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Bolsas americanas se recuperam após lucro forte da Apple

Ibovespa não acompanhou e fechou em baixa de 0,62%. Na semana, porém, o índice brasileiro tem alta de 2,7%.

Por Bruno Carbinatto 28 jan 2022, 18h44

Depois de uma semana altamente instável, as bolsas americanas voltaram a fechar no azul nesta sexta-feira, se recuperando das perdas recentes. Tudo graças a uma ajudona da Apple, que divulgou resultados sólidos e garantiu a alta entre as techs. O Ibovespa, por sua vez, não acompanhou o movimento e fechou em queda de 0,62% depois de três dias no azul. No mês, porém, o índice brasileiro sustenta um forte desempenho: alta de 6,7%, uma das melhores bolsas do mundo.

Wall Street viveu uma semana conturbada e instável, com investidores se acostumando com a ideia de um Fed cada vez mais agressivo para combater a inflação. Dois dados, porém, ajudaram as bolsas americanas a engatarem uma recuperação no último pregão da semana. O primeiro veio ontem, após o fechamento do mercado: o balanço trimestral da Apple, a maior empresa de capital aberto do mundo (e portanto o papel com maior peso nos índices acionários americanos).

A produtora de iPhones teve o maior lucro trimestral de sua história: US$ 34,6 bilhões. O número superou as expectativas dos analistas e serviu para mostrar que a empresa da maçã conseguiu superar o apocalipse logístico que o mundo vive desde o começo da pandemia. O smartphone leva componentes de 43 países e depende de chips, um produto em escassez (o que afetou também o mercado global de carros, por exemplo).

Aparentemente, a Apple parece ter superado a pior parte desse caos, dado o seu lucro recorde. Isso colocou os papéis da empresa com alta robusta de 6,75%, o que por si só já puxa o índice para território azul com força. Mas não só: os números da maior empresa do mundo também indicaram que outras techs podem superar expectativas do mercado em meio ao mau humor com o BC americano mais agressivo.

Empresas com alto potencial de crescimento rápido, como as de tecnologia, são mais sensíveis aos aumentos de juros que o Fed já anunciou para os próximos meses – no mínimo três, embora muitos esperem que o número de aumentos na taxa seja maior. É por isso que o índice Nasdaq, que reúne papéis de companhias do segmento, é o que mais sangra nesse início do ano: queda de 12% só em janeiro.

Resultados sólidos, como o da Apple, podem ajudar a estancar a hemorragia, porém. Agora as expectativas estão nos números das outras bigs – Meta (Facebook), Alphabet (Google) e Amazon – que devem sair na semana que vem. Hoje, na esteira da maçã, os papéis delas também fecharam em alta de cerca de 3% cada. Com isso, o Nasdaq teve forte alta de 3,13%, zerando as perdas da semana, enquanto o S&P 500 subiu 2,44%.

Inflação dentro do esperado

O segundo dado que sustentou o bom-humor americano foi ela, a tão falada inflação. Hoje pela manhã saiu o PCE, principal índice de aumento de preços no país e a métrica usada como referência pelo Fed para suas decisões de política monetária.  O número subiu 0,4% em dezembro ante novembro, e 5,8% na comparação anual. É bastante – maior patamar desde 1982. A questão é que o número veio dentro do esperado pelo mercado, ou seja, não assustou.

Sem grandes surpresas na inflação, o consenso entre os investidores parece ser que o aumento de juro que o Fed já anunciou para março deverá ser de 0,25 pontos percentuais – e não um salto mais duro de 0,50, como alguns temiam.

Esse alívio deu espaço para investidores focarem nos bons resultados corporativos apresentados pelas empresa. Não foi só a Apple: quase um terço das empresas listadas S&P 500 divulgaram resultados do quarto trimestre de 2021, e 78% delas superaram as estimativas de lucro dos analistas, segundo a consultoria FactSet.

Ibovespa

Apesar do bom humor americano, a bolsa brasileira não decolou e fechou em baixa de 0,62% nesta sexta-feira. Não houve um motivo específico, mas o índice ficou no vermelho depois de uma semana bastante positiva: alta acumulada de 2,7%, enquanto o S&P 500 teve alta semanal de 0,8%, e o Nasdaq ficou no zero a zero após a recuperação de hoje.

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O Ibov vem nessa sequência de altas graças ao dinheiro estangeiro entrando, com os investidores gringos procurando ações baratas por aqui (como já explicamos nessa coluna). No mês, a alta até agora é de 6,7% – um dos melhores desempenhos entre as principais bolsas do mundo.

Bom fim de semana!

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MAIORES ALTAS

Braskem (BRKM5): 7,50%
Cielo (CIEL3): 6,05%
Hapvida (HAPV3): 2,31%
JBS (JBSS3): 2,21%
Notre Dame Intermedica (GNDI3): 1,61%

MAIORES BAIXAS

Magazine Luiza (MGLU3): -7,06%
Natura (NTCO3): -6,48%
Americanas (AMER3): -6,15%
Rumo (RAIL3): -5,40%
Alpargatas (ALPA4): -4,83%

Ibovespa: -0,62%, aos 111.910 pontos

Em Nova York

S&P 500: 2,44%, aos 4.432 pontos
Nasdaq: 3,13%, aos 13.770 pontos
Dow Jones: 1,66%, aos 34.726 pontos

Dólar: -0,62%, a R$ 5,3900

Petróleo

Brent: 0,40%, a US$ 88,52
WTI: 0,24%, a US$ 86,82

Minério de ferro: 5,59%, negociado a US$ 147,42 por tonelada no porto de Qingdao (China)

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