUQ3): -4,47%
Suzano (SUZB3) -3,53%

Ibovespa: -0,22%, aos 119.999 pontos

Em Nova York

S&P 500: -1,56%, aos 4.530 pontos
Nasdaq: -1,54%, aos 14.220 pontos
Dow Jones: -1,56%, aos 34.678 pontos

Dólar: -0,54%, a R$ 4,7612

Petróleo

Brent: -6,04%, a US$ 104,71
WTI: -6,99%, a US$ 100,28

Minério de ferro: 0,22%, negociado a US$ 159,55 por tonelada na bolsa de Cingapura

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