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Petróleo dispara 7% e Ibovespa sobe 1,8% na volta do Carnaval

Mercado internacional tem dia de forte recuperação, apesar da guerra não dar indícios de recuo. Nos EUA, presente de Jerome Powell aos investidores também inspirou otimismo.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 2 mar 2022, 18h50 - Publicado em 2 mar 2022, 18h47

Folia prolongada? Na volta do feriado, o mercado manteve o bom-humor carnavalesco e o Ibovespa subiu polpudos 1,8%, em um dia de forte recuperação das bolsas mundo afora. Quem garantiu a alta por aqui foram as commodities, com destaque para o preço do barril de petróleo, que saltou 7% só hoje com a guerra na Ucrânia seguindo a todo vapor. 

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O petróleo tipo Brent (referência internacional) fechou a US$ 112,93, uma alta de 7,58%. O WTI, referência nos EUA, foi a US$ 110,60, maior preço desde 2011. É que a Rússia é o segundo maior exportador da commodity do mundo, e a oferta fica prejudicada com a guerra na Ucrânia – e as sanções que o mundo coloca no país de Putin. O Ocidente tem adotado medidas severas para pressionar a Rússia a recuar, mas, por enquanto, ainda tem evitado colocar sanções muito diretas sobre os poderosos setores de petróleo e gás russos, já que o impacto seria sentido no mundo todo (especialmente na Europa).

Hoje pela manhã, porém, a Casa Branca afirmou que os Estados Unidos “estão abertos” para adotar esse tipo de medida. Se uma sanção pesada e direta ao setor de energia russo acontecer – e muitos apostam que isso será inevitável caso Putin não ceda – analistas preveem que o preço do barril de petróleo pode ultrapassar o patamar recorde dos US$ 140, atingido em 2008.

Nesse cenário, o poderoso setor de petróleo da nossa bolsa acumulou ganhos nesta quarta-feira e ajudou a firmar o Ibovespa no azul. Os papéis da Petrobras subiram 3,16%, enquanto os da Petrorio foram além e fecharam com alta de 9,02%. E a maior alta do dia ficou com a 3R Petroleum, com quase 13%.

Mas não foi só o petróleo que garantiu a alta do Ibovespa. De sexta para cá, enquanto os brasileiros festejavam e descansavam, o minério de ferro negociado na China valorizou 7,7% , puxando para cima as ações do pesado setor de mineração e siderurgia da nossa bolsa hoje. A Vale, papel com maior peso no Ibov, subiu impressionantes 8%, figurando entre as maiores altas do dia. Mais: CSN 8,09%, Gerdau 6,44% e Gerdau Metalúrgica 6,44%. 

Dia de recuperação

A quarta-feira também foi de bom-humor no mercado internacional, após dias de sangria devido à guerra na Ucrânia. Hoje, o S&P 500 subiu 1,86% e o Nasdaq, 1,62%. Na Europa, palco do conflito, o índice Euro Stoxx 50 ganhou 1,74%.

Ainda que a Rússia não tenha dado sinal que vá recuar em breve, o sentimento geral sobre a invasão ficou menos pessimista. Deu para encontrar uma ponta de esperança na confirmação de que Rússia e Ucrânia vão se reunir para uma segunda rodada de negociações, após a primeira não dar resultado nenhum. E, mais cedo, a ONU aprovou uma resolução que condena a invasão no leste europeu, com amplo apoio. 141 países votaram a favor, e só cinco foram contrários (Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Síria e a própria Rússia), enquanto 35 se abstiveram. Os números mostram que Moscou está bastante isolado e que a pressão internacional e as sanções podem ajudar a colocar fim na invasão mais cedo do que se esperava.

Houve também um empurrãozinho a mais para incentivar a recuperação do mercado. Jerome Powell, presidente do Fed, entregou um baita presente para os investidores hoje: confirmou, com todas as letras, que vai propor e defender um aumento de 0,25 pontos percentuais nos juros na próxima reunião do banco central americano.

Todo mundo já havia aceitado que março seria o momento da primeira alta nos juros dos EUA – afinal, a inflação de lá é a maior em 40 anos, enquanto a taxa se mantém próxima a zero. Mas havia dúvidas sobre a magnitude desse primeiro aumento: seria de 0,25 pp, mais aceito pelo mercado, ou um movimento mais brusco, de 0,5 pp? Alguns outros membros do Fed já haviam dado declarações mais agressivas, o que levou parte do mercado a apostar na segunda opção.

Mas Powell deu sua resposta hoje, e, como sempre, teve um discurso suave e pró-mercado. Garantiu que a transição será gradual, sempre baseada nos dados de inflação. Os investidores ficaram felizes, e decidiram esquecer por enquanto do aumento dos preços, da guerra na Ucrânia e da inflação do petróleo e foram às compras. A ver quanto o otimismo dura. 

Até amanhã!

Maiores altas

3R Petroleum (RRRP3): 12,93%

PetroRio (PRIO3): 9,02%

CSN (CSNA3): 8,09%

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Vale (VALE3): 7,99%

Bradespar (BRAP4): 6,54%

Maiores baixas

Ambev (ABEV3): -4,47%

Natura (NTCO3): -4,02%

Cielo (CIEL3): -3,89%

Ultrapar (UGPA3): -3,38%

Multiplan (MULT3): -3,17%

Ibovespa: 1,80%, aos 115.173 pontos

Em NY:

S&P 500: 1,86%, a 4.386 pontos

Nasdaq: 1,62%, a 13.752,02 pontos

Dow Jones: 1,79%, a 33.889 pontos

Dólar: -0,94%, a R$ 5,1073

Petróleo

Brent: 7,58%, a US$ 112,93

WTI: 6,95%, a US$ 110,60

Minério de ferro: 0,55%, US$ 144,98 no porto de Qingdao (China)

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