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Putin ordena a entrada de tropas russas na Ucrânia

À tarde, presidente russo havia dito que "reconhecia a independência" de regiões separatistas. Mais tarde, autorizou seu exército a invadir o país vizinho para "garantir a paz".

Por Alexandre Versignassi 21 fev 2022, 19h17

Sobrou até para Lênin. No pronunciamento de hoje, Putin disse que a independência da Ucrânia foi um “grande erro” do bolchevique – até 1917, o território que hoje abriga a Ucrânia era parte do Império Russo; após a queda do Czar, Vladimir Lênin topou que a Ucrânia se tornasse um país independente, contanto que ele se filiasse à União Soviética. E foi o que aconteceu em 1922. Com a dissolução do bloco comunista, em 1991, a Ucrânia passou a caminhar com as próprias pernas. 

Putin considera o fim da URSS como “a maior catástrofe geopolítica do século 20”. E hoje deu um passo para tentar reverter isso: “reconheceu a independência” de duas áreas da Ucrânia que abrigam milícias separatistas pró-Rússia: Donetski e Luhanski, na região de Donbass, leste do país (não muito distante da Crimeia, já surrupiada dos ucranianos pelo Czar Putin em 2014):

Mapa da Ucrânia com as regiões de Luhansk e Donetsk
PeterHermesFurian/Getty Images

Além de uma caneta e um papel para fazer tal reconhecimento de independência, Putin tem, claro, seus mais de 100 mil soldados cercando o leste ucraniano. Ou seja: as milícias têm agora carta branca para expulsar da região todos os representantes do governo central da Ucrânia, posto que as forças russas que lhes dão apoio são mais poderosas que o exército ucraniano, a quem caberia manter a integridade territorial do país. 

Boris Johnson, primeiro ministro britânico, descreveu a situação com todas as letras: com essa atitude, a Rússia planeja “a maior guerra na Europa desde 1945”.

De fato. Horas depois Putin ordenou a invasão de Donetski e Luhanski para “garantir a paz” – haja aspas para esta frase.

A Volodomyr Zelenski, presidente da Ucrânia, resta pedir ajuda militar ao Ocidente. As reuniões entre chefes de Estado devem entrar madrugada adentro.    

No mercado

Hoje foi feriado nos EUA. Já os futuros do petróleo responderam com força às declarações de Putin: alta de 3%, a US$ 96.

Por aqui, o dólar estendeu sua queda (-0,64%, a R$ 5,10) – por cortesia do fluxo massivo de dinheiro gringo em busca de ações brasileiras (num movimento global de troca de ações de empresas de tecnologia, hipervalorizadas nos últimos dois anos, por companhias de commodities, a preços historicamente baixos). 

O Ibovespa virou para o negativo depois da fala de Putin: -1,02%, aos 111.725 pontos. 

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Tudo isso, claro, foi antes de Putin ordenar a invasão de fato.

As altas (veja abaixo) concentram-se nas petroleiras, já que nos próximos dias o preço do barril pode subir com a potência de um míssil hipersônico russo. 

Até amanhã.

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MAIORES ALTAS

3R Petroleum (RRRP3): 3,87%
PetroRio (PRIO3): 3,65%
Sabesp (SBSP3): 3,54%
Petrobras (PETR3): 2,70%
Petrobras PN (PETR4): 2,58%

MAIORES BAIXAS

Qualicorp (QUAL3): -8,64%
Positivo (POSI3): -7,11%
Americanas (AMER3): -6,61%
Petz (PETZ3): -6,27%
Méliuz (CAHS3): -6,23%

Ibovespa: -1,02%, aos 111.725 pontos

Em Nova York

S&P 500: feriado
Nasdaq: feriado
Dow Jones: feriado

Dólar: -0,64%, a R$ 5,1070

Minério de ferro: 5,04%, negociado a US$ 137,54 por tonelada no porto de Qingdao (China)

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