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Ibovespa abre 10 pontos percentuais de vantagem sobre o S&P 500

Após dois anos de surra, bolsa brasileira ensaia virar o jogo. Até agora, o placar de 2022 está em 4,08% Ibov X -5,95% S&P.

Por Alexandre Versignassi Atualizado em 20 jan 2022, 18h57 - Publicado em 20 jan 2022, 18h47

20 de janeiro. Se o mês fosse o circuito de Interlagos, já estaríamos nos aproximando da curva da junção, rumo à subida dos boxes e à reta final. E haveria uma surpresa na pista: a Haas de Nikita Mazepin, o pior carro da F1, 10 segundos à frente da Red Bull de Max Verstappen. 

A Haas aqui é o Ibovespa. A Red Bull, o S&P 500. É o que dá a entender o placar dos últimos dois anos. Só levamos couro do índice americano:

2020: 18,40% S&P X 2,92% Ibov

2021: 26,61,% S&P X -11,92% Ibov

Agora, este início de 2022 ensaia uma virada. Após a nova arrancada de hoje, de 1,01%, aos 109.101 pontos, o Ibovespa voltou a uma pontuação que não via desde o pregão de 20 de outubro, há exatos três meses. 

E, mais relevante, faz o S&P comer poeira. Até o momento, o placar está em 4,08% Ibovespa X -5,95% S&P 500 – que caiu mais 1,11% no GP desta quinta. 

O último ano de paridade (só em porcentagem pura mesmo, sem contar a variação do dólar, que joga contra nós) foi 2019, quando os dois índices fecharam perto de 32%. E a derradeira vez em que o Ibov terminou na frente de seu rival nova-iorquino foi há uma Copa do Mundo já, com Ibov 15,03% X S&P -6,24%.

O que aconteceu, então? O Tio Sam veio conhecer a nossa batucada? Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato? Mais ou menos isso.

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Até 18 de janeiro, o fluxo de investimentos estrangeiros na B3 estava positico em R$ 14 bilhões – ou seja, esse é o tanto que os gringos gastaram comprando ações menos o que eles tiraram vendendo ações. Só isso já dá o equivalente a todo o mês todo de dezembro (que foi um dos melhores de 2021 nesse quesito). 

Mantendo o ritmo, janeiro fecha próximo do recorde para um único mês – R$ 25 bilhões, em janeiro de 2021. Sim, um início meteórico no saldo de investimentos estrangeiros não garante nada. Menos ainda se lembrarmos que o ano passado acumulou uma alta de R$ 102,3 bilhões no fluxo esrangeiro, a maior da história. E mesmo com ele representando 50,2% do total dos investimentos na bolsa, o Ibovespa fechou naqueles -12%.

Mas… O fato é que a bolsa brasileira está barata. O P/L do Ibovespa está na faixa de 7 (entenda aqui o que isso significa). É um número ridículo: o mais baixo desde o fundo do poço da crise de 2008. Em tempos normais, ele costuma estar na faixa de 15. A bolsa americana, por outro lado, está com o P/L em 25. Cara. 

Ou seja: as ações das empresas brasileiras estão em plena Black Friday. Os investidores gringos também fazem essas contas, e estão vindo buscar suas pechinchas. 

Tanto que as maiores altas de hoje foram justamente de ações que apanharam (bem) mais do que média do Ibovespa. É o caso do Banco Inter, que acumulava uma baixa de quase 60% de meados do ano passado até ontem. Da CVC, outra que caiu 60% desde o pico mais recente. E da Petz (-50%). 

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Hoje, todas elas decolaram, como você pode ver aqui embaixo. Na física das finanças, nem tudo o que cai tem de subir. Mas ações excessivamente baratas sem grandes justificativas sempre serão um ímã para investidores. E no Ibovespa, hoje, papéis assim não são a exceção. São a regra. 

Até amanhã!

 

MAIORES ALTAS

Banco Inter, Units (BIDI11): 13,24%
CVC (CVCB3): 10,38%
Petz (PETZ3): 9,98%
Soma (SOMA3): 9,01%
Localiza (RENT3): 8,59%

MAIORES BAIXAS

Carrefour (CRFB3): -2,66%
Suzano (SUZB3): -2,59%
BRF (BRFS3): -1,81%
Vale (VALE3): -1,70%
Bradespar (BRAP4): 1,67%

Ibovespa: 1,01%, aos 109.101 pontos

Em Nova York

S&P 500: -1,11%, aos 4.482 pontos

Nasdaq: -1,30%, aos 14.154 pontos

Dow Jones: -0,90%, aos 34.713 pontos

Dólar: -0,90%, a R$ 5,4165

Petróleo

Brent: -0,07%, a US$ 88,38

WTI: -0,35%, a US$ 85,50

Minério de ferro: 2,66%, negociado a US$ 134,72 por tonelada no porto de Qingdao (China)

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