A maioria das pessoas aprova a moderação das mídias sociais

Segundo um novo estudo, a maior parte quer que conteúdo prejudicial, como ameaças físicas e difamação, seja restringido nas redes – a aprovação é mais forte no Brasil.

Por Leo Caparroz
Atualizado em 12 fev 2025, 00h28 - Publicado em 11 fev 2025, 17h00
Foto aproximada de uma mão mexendo em um celular sob a mesa.
 (namaki/Getty Images)
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Existe um longo e recorrente debate envolvendo as redes sociais: o seu conteúdo deve ser regulamentado ou não? Certos posts deveriam ser alvo de moderadores da rede? Como fica a liberdade de expressão nessa história?

As discussões e pesquisas sobre essas questões se concentram principalmente nas atitudes de empresas, formuladores de políticas e mídia. Até agora, pouca atenção foi dada às opiniões dos usuários, que são quem passa o dia logado nas redes.

Para abordar essa lacuna, uma equipe de pesquisadores da Universidade Técnica de Munique e da Universidade de Oxford entrevistou cerca de 13.500 pessoas em seis países da Europa, EUA, Brasil, África do Sul e Austrália. Neste estudo representativo, os entrevistados responderam a um extenso questionário sobre os objetivos conflitantes da liberdade de expressão e proteção contra abuso digital e desinformação.

A maioria foi clara e evidente: 79% dos entrevistados acredita que as incitações à violência devem ser removidas das redes. A aprovação foi mais forte no Brasil, Alemanha e Eslováquia, com 86%.  A maioria dos entrevistados nos EUA também concorda com essa afirmação, embora em menor grau – apenas 63%.

Apenas 17% acham que os usuários devem ter permissão para postar conteúdo ofensivo, que ataque certos grupos de pessoas. O país que mais apoia essa posição é os EUA, com 29%. No outro lado da moeda, o país que menos apoia essa declaração é o Brasil – apenas 9% dos entrevistados concordaram.

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Os entrevistados também deveriam responder qual tipo de plataforma de mídia social eles preferiam: uma com liberdade ilimitada ou uma livre de ódio e desinformação. Em todos os países, a maioria tendeu à segurança contra violência digital e informações enganosas.

“Empreendedores influentes como Mark Zuckerberg e Elon Musk argumentaram que a liberdade de expressão deve ter precedência sobre a moderação de conteúdo nas mídias sociais. O estudo mostra que a maioria das pessoas nas democracias quer plataformas que reduzam o discurso de ódio e o abuso”, afirma o líder do estudo Yannis Theocharis, professor de governança digital na Universidade Técnica de Munique.

Contudo, os pesquisadores reiteram que a regulamentação global é uma tarefa difícil, já que as crenças e opiniões dos usuários são fortemente dependentes de normas culturais, experiências políticas e tradições legais nos vários países.

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