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Sofia Esteves Fundadora e presidente do conselho do Grupo Cia. de Talentos, professora e pesquisadora de gestão de pessoas

Você consegue se desligar do trabalho?

Trabalhar sem parar não te faz mais produtivo. Momentos de descanso nos fazem olhar para outras direções e ajudam na resolução de problemas.

Por Sofia Esteves Atualizado em 23 dez 2021, 10h16 - Publicado em 23 dez 2021, 16h00

Lá em novembro, fiz uma enquete no meu perfil no LinkedIn. Era um dia depois de um feriado e eu queria saber se as pessoas tinham conseguido se desligar totalmente do trabalho.

A maioria disse que… SIM! Dos 11.765 votantes, 64% responderam que conseguiram tirar a mente das reuniões, projetos, entregas, prazos e por aí vai. Porém, preciso destacar outros dois resultados:

  • 24% afirmaram que ficaram com a cabeça no trabalho
  • 11% aproveitaram para responder e-mails

Eu sei, olhando apenas para porcentagem, parece pouca coisa. Mas, se levarmos em consideração a quantidade representada, temos mais de 4 mil pessoas dizendo que, de uma forma ou de outra, não conseguem “largar” o trabalho totalmente.

Não estou aqui para fazer as vezes de instituto de pesquisa ou para julgar ninguém — tem quem prefira aproveitar o feriado para colocar em dia a caixa de entrada e tudo bem. Contudo, quis compartilhar esses dados porque o fim do ano está próximo e, com ele, costumam vir as pausas para as festas de fim de ano. Para quem tem coletivas, os últimos dias de dezembro representam aquele momento de parar um pouco e renovar as energias. Bem, pelo menos na teoria…

Isso porque, além daqueles que atuam em setores que trabalham intensamente nesta época do ano e não tem esse período de descanso, ainda há aquele grupo que simplesmente “sai” do trabalho, mas o trabalho não “sai” dele. Ou seja, aquele famoso “não consigo me desligar”.

Se você se identificou com o perfil, saiba que entendo a dificuldade. Quando estamos muito envolvidos em um projeto, quando sentimos aquela empolgação com uma atividade, quando temos demandas urgentes ou quando estamos preocupados, é difícil, realmente, “desligar” essa chave e curtir o feriado, fim de semana e as festas de fim de ano. É difícil porque, bem, não existe essa tal de “chave”.

O que existe — e vai contribuir positivamente para o seu desempenho — é uma atitude consciente para conseguir parar e descansar. Isso passa, por exemplo, por saber identificar aquelas tarefas que são importantes, mas não necessariamente são urgentes e, portanto, podem esperar.

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Isso passa pelo autoconhecimento e a identificação dos nossos limites. Consequentemente, esse “conseguir desligar” requer uma maturidade de saber que não podemos controlar absolutamente tudo. Às vezes, precisamos dar tempo ao tempo. Mais do que isso: dar tempo a nós mesmos.

Trabalhar freneticamente sem pausas e momentos de descanso absoluto não nos torna profissionais mais produtivos, e, sim, mais cansados. O que, por sua vez, impacta no nosso desempenho.

Uma mente que fica, ali, olhando apenas para aquele assunto, dia e noite, que não pensa em mais nada, que não consegue relaxar, pode se tornar em pouco tempo uma mente desgastada e pouco inovadora.

São as pausas que nos permitem recobrar as energias e, inclusive, olhar em outras direções. Você já teve aquele “momento eureka” no chuveiro ou quando estava fazendo alguma atividade, assim, cotidiana? Já parou para ler um livro por lazer e teve um insight? Teve aquela boa ideia enquanto relaxava assistindo uma série ou filme?

Há quem diga que isso acontece pelo simples fato de estarmos relaxados. Quando estamos desfrutando de momentos tranquilos, mesmo algo simples como tomar um banho relaxante, nossa mente está sob menos pressão e, daí, podem surgir soluções e ideias diferentes.

O foco é importante no trabalho, mas, veja bem, existe uma diferença entre focar conscientemente em uma atividade e não conseguir deixar de pensar em algo. A primeira é uma escolha e é saudável, a segunda pode ser motivo de preocupação.

Para evitar que a situação chegue nesse ponto, comece exercitando as micro pausas na sua rotina diária. Entre uma atividade e outra, se possível, saia da sua estação de trabalho, beba água, converse com um(a) colega e espaireça. Para quem trabalha o dia todo sentado em frente ao computador, os olhos e as pernas agradecem.

Agora, se você sente que a situação está mais crítica, não hesite em procurar ajuda profissional. Parar e se desligar do trabalho não é sinal de falta de comprometimento, pouco profissionalismo ou baixo rendimento. É apenas humano!

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