Como a neurociência pode te ajudar com as metas de Ano-Novo

Aproveitando o jeito que seu cérebro funciona, dá para traçar metas melhores.

Por Leo Caparroz
Atualizado em 8 jan 2025, 17h15 - Publicado em 8 jan 2025, 17h00
Foto de cérebro em um fundo preto.
 (Henrik Sorensen/Getty Images)
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É normal que, no começo do ano, você sinta um impulso irrepreensível de mudar sua vida. Você elabora suas metas, traça seus planos, reflete no ano passado e decide o que precisa melhorar. Parar de fumar, começar a fazer exercícios, emagrecer, estudar um novo idioma, ler mais, entre tantas outras metas.

Num piscar de olhos, já estamos em março, o carnaval veio e todas essas promessas ficaram para trás.

É comum que o impulso motivacional que veio na hora da virada vá se esvaindo com o passar do tempo. Por mais que seja algo que você deseje, que vá te fazer bem, é difícil se manter entusiasmado com um objetivo – principalmente se ele é algo de longo prazo.

Nossa capacidade de enxergar os benefícios futuros de uma ação no presente é limitada. Como a grande maioria das metas e objetivos, sejam pessoais ou profissionais, que traçamos são voltadas para o longo prazo, é difícil ver os resultados no fim do túnel.

“Somos mais sensíveis a recompensas e respostas imediatas, mais tangíveis e fáceis de serem percebidas pelo cérebro como algo concreto”, afirma Thaís Gameiro, neurocientista formada pela UFRJ e sócia da Nêmesis, empresa que oferece assessoria e educação corporativa na área de Neurociência Organizacional.

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“Quando precisamos enxergar benefícios que só ocorrem no futuro, ficamos vulneráveis a perder o foco do objetivo principal por conta de distrações que oferecem recompensas imediatas, mas que muitas vezes nos afastam da meta desejada.”

Talvez o exemplo mais claro disso seja a dieta. Você pode até ter feito a meta para comer mais frutas e verduras, mas o resultado só vai aparecer depois de meses de esforço e determinação. Enquanto eles não chegam, a tentação de um sorvete ou uma pizza cresce, alimentada pelo desânimo com a distância da meta inicial.

Sendo assim, um jeito de resolver isso é estar sempre perto de conquistar sua meta. Ora, se nosso cérebro se sente mais motivado a cumprir um objetivo quando está no sprint final do que na largada, se você sempre conseguir ver o fim da meta, pode usar esse elemento ao seu favor.

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Uma das forças mais eficientes de alcançar uma meta grande, de longo prazo, é quebrá-la em metinhas menores, mais tangíveis e que podem ser cumpridas com facilidade. 

“Precisamos de feedback imediato para ajustar nosso comportamento e tomada de decisão. Sem feedback, o cérebro fica perdido e acaba tomando atitudes mais impulsivas e baseadas em estimativas abstratas e pouco precisas”, afirma Gameiro.

“Por isso, quando definimos metas mais simples, de fácil execução e que nos permite acompanhar nosso progresso de maneira mais rápida, temos a sensação de que estamos conseguindo e que o esforço está sendo recompensado. São estas pequenas vitórias que aumentam a motivação do indivíduo para persistir, tornando mais provável que a meta principal seja alcançada.”

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Além disso, também é muito importante traçar objetivos claros, com prazos específicos e planejamento objetivo. Faça metas que sejam mensuráveis, para que você consiga perceber facilmente se está progredindo rumo ao seu objetivo ou não.

E, é óbvio, não tente dar um passo maior do que a perna: suas metas precisam ser alcançáveis. “Busque estabelecer objetivos que realmente sejam viáveis para você, pois caso contrário, haverá frustração e desmotivação que atrapalham qualquer progresso”, afirma Gameiro.

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