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Petrobras no radar da privatização (de novo)

Mercado não vem levando a sério ameaças de desestatização em meio ao aumento dos combustíveis. Seria dessa vez diferente?

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 22 jul 2022, 07h14 - Publicado em 31 Maio 2022, 08h26

Bom dia!

Já era noite quando o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que oficializou o pedido de inclusão da Petrobras no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), no que seria o primeiríssimo passo de um longo e complexo processo para desestatizar a empresa.

Isso significa que o Ministério, juntamente com o da Economia de Paulo Guedes, fará uma série de estudos sobre a possibilidade de privatização da empresa. 

O mercado já perdeu as contas de quantas vezes ouviu de Bolsonaro sobre o desejo de privatizar a Petrobras. Em todas elas, a informação entrou por um ouvido e saiu pelo outro – ninguém nunca acreditou muito nessa possibilidade. Seria, dessa vez, diferente? Ou será novamente lido como mais uma cortina de fumaça?

A pauta, que já era reivindicada pelo governo há muito tempo, ganhou força com a troca do comando do MME, com Adolfo Sachsida entrando no lugar de Bento Albuquerque – e ele já entrou antecipando que faria tais estudos para a privatização.

Esse assunto é especialmente relevante para Bolsonaro porque o aumento dos preços dos combustíveis é um dos fatores que mais prejudica sua imagem e dificulta a reeleição.

O mercado financeiro, porém, vê com ceticismo as chances da privatização sair, ainda mais no fim do mandato e sem maioria no Congresso, onde a medida precisa de votos de 308 dos 513 deputados e de 49 dos 81 senadores. 

O movimento é visto, na verdade, como mais uma tentativa de tentar desvincular o governo do aumento dos preços dos combustíveis, já que uma intervenção direta não é possível, ainda que Bolsonaro tenha ameaçado essa via diversas vezes ao criticar a política de preços da Petro.

Blefe ou não, a oficialização do primeiríssimo passo para a privatização da Petrobras deve ser o assunto do dia no mercado. Ontem, a queda nas ações da estatal protagonizou o pregão em dia de feriado nos EUA. Em ano eleitoral, a independência da estatal vem sendo atacada por todos os lados.

A notícia da Petro vem também justamente quando o preço do petróleo dispara no mercado internacional para cima dos US$ 120, reacendendo o medo da inflação. Hoje, o embargo da UE leva o Brent para cima (mais sobre isso no Market facts abaixo) é a nova preocupação do dia. E pode afetar também os papéis da estatal brasileira. 

Nos EUA, índices futuros apontam para baixo justamente por causa do medo da inflação. De uma forma ou de outra, o petróleo parece ser o assunto central do dia.

Bons negócios.

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