🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Tensão entre Ministério da Fazenda e Congresso segue no foco do mercado

Haddad tenta avançar MP da reoneração, mas encontra resistência de Lira e Pacheco. Lá fora, minério de ferro sobe com rumores de ajuda estatal ao mercado acionário chinês.

Por Camila Barros 23 jan 2024, 08h38 | Atualizado em 23 jan 2024, 08h38
-
 (Arte/VOCÊ S/A)
Continua após publicidade

Os rumores de crise entre a equipe econômica e o Congresso em torno da MP da reoneração seguem a todo o vapor. 

Em entrevista ao Roda Viva na noite de ontem, o ministro Fernando Haddad foi em defesa do projeto de reoneração da folha de pagamento apresentado pela Fazenda, e relativizou as discordâncias com o legislativo. 

O plano do governo é o seguinte: a partir de abril, retornar gradualmente a tributação sobre os 17 setores da economia que hoje recebem benefícios tributários na contribuição à Previdência Social. 

Atualmente, as empresas beneficiadas pagam uma alíquota que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta da companhia – contra a norma padrão de 20% sobre a folha de pagamentos dos funcionários. 

Continua após a publicidade

Só que a proposta de tributação é impopular, e tem encontrado resistência do Congresso para avançar. Em dezembro, o legislativo barrou uma medida presidencial que acabava unilateralmente com a desoneração, e decidiu estender o prazo do benefício até 2027. A Fazenda estima um custo anual de até R$ 13 bilhões com a manutenção da medida até lá. 

Trata-se de uma barreira que pode frustrar os planos do governo de alcançar o déficit fiscal zero ao fim de 2024 – objetivo que depende, principalmente, do aumento da arrecadação do país. 

Por isso, Haddad tenta negociar com Arthur Lira, presidente da Câmara, e Rodrigo Pacheco, líder do Senado, para avançar a MP da reoneração. 

Continua após a publicidade

Mas, ao que parece, não tem tido muito sucesso. No Brazil Economic Forum, evento provido em Zurique, na Suíça, Pacheco disse que a desoneração será mantida. 

No Roda Viva, Haddad tentou colocar panos quentes na situação, dizendo que o assunto ainda está em discussão e deve ser solucionado até semana que vem. Segundo o ministro, nenhum líder partidário pretende eternizar a desoneração – o que se discute é como e quando derrubá-la.

Ainda no Roda Viva, Haddad se esquivou de perguntas sobre uma eventual mudança na meta fiscal. Mas quis distribuir responsabilidades, lembrando que o cumprimento da meta depende também do legislativo e do judiciário.

Continua após a publicidade

Esta semana, o aumento das tensões entre Fazenda e Congresso minou a confiança do mercado sobre o sucesso da meta fiscal. Percepção que ajudou a derrubar o Ibovespa aos 126 pontos ontem – queda de 0,81% no dia. 

Hoje, o EWZ, ETF que acompanha a bolsa brasileira em NY, acorda estável a -0,03%, seguindo a tendência do exterior: no pré-mercado, S&P 500 e Nasdaq também operam no zero a zero (veja abaixo). 

Um alívio para o Ibovespa pode vir do minério de ferro, em alta de 1,42% depois de rumores de ajuda estatal na China. 

Continua após a publicidade

Segundo informações da Bloomberg, Pequim prepara um pacote de incentivos de US$ 278 bilhões para o mercado de ações do país, que passa por seu pior começo de ano desde 2019. Bom para a Vale e suas colegas de mineração brasileiras, que têm a China como sua principal compradora – e dependem da saúde financeira do gigante asiático para tocar os negócios.

Bons negócios (para eles e para nós)!

Continua após a publicidade
humorômetro: o dia começou com tendência de alta
(VCSA/Você S/A)

Futuros S&P 500: 0,02%

Futuros Nasdaq: 0,00% 

Futuros Dow Jones: 0,04%

*às 8h23

Agenda

 10h30: Receita Federal divulga arrecadação de dezembro e acumulado de 2023 

Europa

                                      • Índice europeu (Euro Stoxx 50): -0,24%
                                      • Londres (FTSE 100): -0,18%
                                      • Frankfurt (Dax): -0,07%
                                      • Paris (CAC): -0,17%

                                      *às 8h25

                                      Fechamento na Ásia

                                          • Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 0,40%
                                          • Hong Kong (Hang Seng): 2,63%
                                          • Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,08%

                                          Commodities

                                                                                              • Brent*: -0,81%, a US$ 79,41
                                                                                              • Minério de ferro: 1,42%, a US$ 136,20 na bolsa de Dalian, na China 

                                                                                              *às 8h27

                                                                                              Vale a pena ler:

                                                                                              Dinheiro compra felicidade? 

                                                                                              Pelo sexto ano seguido, a Finlândia encabeça a lista de países mais felizes do mundo, apesar de ser apenas ser apenas o 14º na ordem de PIB per capita. Para ver a comparação entre os países mais ricos e os mais felizes do mundo, confira este infográfico da VCSA.

                                                                                              Publicidade

                                                                                              Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

                                                                                              Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

                                                                                              10 grandes marcas em uma única assinatura digital