Armazenamento de dados na nuvem exige mais deste profissional no mercado

Até 2025, 80% das empresas terão migrado seus dados para a nuvem. A tendência já gera demanda por profissionais especializados nessa infraestrutura

No passado, quando as unidades de negócios precisavam atualizar sistemas digitais, aumentar o armazenamento de dados ou a eficiência de programas corporativos, a pergunta padrão era: “Qual é a capacidade do data center?”. Hoje, o questionamento mudou para: “Qual é a nuvem mais adequada?”.

A computação em nuvem se tornou tão fundamental que a previsão da consultoria ­Gartner é que o setor movimente 162 bilhões de dólares mundialmente neste ano. Ainda de acordo com o levantamento, até 2025, 80% das empresas terão migrado para essa tecnologia. Com tanta demanda, é natural que surjam profissões nesse mercado.

Uma delas é o arquiteto de nuvem, ou arquiteto de cloud, que planeja a infraestrutura de sistemas de uma empresa na nuvem. “Antigamente eram arquitetos de soluções, que desenhavam o tamanho dos servidores, determinavam a periodicidade dos backups e a amplitude dos dados. A evolução da profissão foi natural”, diz Caio Arnaes, gerente sênior de recrutamento da Robert Half. E a busca por esse pessoal está crescendo.

Na ­GeekHunter, plataforma que reúne profissionais de tecnologia, o aumento da procura pelo arquiteto de nuvem foi de 50% no último ano. “Mais de 90% das empresas têm algum serviço na nuvem. Não são todas que migraram o sistema inteiro, mas parte dos serviços já está lá”, diz Filipe de Alcantara, CTO da GeekHunter.

Os arquitetos podem trabalhar tanto dentro das empresas quanto em consultorias especializadas — como é o caso de Danilo Augusto de Sousa, de 30 anos, líder de soluções em cloud da multinacional Keyrus, uma consultoria francesa de tecnologia.

Com bacharelado em sistemas da informação e MBA em Big Data, Danilo percebeu a necessidade de orientar a carreira para esse tema. “Comecei com Big Data, sem foco em nuvem. Mas a demanda surgiu, então fiz cursos e especializações para evoluir de acordo com a necessidade do mercado”, diz.

O caminho de Danilo é o mais comum. Graduações como análise de sistemas dão a base para a especialização em nuvem, que pode ser feita de diversas maneiras: na sala de aula ou em cursos disponibilizados por empresas de tecnologia. “Não é um pré-requisito ter faculdade, mas certificações são uma exigência para validar o currículo”, diz Filipe, da GeekHunter.

As principais certificações são AWS, Microsoft Azure, Google Cloud Platform e IBM Cloud (Brasil). Os valores dos cursos variam de 100 a 300 dólares, e os certificados costumam valer por até cinco anos.


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