Quem são os aprovados num dos processos seletivos mais difíceis do Brasil

Confira a lista de novos bolsistas da Fundação Estudar. Programa é um dos mais cobiçados e a taxa de aprovação foi de 0,05%

São Paulo – A Fundação Estudar, organização criada pelo trio de empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, selecionou a nova turma de bolsistas do seu programa de liderança.

Considerado um dos processos mais cobiçados e rigorosos do Brasil, o Líderes Estudar oferece apoio financeiro para cursos de graduação e pós nas melhores universidades do mundo. Com 40 mil inscritos e 24 aprovados, a taxa de aprovação dessa edição foi de 0,05%. Os selecionados vão receber auxílio para mensalidade de graduação ou pós, custos de vida e livros que pode variar de 5% a 95% do valor total solicitado em orçamento apresentado por ele à fundação. A decisão é tomada pelo conselho na etapa final do processo seletivo que é anual.

Os maiores embaixadores do Líderes Estudar, são os próprios ex-bolsistas –mais de 730 desde a criação do programa no início da década de 1990 – e seu impacto na sociedade, medido estatisticamente. Na comparação com os semifinalistas do processo seletivo do programa, os participantes da seleção ganham salários 15% maiores e ocupam mais frequentemente o topo da hierarquia de  empresas, segundo pesquisa da fundação.

Na lista estão a deputada Tabata Amaral, o empreendedor e ex-líder de Realidade Virtual da Facebook Hugo Barra e os mais jovens fundadores de unicórnio do planeta: Henrique Dubugras e Pedro Franceschi. Com apenas 23 anos os dois criaram a BREX, companhia de cartões de crédito avaliada em US$ 2,6 bilhões.

Na seleção desta edição, ex-bolsistas, a equipe da fundação e os executivos do conselho de administração tiveram a missão de escolher os jovens de maior destaque entre 40 mil inscritos de um jeito diferente do habitual. Com o processo em curso no auge da quarentena abril, maio e junho, toda a metodologia de recrutamento teve que ser adaptada para o ambiente digital.

Os membros do conselho da fundação, executivos na casa dos 70, 80 anos, precisaram ser treinados para participarem da batelada de videoconferências com os finalistas. Desafios tecnológicos e geracionais à parte, a diretora da Fundação diz que o principal prejuízo para candidatos e avaliadores está na falta de linguagem corporal em ambiente virtual, parte importante na comunicação, um dos pilares da avaliação dos recrutadores.

Mas há vantagens. “A seleção, antes, ficava muito concentrada em São Paulo e Rio de Janeiro e nós temos ex-bolsistas espalhados pelo mundo todo que não podiam participar do processo de escolha da nova turma. A transição para o ambiente digital aumentou a diversidade do time de recrutadores”, diz Anamaíra Spaggiari, diretora da Fundação Estudar. Mais ex-bolsistas mulheres e negros participaram desta vez, segundo Anamaíra.

Para as próximas edições, as etapas de entrevistas com ex-bolsistas poderão ser virtuais. “Mas, nossa decisão é de manter presencial a última etapa pela experiência que é estar cara a cara com executivos como Jorge Paulo Lemann, Marcelo Telles e Beto Sicupira”, diz.

Como é feita a avaliação

 Dentre as etapas da avaliação, as mais difíceis são as fases de entrevistas. Na penúltima fase, um grupo de cinco avaliadores, incluindo ex-bolsistas, sabatina cinco candidatos. Na fase final, a entrevista é com o conselho de administração da fundação.

Os critérios de avaliação são claros. Trajetória de vida, conquistas, iniciativas, exemplos de comportamento de liderança e a vontade de transformar o mundo. A metodologia tenta equalizar eventuais diferenças sociais levando em conta o ambiente em que cada jovem está inserido, se estudou em escola pública, a origem familiar entre outros fatores da história de cada um dos jovens.

E eles são bem jovens. Dos 24 aprovados, apenas cincovão fazer pós graduação e o restante, graduação. A lista tem 42% de mulheres aprovadas, 33% de LGBTQ+ e 21% de negros.

Um dos selecionados, José Wallison Sousa do Nascimento, de 18 anos, morador da comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, tem o projeto de criar um pré-vestibular comunitário de medicina para que mais jovens negros como ele se tornem médicos.  O jovem cursar medicina na UERJ.

Wallison sabe bem onde quer chegar, mas isso não é definitivo para ser aprovado. “Por serem bem jovens, não damos tanto peso para o fato de eles terem ou não um sonho grande bem definido e, sim, para a atitude de sonhar grande, ainda que os sonhos, em si, mudem”, diz Anamaíra.

Confira os planos para o futuro dos jovens que são a aposta da Fundação Estudar para transformar o Brasil:

 

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