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Futuros dos EUA acordam em alta com expectativa por balanços

É o momento de ver se a dupla petróleo e inflação está mesmo machucando os lucros das companhias. A expectativa, por enquanto, é a de que não.

Por Juliana Américo, Alexandre Versignassi Atualizado em 14 out 2021, 08h18 - Publicado em 14 out 2021, 08h03

Bom dia!

Sonhos são a matéria prima do mercado financeiro. Pesadelos também. A alta do petróleo, que ganha mais um pontinho percentual nesta manhã (US$ 83 o barril), aliada à inflação global que ela traz de reboque, é o pesadelo da vez. 

Mas de tempos em tempos a realidade aparece para tornar as coisas mais sólidas. É o que acontece a cada três meses, nas temporadas de balanços. E chegamos agora a essa fase do ciclo.

É o momento de checar se a alta do petróleo e a pressão inflacionária está ou não machucando o que realmente interessa no mundo das ações: os lucros das empresas. 

E começou bem, ontem, com JP Morgan e BlackRock divulgando ganhos 20% maiores que os do terceiro trimestre do ano passado. Hoje de manhã saem os resultados de pesos pesado das finanças: Bank of America, Wells Fargo e CitiGroup, mais o de um mamute do varejo, a rede de farmácias/lojas Walgreens Boots Alliance.

Os resultados devem deixar o panorama mais claro. E a expectativa é a de que venham positivos. Às 7h30, o índice futuro do S&P 500 registrava alta de 0,64%, os do Nasdaq, 0,75%.    

Ainda nesta manhã, 9h30, sai outro dado que pode mexer com o mercado global: o dos pedidos de seguro desemprego nos EUA, que sai toda semana . A perspectiva (ou seja, a parte sonho) é a de que eles caiam pela segunda semana seguida. A ver o que a realidade trará.

Boa quinta! 

humorômetro: o dia começou com tendência de alta

Futuros S&P 500: +0,64%

Futuros Nasdaq: +0,75%

Futuros Dow: +0,58%

*às 7h30

Europa

Índice europeu (EuroStoxx 50): +1,15%

Bolsa de Londres (FTSE 100): +0,72%

Bolsa de Frankfurt (Dax): 0,85%

Bolsa de Paris (CAC): 0,80%

*às 7h30

Fechamento na Ásia

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Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,54%

Bolsa de Tóquio (Nikkei): +1,46%

Hong Kong (Hang Seng): Feriado

Commodities

Brent: +1,12%, a US$ 84,11

Minério de ferro: +1,40, a US$ 125,91

*às 7h30

Agenda

09h30 O Ministério do Trabalho dos EUA divulga o número de pedidos de seguro-desemprego da semana passada.

09h30 Sai o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de setembro. É o IGP-M dos EUA. Em agosto, a alta foi de 0,7%.

market facts

Novo bancão

O Nubank está próximo de perder o status de startup: pela primeira vez, a empresa registrou lucro. No primeiro semestre do ano, foram R$ 76,29 milhões, ante o prejuízo de R$ 95 milhões no mesmo período de 2020. Além disso, o banco digital encerrou os primeiros seis meses com 41 milhões de clientes – crescimento de 25%. O resultado é só da operação brasileira e não considera atividades no México e Colômbia. Os números vieram em boa hora: ainda neste quarto trimestre, o Nubank deve abrir o seu capital em Wall Street e levantar, pelo menos, US$ 3 bilhões com o seu IPO. 

Parem as máquinas

A escassez de chips bateu na porta da Apple. Ela anunciou que não vai atingir a meta de produção do iPhone 13 para 2021, projetada em 90 milhões de unidades. A big tech vai reduzir a produção em, pelo menos, 10 milhões de smartphones. Os aparelhos iPhone 13 Pro e o iPhone 13 Pro Max estão disponíveis em mais de 30 países desde o dia 24 de setembro, mas as compras feitas pelo site devem levar um mês para chegar às casas dos clientes. No Brasil, a previsão é de que a pré-venda comece agora no dia 15 de outubro.

Vale a pena ler:

Patrulha do pedal

Desde o início da pandemia, os entregadores que trabalham para aplicativos em Nova York sofrem com o aumento no roubo de bicicletas. Em 2020, os boletins de ocorrência dobraram. E esses são os denunciados. Boa parte dos casos nem chegam aos policiais, porque 80% dos entregadores são imigrantes ilegais. Além disso, sejamos sinceros: investigar o roubo de bicicletas não é bem uma prioridade da polícia de Nova York. Por isso, os entregadores começaram a organizar grupos de patrulha para acompanhar as rotas. Eles usam as redes sociais para divulgar campanhas de segurança, entrar em contato com mais trabalhadores e ter um registro dos veículos roubados. Leia aqui no The New York Times (em inglês). 

Ibovespa de ouro

A bolsa brasileira desvalorizou 5% no ano. Muitos fatores levaram a isso: desgoverno, alta na inflação, escalada nos juros. Mesmo assim, o sócio e gestor de ações da Ibiuna Investimentos, André Lion, defende que o Ibov merece uma segunda chance. Nesta entrevista para o Valor Econômico, ele afirma que a bolsa está bem precificada e ainda há espaço para valorização, caso sejam tirados da frente entraves como os  precatórios e o auxílio emergencial.

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