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Burnout: os perigos do excesso de trabalho

Saiba reconhecer os sinais de que a sua dedicação à vida profissional pode estar passando dos limites.

Por Roberta Dialma Atualizado em 21 set 2020, 12h25 - Publicado em 21 set 2020, 12h14

Os brasileiros são a segunda população mais estressada do mundo, com 30% das pessoas economicamente ativas sofrendo de burnout, distúrbio que leva ao esgotamento físico e mental, segundo dados da ISMA-BR (International Stress Management Association).

A primeira é a do Japão, com 70%. O ranking ainda traz a China, com 24%; os EUA, com 20%; e a Alemanha, com 17%. A pressão por entregar resultados está entre os maiores desencadeadores do problema.

Em outro estudo, do Instituto Gallup (Relatório Global de Emoções de 2019), que mediu os níveis de estresse em 143 países, mais de um terço dos participantes disse ter sofrido “muito estresse” no dia anterior à realização da análise. Segundo os pesquisadores, as crises econômicas são um motivo de impacto negativo no ânimo dos trabalhadores avaliados.

Entre os problemas que podem acometer quem trabalha excessivamente estão os causados por má postura, falta de atividade física e de sono de qualidade e alimentação deficiente.

Há também prejuízo sobre as emoções, que podem desencadear aumento da pressão arterial e levar a distúrbios cardíacos, respiratórios, dermatológicos e psicossomáticos.

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“O estresse gerado pela necessidade de produzir sempre mais e melhor, para garantir o emprego ou fazer virar um projeto individual, é um risco quando os sintomas físicos e psicológicos começam a aparecer mesmo sem a presença do estímulo”, afirma a psicóloga Flavia Passos Viana.

Quando isso acontece, o organismo passa a interpretar o mundo externo e seus acontecimentos como um perigo constante. “Saímos da fase de alerta, que é normal e desejável frente aos desafios, para a de resistência ao estresse, com os primeiros sintomas físicos”, diz Flavia.

  • Os sinais mais comuns são dores de cabeça, musculares e no estômago, fadiga e baixa libido, que surgem com frequência. “Se não tratados em sua origem, levarão a uma piora do quadro, chegando à fase de exaustão”, afirma Flavia.

    Mas não é tão simples reconhecer os sintomas e a gravidade da situação quando você está nela. Se desconfiar que sofre com o excesso de estresse, procure conversar com alguém de sua confiança e verificar se tem mudado comportamentos – por exemplo, ficando mais agressivo e mal-humorado em situações corriqueiras.

    “Não tenha vergonha de solicitar auxílio em questões práticas, como em orientações para organizar melhor os prazos de suas entregas, delegar mais, otimizar tempo e processos”, afirma Luciana Tegon, headhunter e master coach na Consultants Group.

    “E, se notar que seu colega está exagerando na dedicação e que isso afeta a saúde dele, dê apoio. Uma boa conversa, iniciando por deixar claro o quanto você se preocupa, fará grande efeito”, diz Luciana. “Possivelmente, a pessoa já percebeu que algo não vai bem, e, sendo encorajada a buscar uma saída ou até ajuda profissional, terá motivação extra para enfrentar o problema.”

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