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Dicas para organizar os estudos online e 10 cursos grátis do LinkedIn

Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para América Latina, explica como criar uma rotina de estudos e indica dez cursos gratuitos para fazer agora

Por Elisa Tozzi
Atualizado em 16 jun 2020, 16h28 - Publicado em 16 jun 2020, 16h01

O aprendizado é uma preocupação para a maioria dos profissionais. Pelo menos é isso o que revela uma pesquisa realizada pelo LinkedIn com mais de 2.000 pessoas que mostra que 69% dos entrevistados estão sempre procurando maneiras de aprender para crescer na carreira e dedicando parte do tempo para a educação. A pesquisa aponta também que 92% dos profissionais aprendem mais quando se sentem motivados e que 33% dizem conseguir absorver novos conhecimentos mesmo em situações de burnout.

Ainda segundo o levantamento, o que mais motiva as pessoas a procurar aprendizado são: vontade de fazer uma mudança na carreira (41%), inspiração de algum colega ou chefe (35%), dificuldade para concluir alguma tarefa (33%) e promoção (32%).

Quem tem cargo de gestão se sente mais estimulado a adquirir novos conhecimentos nos momentos em que deseja se tornar um líder melhor (59%), quer ser mais motivador e inspirador (55%) e quando está lidando com conflitos dentro da equipe.

Aprendizado online

De acordo com levantamento do Google divulgado em abril, as buscas por cursos online são as mais altas da história no Brasil. 

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Isso significa que os brasileiros estão atrás de conteúdo digital relevante. Mas para que o estudo a distância seja bem aproveitado, é preciso seguir algumas orientações. Em entrevista para a Você S/A, Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para América Latina, dá algumas dicas de como seguir um bom roteiro de estudo digital e ainda mostra quais são os dez cursos mais procurados no LinkedIn Learning.

Neste momento de quarentena, as pessoas estão buscando mais cursos online. Com tantos à disposição, como escolher os que realmente fazem sentido?

Para contribuir com os profissionais na hora da seleção o LinkedIn Learning oferece recomendações personalizadas de acordo com as experiências de trabalho, competências, indústria de atuação e interesses de quem está buscando opções de conteúdo.

Também, durante esse período é muito importante manter-se informado –  por meio das conexões e do monitoramento de vagas –  em relação às exigências das posições nas quais quer atuar. Com base nas habilidades técnicas solicitadas, o profissional deve buscar os cursos que o permitam desenvolver essas competências.

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Por último,  é essencial que o profissional desenvolva habilidades comportamentais, além das técnicas. Em tempos de trabalho remoto, a demanda por competências como comunicação, colaboração e criatividade se  torna ainda maior, especialmente para  líderes.

Qual é a melhor maneira de se organizar para aprender online? Quais são as dicas para ter disciplina e cumprir um curso até o final?

Atentar para algumas atitudes que ajudam a se manter produtivo trabalhando de casa também ajuda a gerenciar melhor o tempo e a conseguir se dedicar à capacitação. Ter um espaço confortável e especialmente designado para o trabalho e seguir uma rotina similar a de quando você vai ao escritório são algumas atitudes que  podem ajudar a melhorar a produtividade.

Como um profissional pode abordar os cursos online no currículo e numa entrevista de emprego?

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A educação à distância sempre foi um ingrediente importante para o mercado de trabalho e com a quarentena isso se intensificou. Um dos legados desse período de distanciamento social, além do trabalho remoto, deve ser o avanço do aprendizado a distância. Acreditamos que essa tendência deve se tornar mais frequente, inclusive com mais apoio das empresas. Levantamento recente aponta que 42% das companhias têm uma probabilidade muito alta de adicionar novas sessões de treinamento após o coronavírus.

Esse modelo será cada vez mais reconhecido e deve ser incluído no currículo juntamente com outras capacitações. Na entrevista de emprego, o candidato deve destacar os cursos, independentemente da modalidade de aprendizado. O mais importante é mostrar suas habilidades e demonstrar o interesse no desenvolvimento contínuo, assim como a aplicação do aprendizado no dia a dia.

A maior parte das pessoas, de acordo com o levantamento do Linkedin, se motiva para aprender novas habilidades no momento em que quer mudar de carreira. Como colocar isso na rotina, mesmo quando o profissional está satisfeito com a carreira?

A capacitação é um componente importante para que o profissional possa exercer cada vez melhor seu trabalho e possa evoluir na área na qual escolheu atuar. Segundo a pesquisa, além do crescimento profissional, o estudo é utilizado como recurso para lidar com a resolução de problemas, apontado por 62% dos entrevistados.

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Os profissionais acreditam que novas certificações ajudam a melhorar a percepção que seus gestores diretos têm do seu trabalho. Essa busca por reconhecimento tem, como principal argumento, a melhora de desempenho no emprego (75%) e aumento de renda (52%).

Neste momento de instabilidade econômica e medo de desemprego, aprender novas competências é mais importante?

Sem dúvida. Desenvolver as competências é ainda mais importante para estar preparado. Os profissionais já perceberam isso. Observamos um aumento significativo na busca por capacitação. Em abril, os usuários do LinkedIn assistiram a 7,7 milhões de horas de conteúdo, volume 3 vezes superior quando comparado a fevereiro deste ano.

No Brasil, o aumento no número de horas de treinamento foi de 48% entre março e abril e os dez cursos mais vistos foram: Excel: Como Criar um Dashboard Básico, Gestão de Equipes Virtuais, Excel para iniciantes: Tabelas Dinâmicas, Fundamentos de Gestão de Tempo, Como Vencer a Procrastinação, Técnicas de Comunicação Interpessoal, Excel 2019: Formação Básica, Como Melhorar o Foco, Como Desenvolver a Resiliência e Como Aproveitar ao Máximo o LinkedIn.

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Mundialmente, observamos um aumento no tempo investido no aprendizado nos diversos níveis. Quando comparamos o período pré-covid (janeiro e fevereiro) com março e abril, vimos um aumento no número de horas de treinamento de 105% entre os que ocupam cargos de gerência, 86% entre os que procuram empregos, 79% no C-level e 73% entre os novos contratados.

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