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O que faz um gestor de facilities?

O setor de facilities deve movimentar 110 bilhões de reais nos próximos cinco anos e precisa de profissionais que pensem estrategicamente

Por Monique Lima Atualizado em 3 mar 2020, 09h54 - Publicado em 2 mar 2020, 15h00

internet das coisas (IoT) e a Indústria 4.0 permitiram o progresso de muitas profissões, como a de gestor de facilities. Conhecido por cuidar da manutenção de estabelecimentos, hoje esse profissional também é responsável por criar experiências.

Pensar de forma estratégica sobre como os espaços refletem a cultura das organizações e sobre o que pode ser feito para que os funcionários se sintam confortáveis e produtivos são exemplos dos novos desafios.

Segundo o relatório de 2018 da Global FM ­Market, a taxa de crescimento do setor de facilities no Brasil está em 9,7% ao ano — acima do índice global, de 7,4%. Só em 2018, essa atividade mobilizou 71,6 bilhões de reais na economia.

A expectativa é que, em cinco anos, a área movimente 110 bilhões de reais. “As grandes empresas sempre contrataram, o que acontece é que agora pequenas e médias também estão admitindo esses profissionais”, diz Ricardo Crepaldi, diretor da ­Associação Brasileira de Facilities (Abrafac).

  • A carreira de Peter Kawamura, de 41 anos, é um exemplo. Graduado em arquitetura e urbanismo, seu primeiro contato com a área de facilities foi na Johnson & Johnson, fabricante de produtos de higiene e beleza. Enquanto trabalhava num escritório que executava uma reforma para a multinacional, Peter foi convidado a entrar para a corporação como gerente na área de facilities. “Por um ano desenvolvi as plantas e conheci o prédio na função de arquiteto.

    Quando recebi a oferta, aceitei de prontidão”, diz Peter. Nesse posto, ele cuidava de manutenções, frotas, recebimento de materiais, notas fiscais, segurança do trabalho e insumos de infraestrutura. Em 2015, Peter teve outra guinada na carreira: foi contratado pela Movile como head de facilities.

    Ali, começou a ter uma atuação mais estratégica: “Não deixo de trabalhar no operacional, mas hoje estou mais centrado na experiência dos funcionários”, afirma. É sua função fazer com que o ambiente reflita a cultura corporativa. “Existe uma coisa muito bacana nessa profissão que é a adaptação às mudanças. O futuro é tecnologia e, nessa área, isso só tem a contribuir”, afirma Peter.

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