🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!
Imagem Blog

Henrique Bueno

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Especialista em felicidade corporativa e professor adjunto do mestrado global em estudos da felicidade na Centenary University. Mestre em psicologia positiva. Palestrante.

Muito além de um sentimento: a felicidade afeta o desenvolvimento da humanidade

Um estudo realizado pela Harvard Business Review mostrou funcionários mais felizes tornam-se 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores.

Por Sofia Kercher 10 nov 2024, 08h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 18h00
Funcionários felizes batendo palmas
 (Nattakorn Maneerat/Getty Images)
Continua após publicidade

Apenas em 2023 os afastamentos de trabalho por questões relacionadas à saúde mental aumentaram 38% no Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência Social.

Esse cenário trouxe uma importante mudança para o mercado profissional, em que o Ministério do Trabalho publicou uma portaria estabelecendo um prazo de nove meses para que os empregadores incluam questões relacionadas à saúde mental em seus programas de gestão de riscos ocupacionais.

Esses dados são apenas alguns que nos mostram que a questão da felicidade não é um estado de espírito ou algo a ser buscado como produto final. Trata-se de uma ciência que precisa ser estudada de forma multidisciplinar, pela filosofia, pelas artes e pela comunicação, bem como pela economia e pela medicina e psicologia. 

A importância da felicidade e do bem-estar também está transformando as empresas por dentro. O cargo de “Chief Happiness Officer” (CHO), por exemplo, cresceu 15% globalmente, em 2023, em comparação com o ano anterior. À primeira vista, a ideia de um diretor de felicidade parece inovadora e promissora.

Continua após a publicidade

Quando uma empresa cria esse cargo, ela eleva a importância da felicidade em sua estrutura. Um estudo realizado pela Harvard Business Review mostrou funcionários mais felizes tornam-se 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores.

O profissional dedicado a desenvolver seu papel neste cargo não é apenas alguém com habilidades excepcionais que irá revolucionar a companhia; sua principal função é aumentar o status da felicidade no ambiente de trabalho e fomentar discussões sobre o bem-estar. Essa mudança não acontece da noite para o dia, mas, quando bem implementada, se mantém a longo prazo e cresce em relevância. 

Continua após a publicidade

Arrisco dizer que, em todos esses anos dedicados ao estudo da felicidade, entendi que a humanidade tem três principais objetivos.

O primeiro é a longevidade: o desejo humano de viver mais e melhor – a expectativa de vida global aumentou para 73,4 anos, em 2023, em comparação com 72,6 anos, em 2019, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Continua após a publicidade

O segundo é a saúde: na edição de 2024 do relatório da OMS, foi constatado que 80% das doenças crônicas são preveníveis por meio de hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, exercícios regulares e check-ups médicos.

E o terceiro é a própria felicidade: o “World Happiness Report 2024” revelou que as nações mais felizes têm economias mais estáveis, melhores condições de saúde e maior envolvimento cívico.

Continua após a publicidade

Precisamos construir indivíduos capazes de viver melhor, tanto mental quanto fisicamente.

Mesmo com indícios, dados e fatos, o sistema atual de saúde é voltado para a cura de doenças, em vez de promover estilos de vida saudáveis que previnam enfermidades. Aqui, a Psicologia Positiva se torna crucial. Ao invés de apenas tratar os doentes, precisamos nos preocupar em cultivar hábitos que mantenham as pessoas saudáveis.

Continua após a publicidade

A medicina e a psicologia têm um papel fundamental nesse contexto. Precisamos construir indivíduos capazes de viver melhor, tanto mental quanto fisicamente.

Em um ambiente organizacional isso é ainda mais relevante, especialmente considerando que as novas gerações estão cada vez mais focadas em trabalhar por propósito e flexibilidade.

Elas buscam ambientes que não apenas promovam a produtividade, mas que também se preocupem genuinamente com o bem-estar de seus colaboradores.

É evidente que a felicidade não deve ser vista como um luxo, mas como uma necessidade essencial para a saúde mental e física. Abrir novas oportunidades de estudo e trabalho com foco na felicidade pode ser a chave para enfrentar a crise que vivemos hoje.

Portanto, precisamos valorizar a importância da felicidade em todos os aspectos de nossas vidas, desde a educação até o ambiente de trabalho, para que possamos construir um futuro mais saudável e satisfatório para todos.

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital