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Perito forense digital, profissão em alta na área de segurança cibernética

Para combater os crimes cibernéticos, um dos grandes perigos da atualidade, a demanda pelos peritos forenses digitais aumenta e aquece o mercado

Por Monique Lima 11 jun 2020, 10h00

Matéria originalmente publicada na Revista VOCÊ S/A, edição 263, em 08 de abril de 2020. 

Em agosto de 2019, milhões de brasileiros correram o risco de ter suas informações pessoais vazadas na internet. Isso porque a Caixa Econômica Federal sofreu uma tentativa de ataque cibernético, mas conseguiu conter os criminosos tirando do ar por uma madrugada o sistema que contém os dados de FGTS, seguro-desemprego, Bolsa Família e aposentadorias. Assim, tudo ficou em segurança. O Banco do Brasil não teve o mesmo sucesso e, em dezembro de 2019, hackers roubaram 420.000 reais da conta do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) da Prefeitura de Iguape, no litoral paulista.

Essas tentativas de invasão aos sistemas de dados de bancos, empresas e órgãos públicos são diárias. Os criminosos têm uma motivação forte: dados cibernéticos são, hoje, mais preciosos do que petróleo. Analistas do Fórum Econômico Mundial indicaram, em 2018, que uma única invasão a um servidor que armazene informações na nuvem pode gerar um prejuízo de até 120 bilhões de dólares.

  • Para defender as instituições desse problema, surge uma nova carreira: perito forense digital. “Existe uma demanda alta nos órgãos públicos e também um mercado para ser explorado nas empresas privadas”, diz Marcos Supioni, professor na HSM University. Derivada da função clássica de perito forense, o foco no campo digital surgiu após os avanços da informática. “O momento é ideal para a especialização, enquanto o boom de contratações não ocorre.”

    As opções de emprego são múltiplas: é possível atuar por conta própria como perito técnico das partes (ou seja, diretamente com o cliente que esteja com processo aberto na Justiça), como perito judicial (designado pelo juiz do caso), como funcionário público concursado e como empregado de empresas e consultorias. “Há oportunidades, mas é difícil encontrar profissionais qualificados”, diz ­Leandro Morales, perito em computação forense e sócio diretor da STW Brasil, empresa de segurança em TI.

    O caminho mais comum é ingressar em tecnologia da informação e complementar com o aprendizado jurídico. Não é necessário ter formação superior em direito — cursos voltados para a área são suficientes. “É preciso saber sobre o meio jurídico, mas existem certificações próprias que valem mais do que uma graduação”, diz Leandro. A carreira é mais focada em técnicas de informática, como rastreamento de sistemas, do que em conhecimento de leis e processos judiciais.


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