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O pódio que ninguém quer: pior bolsa do mundo

Esse é o título que o Brasil ostenta em 2021. Para o JP Morgan, é hora de ir às compras.

Por Tássia Kastner Atualizado em 18 nov 2021, 06h53 - Publicado em 18 nov 2021, 10h00

Em junho, o Ibovespa marcou seu recorde histórico: 130 mil pontos. Desde então, afundou mais de 20% conquistando o nada honroso pódio da bolsa com pior desempenho do mundo em 2021. Pudera, nesse período os problemas fiscais do país se agravaram, a inflação acelerou e o Banco Central apertou o ritmo no aumento da taxa de juros.

Nisso, os títulos públicos atrelados ao IPCA passaram a pagar 5% acima da inflação, uma rentabilidade generosa demais para ser ignorada. Aí uma parte considerável do dinheiro que tinha entrado na bolsa começou a sair em busca dos ganhos polpudos da renda fixa. Mas no fundo do poço talvez haja uma mola. É o que imagina o JP Morgan.

O banco americano avisa que a bolsa está tão barata como não ficava há pelo menos uma década. A conta é feita pelo P/L, um indicador que divide o preço das ações pelo lucro das empresas. Quanto menor ele for, mais baratos os papéis estão. O P/L do Ibovespa hoje está em 6,4 – a média histórica é 13.

Se os lucros continuarem crescendo enquanto as ações caem (e é o que está acontecendo), o P/L vai baixando. E configura-se uma boa oportunidade de compra. É nisso que acredita o JP Morgan e outros estrangeiros. Eles colocaram R$ 12,4 bi na bolsa em outubro, o maior volume de dinheiro desde junho.

Só tem um porém. Grandes investidores brasileiros passaram a acreditar que os lucros das empresas vão começar a minguar justamente por causa do crédito mais caro. Caso isso aconteça, a pechincha desaparece.

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