7 dicas para você ganhar o jogo em TODAS as plataformas de processo seletivo
Spoiler: não dá. Estamos falando do seu futuro, não de uma partida do Brasileirão. A boa notícia é que, com algumas boas práticas – indicadas pelos próprios executivos que encabeçam esses serviços –, a chance de você chamar atenção dos recrutadores e fazer um golaço pela sua carreira é grande. Confira.

em todo acompanhante assíduo de futebol está buscando emprego. Mas, ao que indicam as redes sociais nos últimos tempos, o contrário pode muito bem ser verdade.
O que não têm faltado são conteúdos que oferecem fórmulas milagrosas para “vencer” os processos seletivos online. Acumulando milhares de visualizações e centenas de perguntas, não é difícil encontrar comentários saudosistas, pedindo o retorno do currículo impresso. Bater na porta da empresa de mala, cuia e currículo em mãos anda parecendo mais atraente do que inserir algumas informações no computador e lançar sua sorte ao deus-dará (e aos polêmicos robôs-recrutadores, dos quais falaremos em instantes).
Os números corroboram o burburinho virtual. Em uma pesquisa realizada no começo do ano, o LinkedIn calculou que 60% dos 22 mil profissionais entrevistados – três a cada cinco deles – queriam um novo emprego em 2025. A intenção vem acompanhada de algumas frustrações: mais da metade afirmou que encontrar oportunidades está ficando cada vez difícil, e 40% disseram que os requisitos das vagas estão irreais.
Além disso, 62% deles afirmaram que os recrutadores nunca oferecem respostas sobre os processos seletivos. Por essa razão, a técnica de 42% dos candidatos é atirar para todos os lados, tentando o maior número de vagas possível.
Acontece que o levantamento do LinkedIn também conversou com profissionais de RH. 72% dos 8 mil entrevistados afirmaram que o mercado está se tornando cada vez mais desafiador. Comprovado por outras duas porcentagens: 35% gastam entre três e cinco horas por dia analisando candidaturas, enquanto 81% afirmam que menos da metade das aplicações recebidas atendem aos critérios das vagas.
E não à toa. Quase 20% dos candidatos afirmaram que não avaliam de forma alguma se suas habilidades são compatíveis com as vagas. Outros 26% dedicam menos de um minuto às candidaturas.
Tudo isso monta uma partida catastrófica para os processos seletivos. Candidatos se frustram com os requisitos das vagas, priorizam volume de candidaturas em vez da qualidade das informações e acabam não tendo retorno dos profissionais de recrutamento. Esses, por sua vez, recebem uma torrente pouco ortodoxa de currículos, não conseguem avaliar (nem retornar) apropriadamente os candidatos, e apertam o cerco nas qualificações da vaga para tentar diminuir o volume de candidaturas sem sinergia. O placar fica 0x0.
Acontece que, nesse campo, quando um time perde, todo mundo sai no prejuízo. É uma busca por emprego, não um Fla-Flu. Os recrutadores precisam de candidatos de qualidade para preencher aquelas vagas; os candidatos, por sua vez, precisam arranjar empregos que lhes tragam mais satisfação profissional e pessoal. No gramado, estão dois lados do mesmo time, não adversários.
3 a cada 5 brasileiros querem mudar de emprego em 2025.
Por isso, apesar do que o TikTok anda tentando te convencer, é impossível “driblar” um processo seletivo online. Mas é possível, sim, conquistar seu emprego dos sonhos por meio deles – jogando junto das plataformas, não contra elas. Para te ajudar nessa peleja, conversamos com especialistas e com os executivos que encabeçam os principais serviços de recrutamento e seleção do país para te ajudar a fazer um golaço pela sua carreira em 2025. Avante.
Desmistificando os “robôs-recrutadores”
Antes de te ajudar a montar seu perfil, precisamos entender com mais profundidade o que acontece quando você se candidata para uma vaga online.
Via de regra, seu currículo vai passar por uma jornada relacionada a uma siglinha que você pode ter ouvido por aí: ATS. Ela vem de Applicant Tracking System, ou Sistema de Rastreamento de Candidatos. A tecnologia foi criada para automatizar algumas etapas do processo seletivo.
Esse software tem todo tipo de utilidade para os RHs. Mas, no caso dos processos seletivos online, o ATS está presente especialmente para a triagem de currículos.
Isso significa que, na maior parte do tempo, é mesmo esse robozinho recrutador que vai definir se você tem (ou não) sinergia com aquela vaga. Foco no termo “maior parte do tempo”: na plataforma do Infojobs, por exemplo, apenas 10% das empresas que anunciam vagas por lá (4 mil) utilizam o ATS da plataforma, chamado Pandapé. Nas outras 90% (37 mil), os currículos são avaliados manualmente pelos RHs.
Algo parecido acontece com o LinkedIn (que merece tópico à parte, em breve). A rede social não tem como foco a gestão do processo seletivo em si, e sim do encontro ativo de candidatos qualificados para as vagas. Apesar disso, na maior parte dos casos (Vagas.com, Gupy e Catho – que usa o Pandapé, inclusive), é o ATS que manda na parada.
E o que isso muda na sua vida e na sua carreira? Virtualmente… nada. Não é necessário nenhum malabarismo, repetição ou estratégia sofisticada para agradar os robôs. O que acontece mesmo é que, graças ao ATS, mais pessoas terão chance de se qualificar para aquela posição, já que ele consegue avaliar um volume bem mais significativo de candidatos. “Com a quantidade atual, é impossível acompanhar cada candidatura com afinco. É por isso que trazer a tecnologia para esse processo é tão importante”, defende Carol Kaphan, da orquestração de Marketing do Vagas.com.
Sem contar que ele também elimina boa parte das subjetividades que poderiam prejudicar determinados candidatos. “A gente treina nosso sistema para ele somente aprender com um radical de um cargo, não aprender com sufixo, por exemplo. Isso significa que não haverá uma atribuição de gênero, o que ajuda a isentar ao máximo um viés negativo no processo”, complementa Guilherme Dias, CMO e cofundador da Gupy.
E tudo isso, vale dizer, não é de hoje. As empresas que utilizam esse tipo de tecnologia já o fazem há anos. O Vagas.com implementou seu ATS em 1999. O sistema da Gupy está sendo desenvolvido há mais de dez anos. O Pandapé nasceu em 2018, mas o Infojobs tem mais de 20 anos de atuação e experiência na área. Só porque o assunto ganhou repercussão agora não quer dizer que ele seja novidade nas empresas – ao contrário, ele é regra no mercado há mais de década.
Montando um perfil campeão
Pois bem. Com ou sem ATS, existem algumas boas práticas que podem ser implementadas para te ajudar a ser visto pelos recrutadores, e aumentar sua chance de passar para a etapa de entrevistas. Vamos a elas.
Faça direito o arroz com feijão
Tudo que o Sol toca (e a plataforma pede) deve ser preenchido. Os espaços não variam tanto de serviço para serviço: via de regra, você precisará preencher suas informações pessoais e dados de contato, formação acadêmica e experiências profissionais.
Você também vai se deparar com espaços para linkar suas redes sociais, nível de idiomas, informações sobre trabalho voluntário e um espaço livre que trate de objetivos de carreira ou que peça para você falar um pouco mais sobre si. Ao final da candidatura, tudo que aparecer vazio pode – e deve – estar recheado de dados.
Acontece que, na ânsia por responder às perguntas dissertativas, muitos candidatos acabam ignorando os espaços objetivos. Pode parecer bobagem, mas errinhos de digitação, informações de contato desatualizadas, formação acadêmica incerta… tudo isso vai fazer muita diferença nas suas chances de conseguir a vaga. E isso nem se aplica tanto aos robôs, mas ao RH que, posteriormente, avaliará sua candidatura.
O básico também é válido, caro leitor, para sua foto. Segundo Ana Paula Prado, CEO da Infojobs, entre um perfil com imagem e um sem, a chance do recrutador escolher o primeiro é grande.
Segundo Ana, não tem segredo. Tire a foto em um fundo neutro e uma roupa profissional, e garanta uma boa qualidade da imagem. “Você torna seu perfil e sua pessoa mais completo. Assim será possível captar sua essência”, afirma a executiva.
Atualize o seu currículo constantemente
Nem todo mundo que criou um perfil na Catho, Gupy, Infojobs e Vagas.com é usuário ativo da plataforma. Para evitar perder tempo com candidatos que nem sequer darão retorno, os recrutadores dão preferência aos currículos que foram atualizados recentemente. Segundo Carol, do Vagas.com, a galinha dos ovos de ouro são perfis com, ao menos, seis meses desde a última atualização.
Se você está lendo esta reportagem e está empenhado no Projeto Novo Emprego 2025, o ideal é que essa atualização seja mensal. Ainda que não exista nada que possa ser adicionado (um novo curso, um novo projeto de voluntariado, um novo marco profissional e por aí vai), o ideal é que você sempre mantenha seu perfil fresquinho.
Isso significa trocar determinadas palavras por sinônimos, reformular uma ou duas frases e apertar enter. Só para a plataforma de sua escolha entender que você está ativo e vigilante – e os recrutadores também.
“As pessoas pensam que o currículo é estático, mas isso não é verdade. Ele precisa ser vivo, pujante, customizado regularmente. Inclusive, essas mudanças devem ser feitas de vaga para vaga”, indica a mentora de carreira Aline Santos.
Faça uma investigação minuciosa da empresa e vaga
Aline também confirmou à VC S/A que, se existe alguma dica que ajuda o candidato a dar aquele drible prometido no começo do texto, é o alinhamento com o perfil da vaga. Em suma, é a investigação prévia acerca da empresa e dos pré-requisitos que ela está cobrando para a posição que você deseja.
Esse recado vai especialmente para aqueles 26% do comecinho do texto, que passam menos de um minuto na candidatura antes de se aplicar. Ali existem todas as competências que eles buscam no profissional, e o que eles mais vão valorizar em suas experiências passadas. Tire proveito disso.
E não é só no perfil imediato da vaga que se aprende. Guilherme, da Gupy, reitera que aprender sobre os valores da empresa de antemão pode ajudar você a costurá-los na sua narrativa. “Por aqui, falamos muito sobre o ‘juntos somos mais fortes’. Em uma candidatura, infere-se que falar sobre trabalho em equipe é crucial”, exemplifica o executivo.
Távira Magalhães, CHRO da Sólides, chama esse comportamento de “dress code de currículo.” Faz sentido: assim como seu guarda-roupa, seu CV também comunica. E ele pode ser uma poderosa ferramenta para que você mostre que sabe seguir as regras da empresa, mas que tem criatividade para se destacar dentro do que foi definido.
A verdade sobre as palavras-chave
Depois de definir aquilo que é mais importante na empresa e na vaga, o resultado deve te levar às famigeradas palavras-chave. Boa comunicação, inglês avançado, domínio de algum tipo de software, trabalho em equipe… esses são alguns exemplos do que você pode ver por aí.
Sobre esse assunto, não há consenso entre os especialistas. Para Carol, do Vagas.com, o poder de dedução da Inteligência Artificial ainda não é suficiente para textos complexos e mais subjetivos. O ideal, segundo a especialista, é se ater à narração objetiva. “Assim como um ser humano, a IA também fica confusa quando você escreve demais”, argumenta. “É importante ser conciso no que você coloca, inserindo as palavras-chave adequadas sempre que possível.”
Carol acredita que o storytelling será mais valioso na hora do tête-à-tête, depois das etapas online do processo seletivo. Enquanto esse convite não chega, o ideal é manter os relatos enxutos.
Não é a visão de Guilherme, da Gupy. O especialista argumenta que qualquer tecnologia conseguiria detectar o volume de palavras-chave adequadas e rankear melhor o candidato.

“Não é preciso repetir cinco vezes a palavra liderança para a IA saber que você tem essa experiência. Se você narrar com detalhes uma experiência que teve encabeçando um time, ela já vai compreender que você preenche esse requisito”, explica. Isso significa, necessariamente, utilizar o storytelling a seu favor.
Na opinião de Ana Paula Prado, do Infojobs, e Távira Magalhães, da Sólides, o meio-termo é a melhor estratégia de jogo. “Nem tão sintético, nem tão prolixo. O objetivo daquele texto é chegar até a entrevista, então você precisa entender o melhor caminho para chegar até lá baseado no que estudou sobre a empresa e sobre a vaga”, diz Magalhães.
Ana relembra que, no final desse funil, há um ser humano que lerá suas informações e decidirá se você tem, ou não, habilidade para cumprir aquela função. E seu currículo, no final das contas, é sua primeira impressão.
Para essa encruzilhada, o “depende do contexto” é, infelizmente, a melhor resposta. Se você está se candidatando a uma vaga de roteirista, por exemplo, deixar as palavras-chave em segundo plano e conseguir desenvolver suas experiências de forma mais fluida será o melhor caminho. Para uma vaga na tecnologia, as palavras-chave e objetividade te ajudarão a mostrar um perfil mais adequado à vaga. Por isso mesmo, a etapa anterior é tão importante: quanto mais personalizada for sua candidatura, mais chances de avançar no processo seletivo.
Quase 20% dos candidatos afirmaram que não avaliam de forma alguma se suas habilidades são compatíveis com as vagas.
Enfatize resultados
Independentemente do que e de como você decidir escrever, os especialistas têm um conselho unânime: uma história só vale a pena ser contada quando ela mostra o resultado de seu trabalho.
Isso não significa só grana. Pode ser otimização de tempo, melhora no clima organizacional, aperfeiçoamento de algum processo produtivo… Enfim, quantificando o valor que aquela experiência agregou à empresa, está valendo.
“Mesmo que você mantenha a confidencialidade daquele trabalho, traga porcentagens aproximadas de ganho”, aconselha Távira. Ela também indica que você situe essas experiências no tempo – segundo Carol, as últimas duas experiências são as que os recrutadores mais chamam atenção de recrutadores.
Priorize candidaturas – e personalize o que puder
No caso da Catho, do Infojobs, da Gupy e do Vagas.com, o candidato só pode ter um currículo.
Isso significa que, quando você aplica para dezenas de vagas de uma vez, fica difícil individualizar o seu trabalho e as suas competências para as vagas. O melhor é escolher com sabedoria aquelas que você acha que têm mais tração com o seu perfil, e construir seu perfil com base nas qualificações que você possui e que se encaixam mais àquelas oportunidades.
“As empresas buscam um funcionário qualificado em uma área específica, não uma salada de frutas!”, brinca Aline Santos. “Você não pode ter dois perfis no LinkedIn, dois perfis na Gupy, no Vagas.com… O foco te trará resultados mais produtivos”, argumenta.
“Isso até ajuda a controlar um pouco suas expectativas”, complementa Ana Paula.
Apesar dessa personalização não ser possível via de regra, na Gupy, toda candidatura vem com um campo exclusivo, chamado “Apresente-se”. Guilherme indica que você aproveite esse espaço para falar sobre a sua relação com a empresa e em quais projetos você poderia agregar caso conseguisse a vaga.
Não corra para o abraço (ainda)
Sua candidatura não acaba depois de apertar “enviar”. Ao contrário: a jornada começa ali. Depois do sangue, suor e lágrimas necessário para aprimorar seu perfil, é fundamental que você acompanhe seu email e seu perfil diariamente para conferir se outras etapas foram liberadas. Ser ativo nesse processo vai fazer uma grande diferença no momento de sua contratação.
Inclusive, acessar a plataforma todos os dias fará com que você fique sabendo de outras oportunidades com maior antecedência. Os especialistas advertem: quem chega cedo tem mais chances de ter o currículo avaliado.
“A melhor coisa é ligar o alerta por push, ou as atualizações via email. Quanto mais rápido você se candidatar, melhor!”, diz Fabio Maeda, diretor da Catho.
Vamos falar sobre o LinkedIn
Um complemento essencial a qualquer candidatura é o seu perfil na rede azulzinha. E, para Ana Plihal, presidente do LinkedIn Brasil, estar presente por lá significa, necessariamente, ter um perfil completo.
Listamos as dicas da executiva para chamar a atenção de recrutadores por lá:
- Use uma foto profissional e banner customizado;
- Seu título deve ter o cargo que almeja;
- Preencha seus dados de formação acadêmica e profissional com carinho a atenção;
- Divulgue e enalteça qualquer trabalho voluntário que tenha feito (os recrutadores e a plataforma têm dado cada vez mais atenção a isso);
- Escreva uma descrição das habilidades que você tem, mas, acima de tudo, do que você busca. Utilize buzzwords, jargões e palavras do segmento.
Plihal também enaltece a evidência de habilidades. Isso significa que, cada vez mais, os recrutadores estão priorizando os talentos do candidato para resolução de problemas e tarefas – muito mais que sua formação acadêmica, diga-se de passagem.
“Hoje, 30% das posições da rede possuem esse foco”, conta Ana. “O modelo de currículo é uma coisa muito do passado. As pessoas estão começando a buscar habilidades que o currículo não consegue me mostrar. É aí que o LinkedIn entra”, conta.
26% dos candidatos dedicam menos de um minuto às candidaturas.
Inclusive, a rede social não serve apenas para complementar sua candidatura. Depois de feita, Ana defende que o candidato deve procurar a pessoa responsável pelo processo seletivo e enviar uma mensagem de introdução.
Claro, não adianta queimar cartucho e mandar seu currículo diretamente no perfil. Siga as diretrizes: candidate-se na plataforma escolhida pela empresa, siga as instruções do processo e depois se dirija ao LinkedIn para a tentativa final. Isso comunica muita coisa boa sobre você: proatividade, interesse, boa comunicação… Tudo aquilo que estiver no seu controle está valendo.
Se não há vagas abertas na empresa, sem estresse. A executiva aconselha que você siga as empresas e profissionais que ali trabalham, interaja com suas publicações, absorva seus valores e missões. “Nunca se esqueça: por trás de todas essas máquinas e telas, estão seres humanos”, finaliza.
Sobre assinaturas pagas
Tanto a Gupy quanto o Vagas.com têm apenas a modalidade gratuita. Mas o LinkedIn, a Catho e o Infojobs funcionam em um esquema Freemium. Isso significa que você pode ampliar as possibilidades dentro das plataformas quando paga um valor mensal.
No caso da Catho, há três planos pagos: o Plano Básico (3x de R$ 29,90); o Plano Profissional (3x de R$ 59,90) e o Plano Destaque Extra (3x de R$ 109,90). Dentre os benefícios, o candidato tem acesso prioritário a novas vagas; envio automático do currículo; e uma maior visibilidade para recrutadores. No Infojobs, o plano mensal custa R$ 46,90, e o anual R$ 21,90 (pago em 12 meses). Também há envio direto do currículo aos recrutadores e o CV em destaque nos processos seletivos.
O LinkedIn é um pouco diferente. Você não ganha visibilidade com os RHs, mas tem acesso ao LinkedIn Learning, uma plataforma de ensino online que oferece cursos e treinamentos de milhares de assuntos. Ele custa US$ 29,99 por mês no plano mensal (cerca de R$ 170) ou R$ 249,99 no plano anual (R$ 1.415).
Não assinar as plataformas significa que você não conseguirá um emprego por meio delas? Evidente que não. O que muda são as ferramentas à sua disposição para fazer aquilo acontecer. Nesse sentido, os planos premium têm suas mordomias.
“Nunca se esqueça: por trás de todas essas máquinas e telas, estão seres humanos.”
Ana Plihal, head do LinkedIn
Portanto, caso a sua busca por emprego não esteja dando frutos – ou você tenha bastante dificuldade em pensar em formas de se vender a recrutadores –, vai fundo. O destaque para recrutadores pode te ajudar a ser visto por eles; os cursos oferecidos podem te ajudar a aprimorar o seu currículo.
Dito isso, essa é apenas uma ferramenta na requalificação ou transição de trabalho. Não adianta acreditar que o pagamento vai magicamente te conceder sua vaga dos sonhos. Afinal, milagres ainda não estão inclusos nos pacotes premium.
Procurar trabalho dá trabalho
A frase foi usada por mais de um profissional entrevistado. Não é para te desencorajar, ao contrário: sua frustração de não obter retorno, de ter que preencher suas informações mais uma vez, fazer mais um teste de fit cultural… até as empresas que os oferecem admitem que o processo é desgastante.
Mas é o jogo que se joga para conseguir a requalificação e vestir a camisa da empresa de seus sonhos. “Por que você não faria esse esforço para um processo seletivo se faz com tudo na vida?”, finaliza Guilherme.