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Conheça o índice ESG de equidade racial

Três perguntas para Gilberto Costa, diretor executivo da Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial.

Por Tássia Kastner Atualizado em 12 Maio 2022, 04h42 - Publicado em 13 Maio 2022, 05h35

Qualquer empresa com ações na bolsa hoje é cobrada a seguir compromissos ligados ao ESG (de responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa). Só que cada companhia escolhe quais compromissos deseja assumir, de acordo com as pressões dos investidores.

A Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial surgiu, então, para incentivar as empresas a criarem metas concretas para a redução da desigualdade racial. A entidade lançou o Índice ESG de Equidade Racial.

Os primeiros resultados serão conhecidos em dois anos. Por enquanto, as empresas estão na fase de adaptação e coleta de números. Pelo menos 30 companhias aderiram ao protocolo. Nesta entrevista, Gilberto Costa, diretor executivo da associação, detalha a iniciativa.

1. Qual é o objetivo da associação?

A iniciativa propõe a criação de um índice ESG racial para as empresas. O ESG ainda é muito focado no meio ambiente. Mas a gente entende que seria importante incluir a
questão racial.

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2. Como vai funcionar o índice?

Ele é dividido em três partes. A primeira é a equidade nas empresas: 56% da população brasileira é negra, mas isso é a média. Em Salvador, são 80%. No sul do país, 25%. A gente entendeu que o índice precisava medir se as empresas estão próximas da equidade na região em que atuam. E isso será ponderado por nível de cargo e salário. O segundo nível são as ações afirmativas – se há políticas de contratação e treinamento. Por fim, mensuramos o investimento social privado em equidade racial, como formação de jovens em periferias. Isso cria um protocolo que permite medir anualmente a equidade. A empresa que aderir ao nível três (o de Investimento Social) terá dois anos para divulgar seus resultados.

3. Não é muito tempo? Não vai incentivar as empresas a aderir só para sair bem na foto?

Esses dois anos vão permitir à empresa trabalhar num censo, saber quem são os funcionários, o que para mim é uma evolução. Nos últimos anos, mais pessoas passaram a se declarar como negras.

Racismo se combate com fato e dado. Quando dou à sociedade o índice, as empresas podem comparar seus números com o setor em que atuam, o gap que existe em relação à região onde estão. O protocolo não foi criado para que as empresas façam créditos de melanina. A pauta ESG do ponto social vai evoluir em fases. A cobrança agora está em diversidade de gênero. A discussão vai chegar à pauta racial.

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