Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

A bolsa brasileira é tec?

Mais empresas com o pé na tecnologia fizeram IPO na B3, mas temos muitas startups para abrir antes de virarmos uma Nasdaq.

Por Tássia Kastner Atualizado em 23 fev 2021, 11h46 - Publicado em 8 fev 2021, 08h00

As ações da Mosaico, a empresa dona do comparador de preços Buscapé, quase dobraram de valor no primeiro dia de negociações na B3, no começo de fevereiro. Uma amostra de que os investidores brasileiros estavam sedentos por companhias de tecnologia.

Esse nunca foi um setor forte na bolsa brasileira, nosso negócio era mesmo Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos. Até 2019, as empresas que mais surfavam na onda “tecnológica” eram a Magazine Luiza e o Banco Inter, os dois por causa do histórico de transformação dos negócios para o mundo dos aplicativos.

Mas, desde o ano passado, deu uma melhorada. Começou com a Locaweb (de hospedagem de sites) e depois vieram empresas como a startup de cashback Méliuz, o brechó online Enjoei, o e-commerce de móveis Mobly. E as ações de todas vão bem, obrigado. As da Locaweb subiram mais de 600%; as da Méliuz, 243%.

Desde janeiro de 2020, já foram mais de 30 IPOs, de diversos setores. Por isso, essa chegada de empresas tec dá a sensação de que a cara da bolsa brasileira está mudando. Só que estamos ainda muito distantes de ver a B3 transformada em uma Nasdaq, a bolsa americana que serve de lar para empresas de tecnologia. Quase metade dos R$ 30,8 bilhões captados nos IPOs desde 2020 foram para empresas do segmento de varejo e tecnologia. Uau. O setor representa 12,8% do Ibovespa, segundo dados compilados pela XP.

Mas isso traz uma ilusão: boa parte das empresas agrupadas sob o selo “varejo e tecnologia” é só de varejo tradicionalzão mesmo. E, nessa categoria, quem mais conseguiu capital de investidores foi a rede de supermercados Grupo Mateus, que levantou R$ 3,4 bilhões com a estreia na bolsa.

É, temos muita startup para abrir antes de virarmos uma Nasdaq.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Tempo é dinheiro. Informação, também. Assine VC S/A e continue lendo.

Impressa + Digital

Plano completo de VC S/A. Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Análises completas sobre o mercado financeiro.

Cobertura diária do fechamento do mercado.

Receba mensalmente a VC S/A impressa mais acesso imediato às edições digitais no App VC S/A, para celular e tablet.


a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Análises completas sobre o mercado financeiro e cobertura diária do fechamento do mercado.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)