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Vale volta aos R$ 90 e salva Ibovespa de tombo maior

É o maior patamar para ação da mineradora desde agosto. Nos EUA, bolsas ficam instáveis à espera de dados sobre a inflação.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 7 fev 2022, 18h50 - Publicado em 7 fev 2022, 18h49

 

A agenda semanal pode até estar cheia, mas a segunda-feira começou bastante morna na bolsa. O Ibovespa passou o dia próximo do zero a zero, seguindo a instabilidade dos índices americanos, e fechou com queda de 0,22%, perdendo por pouco os 112 mil pontos. Quem segurou o tranco e impediu um tombo maior por aqui foram os papéis de mineração e siderurgia, com destaque para a Vale.

As ações da maior empresa da B3 subiram 2,44% nesta segunda-feira, a R$ 90,13 – o maior patamar para o papel desde agosto de 2021. A toda-poderosa do Ibov foi na esteira do minério de ferro, que se valorizou mais de 1% hoje em Cingapura e também puxou outras ações do setor consigo: Usiminas 3,25%, CSN 3,15%, Bradespar 2,64% e Gerdau 1,46%.

A commodity sobe na volta do feriado do ano-novo lunar na China, com expectativas de um bom ano para o setor. Isso porque a segunda maior economia do mundo está indo na contramão do globo: enquanto outros países estão acabando com os estímulos pandêmicos para controlar a inflação, a China quer estimular sua economia em 2022 e já está cortando juros, o que é boa notícia para a Vale e outros papéis ligados a commodities. 

Nas maiores altas do dia também apareceram as ações da BB Seguridade, após divulgação do seu balanço trimestral nesta manhã. A empresa reportou alta de 34% no seu lucro líquido no período na comparação anual e anunciou que vai distribuir R$ 1,83 bilhão em dividendos, o que agradou acionistas.

O mercado continua se beneficiando do dinheiro estrangeiro que entra aos montes no Brasil, buscando principalmente comprar ações consideradas baratas por aqui. Hoje, o dólar teve forte queda de 1,26%, a R$ 5,2547.

Quem não seguiu o otimismo, porém, foram as ações da Petrobras, que, depois da Vale, somam o maior peso no Ibovespa. PETR4 fechou queda de 1,47%, e PETR3 com -1,20%. Acontece que o petróleo, que vem numa escala de preços, deu uma pausa no seu rali e caiu 0,62% hoje, fechando a US$ 92,69 por barril. Enquanto isso, o mundo continua acompanhando com preocupação as tensões na fronteira entre Ucrânia e Rússia, que podem afetar a oferta do líquido preto. Hoje, o presidente da França Emmanuel Macron se reuniu com o russo Vladimir Putin em Moscou para discutir o tema, enquanto o chanceler alemão Olaf Scholz se encontrou com Joe Biden nos EUA. 

As bolsas americanas também não ajudaram a cultivar otimismo; instáveis, os índices dos EUA se alternaram entre altas e baixas ao longo do dia firmaram queda no final do pregão, enquanto investidores americanos esperam uma série de dados que guiarão o mercado nos próximos dias. O principal deles é o índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês), que sai na quinta-feira. Junto com o payroll que foi liberado na última sexta (e surpreendeu, diga-se), esse número guiará investidores para tentar prever o quão rápido e agressivo será o Fed na sua luta contra a inflação.

A temporada de balanços segue a todo vapor por lá, com nomes de peso divulgando seus resultados trimestrais nesta semana, como Twitter, Pfizer, Coca-Cola, Walt Disney e  PepsiCo. Até lá, o mercado escolheu cautela, e os índices americanos fecharam no vermelho hoje (veja abaixo).

Até amanhã!

Maiores altas

BB Seguridade (BBSE3): 5,74%

JBS (JBSS3): 4,91%

Yduqs (YDUQ3): 4,26%

BR Malls (BRML3): 3,89%

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Usiminas (USIM5): 3,25%

Maiores baixas

Hapvida (HAPV3): -4,67%

NotreDame Intermédica (GNDI3): -4,67%

Via (VIIA3): -3,79%

Grupo Soma (SOMA3): -3,33%

Cosan (CSAN3): -3,30%

Ibovespa: -0,22%, aos 111.996 pontos

Em Nova York

S&P 500: -0,37%, aos 4.483 pontos

Nasdaq: -0,58%, aos 14.015 pontos

Dow Jones: estável, aos 35.090 pontos

Dólar: -1,26%, a R$ 5,2547

Petróleo

Brent: -0,62%, a US$ 92,69 

WTI: -1,07%, a US$ 91,32

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