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Perguntas & Respostas

Como eu peço aumento para meu chefe?

O primeiro passo é montar um caso sólido de resultados. Depois, controlar a emoção. 

Por Sofia Kercher
27 jan 2025, 17h00
Foto aproximada de mão pegando pilha de dinheiro.
 (PM Images/Getty Images)
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U

m poema, caro leitor: não existe aumento sem planejamento. 

Andrea Deis, gestora de carreira e neurocientista com mais de 40 anos de experiência, recomenda que exista uma autoavaliação prévia composta de três etapas: análise das grandezas individuais, sociais e organizacionais.

A primeira categoria é, naturalmente, a sua percepção sobre seu desenvolvimento naquele cargo. As sociais dizem respeito ao seu gestor: aquilo que ele te exige e aquilo que para ele é fundamental no fluxo de trabalho. Por fim, as organizacionais: a expectativa da empresa em relação a todos os trabalhadores. Esses geralmente são os mais explícitos, declarados no planejamento estratégico. “A companhia geralmente deixa claro que seu desempenho será medido conforme X características”, argumenta Deis. 

Segundo a especialista, essa tríade é fundamental para garantir o bom, velho e cada vez mais raro bom senso. Você fez as entregas do cotidiano, aquelas que lhe pedem diariamente, de modo bem feito? Isso é ótimo, mas não vai, necessariamente, te garantir um aumento. É no exponencial, alinhado às expectativas do seu gestor e da empresa, que mora o segredo do sucesso na empreitada do aumento.

“Se você fez cursos, otimizou processos, se engajou na equipe, reduziu custos, aumentou market share, posicionamento no mercado… aí você pode começar a conversar”, complementa Andrea. Nosso próximo tópico.

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Marcando a reunião

O primeiro passo é fazer o agendamento de uma reunião com o seu líder direto. Para a especialista, o tema pode seguir algo nessa linha “Conversa sobre X entregas e possibilidades de reconhecimento.” É um jeito educado, mais sutil, de ditar o tom da conversa.

Na hora, não vá direto ao ponto. Andrea recomenda uma calibração antes. Pergunte ao seu chefe qual tem sido a percepção dele em relação ao seu trabalho, às entregas explicitadas no assunto da reunião. “Dessa forma, você já evita um susto. Se a resposta for positiva, te dá margem para continuar”, diz. Se for negativa, é possível coletar o feedback e evitar qualquer constrangimento.

A terceira dica de Deis é que a conversa não pode ser longa. Caso os louros tenham vindo de seu chefe, é a hora da verdade. A sugestão de Andrea é a seguinte:

“Estou muito contente e engajado nos projetos e na estratégia da empresa. Nesse tempo, como você citou, entreguei X, Y, e Z. Nesse contexto, gostaria de avaliar com a companhia e com você as possibilidades de reconhecimento por esse trabalho, sejam eles tangíveis ou não.” Essa última parte diz respeito aos outros tipos de benefícios: carro da empresa, bônus, viagens, prêmios… ou promoções e aumento de salário. 

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Se o gestor não citar esse tipo de benefício, está na hora de ser mais direto. “Eu entrei na companhia, há X anos, ganhando Y. Como acabamos de observar, minhas entregas foram essas. Quanto tempo eu vou permanecer nesse valor, e o que eu preciso fazer para chegar em Z?”.

Esse modelo funciona não só para quem já sabe que merece o aumento – mas para quem o deseja e não sabe bem por onde começar. Faça uma reunião com o seu gestor, veja o que é possível fazer para melhorar seu trabalho e encontrar esse reconhecimento financeiro na empresa. 

Acima de tudo, peça um período de tempo: marque uma nova reunião para dali alguns meses para reavaliar o pedido (seja porque você se sente pronto, para acompanhar a movimentação do seu gestor; ou que ainda não se sente, para alinhar seu desenvolvimento e desempenho no período).

Andrea também indica que um aumento nem sempre virá na linha do tempo que esperamos. “Todo ajuste que esperamos geralmente coloca-se uma expectativa individual acima do alinhamento coletivo”, explica. 

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“Se você não está preparado emocionalmente, não faça o pedido. Ter inteligência emocional é fundamental – nada de comunicação violenta, intolerância ao tempo, ansiedade. Isso pode ter o efeito contrário e te queimar naquele ambiente.”

Não veio. E agora?

Caso a empresa não esteja passando por uma situação de risco financeiro – em que recursos são congelados e as possibilidades de aumento fogem do alcance de seu gestor – a grana não ter vindo pode ser um sinal que sua relação com a companhia se esgotou, bem como suas possibilidades de desenvolvimento. 

Se há desafios financeiros na firma, isso geralmente será comunicado a você pelo seu chefe. Caso não, talvez seja hora de procurar outros locais em que seu trabalho, de fato, é valorizado. Fica a seu critério – és senhor da sua própria carreira.

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