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Ibovespa interrompe sequência de altas com queda de 6,7% no petróleo

Notícia de que Bolsonaro deve tirar Silva e Luna do comando da Petrobras aprofundou queda das ações da estatal no final do pregão.

Por Bruno Carbinatto 28 mar 2022, 18h03

Foram oito altas seguidas – a maior sequência no azul desde junho de 2021. O Ibovespa finalmente cedeu nesta segunda-feira e fechou no vermelho, com uma queda de 0,29%. O gatilho para a reversão da escalada foi a queda no preço do petróleo no mercado internacional, que machucou as ações da Petro. O dólar, por sua vez, voltou a subir hoje após uma sequência de também oito dias de queda e fechou em R$ 4,7726.

O petróleo tipo Brent (referência para a Petrobras) fechou em queda de 6,71%, devolvendo parte do ganhos da semana passada, quando a commodity valorizou mais de 10%. A notícia que movimentou o mercado foi a de um novo lockdown na China, dessa vez na megacidade de Xangai, com 25 milhões de habitantes.

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É o maior lockdown no país asiático em dois anos; a medida deverá durar por nove dias no total, e será dividida em duas etapas, sendo que em cada uma metade da cidade passará por testagem em massa. Todos os serviços não essenciais serão pausados e o transporte público será paralisado até o fim do lockdown. A decisão foi tomada após Xangai registrar mais de 2.600 casos de Covid-19 no sábado, um recorde (a maior parte, porém, são de casos assintomáticos). 

Como a China é a maior importadora de petróleo do mundo, o temor de que haverá queda na demanda derrubou o preço do petróleo no mercado internacional. Mas a verdade é que o preço da commodity vive em uma verdadeira montanha-russa desde que a guerra na Ucrânia começou, e ninguém sabe muito bem para onde o preço vai – as apostas, por enquanto, são mais para cima do que para baixo. 

Enquanto isso, a Opep+ faz a egípcia para o caos. O cartel deve manter seus planos de ter apenas um leve aumento na produção de petróleo em maio, segundo informou a Reuters hoje. Desde agosto de 2021, todo mês a Opep+ eleva a oferta em 400 mil barris por dia (bdp). Em maio, o número deverá aumentar 432 mil bpd, como já havia sido decidido anteriormente.

Por aqui, o tombo no petróleo levou as ações do setor para o vermelho, incluindo as da Petrobras, que têm o segundo maior peso no Ibovespa, atrás somente da Vale. Mas não foi o único fator que derrubou o preço dos papéis da estatal.

Bolsonaro troca Silva e Luna

As ações da Petro já caíam quando uma outra notícia movimentou o mercado. A Revista Veja revelou que o presidente Jair Bolsonaro decidiu tirar o general Joaquim Luna do comando da Petrobras. Em abril, ele completa um ano no cargo.

A decisão vem após meses de alfinetadas e desentendimentos de Bolsonaro e o general sobre a política de preços da estatal, isso enquanto os preços dos combustíveis continuam subindo e machucam a popularidade do governo. Por sinal, Silva e Luna substituiu Roberto Castello Branco pelo mesmo motivo.

Faz semanas que o papo de trocar o presidente da Petrobras – de novo – vem sendo ventilado, mas o mercado financeiro não vinha levando tão a sério assim. Hoje o medo bateu.

Agora, o nome mais forte para assumir o controle da estatal é Adriano Pires, atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, segundo a Veja.

De qualquer forma, a reta final do pregão foi marcada por um aprofundamento nas perdas da Petro, e, no fechamento, a PETR4 caiu 2,17% e a PETR3, 2,63%. Em um dia de agenda fraca tanto por aqui como nos EUA, bastou para levar o Ibovespa ao vermelho depois de tanto tempo no azul.

Até amanhã!

Maiores altas

Marfrig (MRFG3): 4,02%

Minerva (BEEF3): 3,66%

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Ambev (ABEV3): 2,93%

Assaí (ASAI3): 2,53%

BRF (BRFS3): 2,29%

Maiores baixas

Locaweb (LWSA3): -4,57%

Copel (CPLE6): -3,31%

Banco Pan (BPAN4): -3,30%

Eztec (EZTC3): -2,85%

Petrobras ON (PETR3): -2,63%

Ibovespa: -0,29%, aos 118.737 pontos

Em Nova York

S&P 500: 0,71%, aos 4.575 pontos

Nasdaq: 1,31%, aos 14.354 pontos

Dow Jones: 0,27%, aos 34.955 pontos

Dólar: 0,53%, a R$ 4,7726

Petróleo

Brent: -6,71%, a US$ 109,49

WTI: -6,97%, a US$ 105,96

Minério de ferro: 3,53%, negociado a US$ 135,46 por tonelada no porto de Qingdao (China)

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