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Rússia x Ucrânia vira Rússia x EUA – e bolsas terminam semana no negativo

"Data marcada" para invasão vira queda de braço no melhor estilo guerra fria. Danos no mercado foram localizados.

Por Tássia Kastner 18 fev 2022, 19h06

Passou uma semana da guerra que tinha data para começar. Não rolou (ainda, dirão os mais pessimistas). O fato é que para o mercado financeiro isso não importa. O medo já é o bastante para fazer com que investidores saiam vendendo ações para colocar uma grana no bolso. Resultado: as bolsas caem.

No balanço da semana, o S&P 500 recuou 1,6%, e o Nasdaq -1,8%. Nada muito caótico para os padrões americanos de 2022, em que os índices americanos já registraram quedas superiores a 5%.

Na sexta passada, os Estados Unidos disseram que a Rússia invadiria a Ucrânia nesta semana. Guerras não respeitam o horário comercial, é verdade, de modo que para a previsão americana se confirmar, restam pouco mais de 24h depois que esse texto for publicado. 

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E nesta sexta, o medo cresceu. Depois de a Rússia ter dito que começaria a retirar parte das tropas da fronteira, os EUA anunciaram que o contrário estava acontecendo. Há mais soldados cercando a Ucrânia. Para piorar, a Rússia estaria financiando grupos separatistas na Ucrânia, alimentando o conflito interno no país. 

O fato é que o mercado financeiro passou a semana se preparando para o pior. Um dos danos de um conflito seria a redução da oferta de petróleo, por causa de um eventual embargo ocidental aos russos como retaliação. Um segundo efeito seria a alta da inflação. Além da disparada da commodity, outros produtos poderiam encarecer por interrupção nas entregas causadas por um conflito. 

Olhando em retrospecto, o balanço da semana não foi tão desastroso assim. Hoje o petróleo subiu 0,61%, mas na semana ele registrou a primeira baixa desde o começo do ano. Claro que a base de comparação é injusta, já que na sexta passada ele subiu mais de 3%. Mas outro motivo para a queda é que, enquanto os EUA alimentam o conflito russo anunciando a aproximação e anunciando a data do início do conflito, no melhor estilo guerra fria, eles também negociam um acordo com o Irã, na esperança de liberar o embargo imposto ao país e recolocar a produção iraniana no mercado internacional.

Uma coisa é certa: essa novela está longe de acabar.

Ibovespa

O Ibovespa chegou a engatar sete pregões de alta e fechou a quarta-feira acima dos 115 mil pontos. Era uma conquista a ser comemorada. Mas a quinta e a sexta foram negativas, estragando a festa. Enfim, a bolsa brasileira começou a sentir algum impacto da crise internacional. Hoje, o Ibov perdeu 0,57% e terminou em 112.880 pontos. Na semana a queda foi de 0,61% – melhor que os nosso amigos gringos.

Essa vem sendo a tônica do ano, e quem ajuda são justamente os estrangeiros. É que eles decidiram aportar uma grana por aqui enquanto os juros não sobem nos EUA. Eles ganham com a diferença de taxa de juros: 0% nos EUA x 10,75% Brasil.

Além da guerra

Nesta sexta, os destaques do Ibovespa foram de pura responsabilidade das empresas – e não do cenário macro.

A Cielo, por exemplo, anunciou a venda da operação da Merchant E Solutions, um plano que vinha sendo conduzido pelo menos desde o ano passado. O anúncio fez as ações saltarem mais de 12%. Altas dessa magnitude não são exatamente raras em empresas que  flertam com o valor de uma penny stock, negociada na faixa de R$ 2 ou menos.

De qualquer maneira, a notícia é positiva para a empresa.

Também no campo dos desinvestimentos, o Banco do Brasil figurou nas maiores altas do dia depois de uma notícia de que o banco poderia organizar o IPO do BV, instituição financeira que ele tem em sociedade com o Grupo Votorantim. A alta, porém, foi mais modesta: 2%.

Na ponta negativa, a Rumo fechou em queda de quase 9% após reportar prejuízo de R$ 384 milhões no quarto trimestre.

No geral, porém, você sabe. A gente continua dependente dos gringos. Difícil prever até quando eles estarão pintados de verde e amarelo. O que importa é aproveitar o momento. Bom final de semana.

Maiores altas

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Cielo (CIEL3) 12,30%

MRV (MRVE3) 2,73%

Banco do Brasil (BBAS3) 2,04%

Energias (ENBR3) 1,90%

Carrefour (CRFB3) 1,69%

Maiores baixas

Rumo (RAIL3)  -8,81%

Locaweb (LWSA3) -7,12%

Natura (NTCO3)  -5,65%

Banco Pan (BPAN4) -5,40%

Cosan (CSAN3) -4,81%

Ibovespa: -0,57%, a 112.880 pontos 

Nova York

Dow Jones: -0,68%, a 34.079 pontos

S&P 500: -0,71%, a 4.349 pontos 

Nasdaq: -1,23%, a  13.548 pontos

Dólar: -0,52%, a R$ 5,14

Petróleo

Brent: 0,61%, a US$ 93,54 o barril

WTI: 0,19%, a US$ 90,21

Minério de ferro: 0,63%, a US$ 130,94 por tonelada no porto de Qingdao, na China.

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