🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Bitcoin supera os US$ 41 mil pela primeira vez desde abril de 2022

Alta da cripto combina aposta antecipada de queda de juros nos EUA e um aval da SEC para a criação de ETFs de Bitcoin.

Por Tássia Kastner e Sofia Kercher 4 dez 2023, 08h23 | Atualizado em 4 jun 2026, 17h53
-
 (Tiago Araújo/VOCÊ S/A)
Continua após publicidade

Bom dia!

Não são só as ações que passam por um período de recuperação: nesta segunda, o Bitcoin é negociado acima dos US$ 40 mil pela primeira vez desde abril de 2022, o período que antecedeu o colapso da cripto-picaretagem TerraUSD.

O pano de fundo para a alta é o mesmo que levou a uma subida das bolsas, a ideia de que haverá espaço para o Fed começar o corte de juros nos Estados Unidos ainda no começo do próximo ano. Um aumento adicional na “Selic” gringa, hoje em 5,5% ao ano, é carta fora do baralho de Wall Street.

Juro mais barato significa dinheiro mais barato para investimentos mais arriscado – e para jogar no cassino das criptomoedas. Daí a subida do Bitcoin. O Ethereum, segundo maior cripto do mundo, também avança nesta manhã.

Continua após a publicidade

Uma segunda explicação para a alta do Bitcoin é a aposta pesada de que a SEC (a CVM americana) poderá finalmente autorizar a criação de ETFs de Bitcoin. A expectativa é de que o aval saia em janeiro, quando vence o prazo que a autarquia tem para julgar uma parte dos pedidos de ETFs. 

Essa é uma especulação que ganhou corpo em novembro e criou uma leitura sui generis do mercado. Há quem diga que grandes gestoras, como a BlackRock, já estão comprando a moeda em uma antecipação de uma decisão favorável da SEC. Mas, claro, no mundo selvagem das criptos, há muita gente jogando informações ao vento tentando manipular o mercado.

Continua após a publicidade

De qualquer forma, na semana passada, a SEC informou ter se reunido com gestores da Grayscale (que tem um fundo de cripto e tenta convertê-lo em ETF), da BlackRock e da Nasdaq, o que serviu como mais um sinal de que os ETFs poderão ser aprovados.

A alta do Bitcoin nesta segunda contrasta com os sinais vermelhos nos futuros de Nova York e com as quedas do petróleo e do minério de ferro. A queda das duas commodities tende a pesar sobre o Ibovespa, ainda que o índice venha conseguindo desviar da turbulência no mundo do óleo. Que assim prossiga a semana. Bons negócios.

Continua após a publicidade
Humorômetro - dia com tendência de baixa
(Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A)

Futuros S&P 500: -0,29%

Futuros Nasdaq: -0,40%

Continua após a publicidade

Futuros Dow Jones: -0,19%

*às 8h09

market facts

Continua após a publicidade

Profissão? Herdeiro

Um novo estudo da UBS semana passada avaliou a fortuna de 137 pessoas que se tornaram bilionárias em 2022 — 53 via herança e 84 por conta própria. 

No total, os herdeiros receberam US$ 150,8 bilhões. E, apesar de estarem em maior número, as pessoas que se tornaram bilionárias por conta própria acumularam US$ 140,7 bilhões — cerca de 7% a menos. Essa é a primeira vez que os bilionários herdam mais fortuna do que criam desde que a pesquisa começou a ser publicada, em 2014.

E a tendência é que isso continue crescendo: estima-se que, nas próximas 2 a 3 décadas, mais de mil bilionários transfiram US$ 5,2 trilhões para a próxima geração. 

Alguns fatores explicam a inversão. Segundo os especialistas da UBS, além do boom do setor tech, o crescimento dos países emergentes e uma valorização dos mercados financeiros nos últimos 20 anos, os juros elevados no globo tornam mais difícil criar riqueza a partir da economia real. Portanto, a tendência é que cada vez mais a receita para se tornar bilionário seja, bem, nascer rico.

Agenda

Alemanha: Lula e chanceler alemão, Olaf Scholz, dão coletiva conjunta

Previdência decide teto de juro de consignado 

Alesp pode votar privatização da Sabesp

08h25: Pesquisa Focus do BC

08h30: BC divulga déficit em conta-corrente de outubro

14h: Campos Neto participa do programa LiveBC

16h: Campos Neto palestra em seminário do Coaf

Europa

                    • Índice europeu (Euro Stoxx 50): -0,19%
                    • Londres (FTSE 100): -0,41%
                    • Frankfurt (Dax): 0,01%
                    • Paris (CAC): -0,24%

                    *às 8h09

                    Fechamento na Ásia

                      • Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,65%
                      • Hong Kong (Hang Seng): -1,09%
                      • Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,60%

                      Commodities

                                                    • Brent*: -0,70%, a US$ 78,33
                                                    • Minério de ferro: -1,14%, a US$ 134,25 por tonelada na bolsa de Dalian

                                                    *às 8h07

                                                    Vale a pena ler:

                                                    Problemas na Fantástica Fábrica de Chocolate

                                                    O mundo tem dois pesos pesados no cacau: Costa do Marfim e Gana. Ambos os países africanos são responsáveis por 60% do cacau do mundo. Mas esta reportagem da Bloomberg mostra como a crise climática e consequente excesso de chuva estão destruindo plantações e atrasando as colheitas em ambos os países — fazendo com que o preço do produto chegue às prateleiras até 46% mais caro.

                                                    Publicidade

                                                    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

                                                    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

                                                    10 grandes marcas em uma única assinatura digital