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Existe um “tesouro direto” para comprar títulos do governo americano?

Sim, e é um boa opção para quem quer ter uma poupança atrelada ao dólar. Mas só dá para investir neles daqui do Brasil de forma indireta. Veja como.

Por Alexandre Versignassi Atualizado em 11 mar 2022, 11h49 - Publicado em 11 mar 2022, 11h26

Existe e se chama justamente Treasury Direct. Mas você só pode usar se tiver um Social Security Number, o “CPF” deles. Mas dá para comprar de forma indireta. Antes de ver como, vamos comparar os títulos públicos americanos aos nossos.

O título brasileiro que melhor une rentabilidade e segurança é o IPCA+, que paga a inflação mais um tanto de juros anuais na data de vencimento, que pode ser daqui a 5, 10, 30 anos (só para lembrar: se você tiver de vender antes do vencimento, pode perder dinheiro, já que o preço que o mercado paga muda todo dia). Bom, hoje esse extra está na casa de 5%. Se a média de inflação ficar em 5% também, você ganha 10% a.a. Beleza.
Nos EUA, não. O “IPCA+” deles é, na verdade, um “IPCA menos”. O nome é TIPS (Títulos do Tesouro Protegidos Contra a Inflação, em inglês). Neste momento ele paga a inflação menos 1% a.a. Se a inflação média deles ficar em 5%, você ganha 4%. Fuén.

É que o mercado de renda fixa dos EUA não está acostumado a lidar com inflação. Os títulos públicos mais populares por lá são os prefixados: os Treasury Bills (vencimento em um ano ou menos), os Treasury Notes (em até 10 anos) e os Treasury Bonds (20 a 30 anos). Aqueles com mais demanda são os Treasury Notes de 10 anos. Hoje, estão pagando 1,7% a.a. Dá bem menos que a inflação americana deste momento (7% a.a., a maior em 40 anos).

Mesmo assim, esses títulos têm público, já que a demanda pela renda fixa em dólar é tremenda. Nisso eles podem se dar ao luxo de pagar abaixo da inflação. E os TIPS, de pagar juros negativos – pois acabam rendendo mais que os Treasuries mesmo assim. Caso a inflação volte ao normal deles (tipo 2%), os TIPS e os Treasuries voltam a oferecer algum ganho real. Em 2018, por exemplo, os Treasuries de 10 anos renderam 2,9%, contra uma inflação de 1,9%.

Enfim: a forma de investir nesses títulos a partir daqui é comprando ETFs – fundos negociados em bolsa que aplicam nesses papéis. Há risco de perda, já que você fica refém do preço de mercado dos títulos (se eles caírem, o valor da sua cota no ETF cai junto).

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Para todos os efeitos, comprar ETFs de títulos públicos americanos equivale a comprar dólar. Os juros são mínimos, mas você passa a ter uma poupança em dólar.

Um jeito de adquirir esses ETFs (veja o nome de alguns deles abaixo) é abrindo uma conta numa corretora que opere nos EUA (a mais conhecida no Brasil é a Avenue, que atende em português).

Mas também dá para comprar direto pelo home broker das corretoras convencionais, via BDR (os recibos de ativos gringos negociáveis por aqui).Nesse caso, você faz a aplicação em reais mesmo, e o saldo vai acompanhando a variação da moeda americana.

Veja aqui os códigos de alguns BDRs desses ETFs na B3.

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Laís Zanocco/VOCÊ S/A
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