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Elon Musk diz que compra Twitter por US$ 54,20 cada ação; mercado vende a US$ 45

Numa prova de descrença com a operação, papéis da rede social caíram. Fora da bolha, dia também foi ruim.

Por Tássia Kastner Atualizado em 14 abr 2022, 17h45 - Publicado em 14 abr 2022, 17h41

Elon Musk disse que compraria todas as ações do Twitter por US$ 54,20. Isso, no mercado financeiro, se chama de oferta hostil, quando alguém anuncia o plano de comprar um negócio que não está (ou não estava) à venda.

A notícia veio antes de a bolsa abrir nesta manhã, quando cada papel era negociado por US$ 45,85. O óbvio era esperar uma alta das ações, resultado de gente sedenta por ter na mão algo que Musk compraria por um preço ainda maior.

A não ser que você não leve Elon Musk a sério, claro. O Twitter fechou cotado a US$ 45,08, uma queda de 1,68%. 

Em números mais superlativos, a oferta do bilionário avalia o Twitter em US$ 43 bilhões (ele fechou valendo uns US$ 34 bi). Como comparação (covarde), a Meta (Facebook) vale US$ 570 bi.

Você pode culpar a piada de maconheiro do dono da Tesla (com o 4,20, a gíria da comunidade canábica), mas já se passaram dois meses dessa ladainha de Musk x Twitter. Em março, o sul-africano comprou 9,2% das ações da rede social. Quando alguém tem mais de 5% de participação em uma companhia, precisa avisar os xerifes do mercado. Musk até informou à SEC  (a CVM americana), mas fora do prazo. 

O documento veio a público em 4 de abril, e as ações subiram 27% no dia. O problema é que, desde lá, se seguiram os tropeços. O CEO do Twitter chamou o dono da Tesla para ser membro do conselho da companhia, mas depois ele mesmo voltou atrás. Disse que não tinha muito como “consertar” a rede só como membro do conselho.

Musk tem uma visão anárquica da rede social: acha que liberdade de expressão significa vale-tudo. Por isso, quer comprar a companhia para fazer valer a sua visão de mundo – em que ninguém seria banido, mesmo espalhando fake news. Musk também quer um botão de editar mensagens, o que permitiria alterar uma mensagem replicada pela rede. Nitroglicerina pura na desinformação.

Hoje, Musk disse que a proposta era única: pegar ou largar. Em termos mais polidos “best and final offer”. O problema é que um dos acionistas relevantes da empresa (que já teve mais de 5%, mas hoje está com um pouco menos do que isso), disse que não vende. Trata-se de Alwaleed Talal,  príncipe da Arábia Saudita e dono da holding de investimentos Kingdom Holding Company.

Depois disso, Musk até disse que tem um plano B – e começou a atacar o saudita usando sua conta na rede social. Qualquer segunda-feira no Twitter, convenhamos.

E fora do Twitter?

Fora da bolha tuiteira, o dia foi ainda pior. As bolsas, que não vinham em um dia fácil, confirmaram o sinal negativo após a disparada dos preços do petróleo. A origem teria sido um rumor de que a União Europeia teria avançado no plano de embargar petróleo russo – ainda que a Alemanha, maior economia do bloco, siga resistente.

A notícia faz a semana mais curta terminar em uma toada negativa. Por aqui não foi diferente. O Ibovespa caiu 0,51% e fechou a 116.182 pontos. Em parte, culpa da Petrobras. Nesta quinta, o novo presidente da companhia tomou posse. José Mauro Coelho até disse que o melhor era praticar preços de mercado – ou seja, manter a política de preços atual, a que já sacrificou dois presidentes da estatal durante o atual governo. 

Convenceu tanto quanto Musk, ao que parece. Que venha a Páscoa para renovar a fé  do mercado. Até segunda.

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Maiores altas

Fleury (FLRY3) 2,79%

Vibra (VBBR3) 2,40%

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JBS (JBSS3) 2,19%

PetroRio (PRIO3) 2,10%

CPFL (CPFE3) 1,91%

Maiores baixas

Yduqs (YDUQ3) -7,31%

Azul (AZUL4) -5,04%

Petz (PETZ3) -4,15%

Totvs (TOTS3) -4,06%

Americanas (AMER3) -4,04%

Ibovespa: -0,51%, a 116.182 pontos

Dólar: 0,16%, a R$ 4,6963

Nova York

Dow Jones: -0,33%, a 34.451 pontos

S&P 500: -1,21%, a 4.393 

Nasdaq: -2,14%, a 13.351

Petróleo

Brent: 2,68%, a US$ 111,70

WTI: 2,59%, a US$ 106,95

Minério de ferro: 1,83%, a US$ 154,50 a tonelada em Cingapura

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