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Petróleo cai 5% com plano dos EUA para liberar reservas

O governo Biden pode disponibilizar quase um milhão de barris de petróleo por dia nos próximos meses para combater a inflação.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 31 mar 2022, 08h07 - Publicado em 31 mar 2022, 08h05

Bom dia!

O preço do petróleo cai mais de 5% nesta manhã de quinta-feira após vários veículos de mídia noticiarem que o governo americano planeja liberar aos poucos uma enorme quantidade de petróleo de suas reservas para combater a escalada dos preços.

Segundo fontes anônimas, a gestão de Biden está considerando liberar quase um milhão de barris por dia nos próximos meses, totalizando cerca de 180 milhões de barris. A expectativa é que a medida seja anunciada e explicada ainda hoje à tarde. Por enquanto, os índices futuros americanos apontam para leves altas reagindo à notícia. 

Esse movimento vem em resposta à escalada do preço do petróleo com a guerra na Ucrânia, o que levou o combustível a ficar mais caro e, consequentemente, ameaça levar o preço de tudo às alturas. Enquanto isso, a OPEP+, cartel que reúne importantes exportadores da commodity, finge que nada está acontecendo e mantém seus planos de aumentar apenas levemente, e de forma gradual, a oferta do petróleo.

A inflação vem machucando a popularidade do presidente americano, que corre contra o tempo para tentar domá-la. Em novembro, os americanos vão às urnas para eleições legislativas, e o Partido Democrata, de Biden, pode perder o controle da Câmara e do Senado, apontam as pesquisas.

O aumento dos preços, aliás, volta a ser tema central das atenções nesta quinta-feira. Às 9h30 sai o PCE, medida mais importante da inflação americana e que é usada pelo Fed para guiar suas decisões monetárias. As expectativas do mercado são de que o número seja de 5,5% na comparação anual, ante a 6,1% no mês passado. 

Se vier dentro do esperado, ok. Mas acima disso, pode indicar que o banco central americano terá que agir mais agressivamente para controlar a inflação – como optar por um aumento de 0,50 pontos percentuais nos juros na próxima reunião, e não 0,25 p.p. E o mercado deve reagir. Afinal, no pior dos casos, há quem tema que a economia americana possa entrar em recessão com o Fed pesando a mão. 

Como se não bastasse isso, a guerra na Ucrânia segue, frustrando as esperanças de que as negociações recentes levariam a um cessar-fogo, e a economia chinesa começa a dar sinais de desaceleração, consequência dos diversos lockdowns no país para enfrentar a Covid-19 (os casos continuam subindo, aliás). 

Boa quinta!

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Petrobras alerta sobre possível interferência

Dois dias depois de o governo anunciar a troca no comando da Petrobras, a estatal alertou a investidores estrangeiros que Bolsonaro pode mudar a política de preços da empresa. O aviso foi dado em comunicado à SEC, agência reguladora americana análoga à nossa CVM. O documento alerta que o presidente pode impor mudanças através de “uma nova equipe de administração ou conselho de administração”.

Desemprego persistente

Quase um terço (30,3%) das pessoas desempregadas estão procurando emprego há mais de 24 meses, revelam dados da Pnad Contínua compilados pela consultoria IDados a pedido da Folha de São Paulo. Isso significa que 3,6 milhões de brasileiros tentam ingressar no mercado de trabalho há mais de dois anos, de um total de 12 milhões de desempregados. É um recorde – nunca esse número havia cruzado os 30% antes desde o início da coleta de dados, em 2012. A pandemia diminuir fortemente a oferta de vagas e aumentou a concorrência para elas – e quem está longe do mercado de trabalho há mais tempo sofre mais.

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Os super-imunes

Nunca teve Covid-19? Talvez você seja a chave para combater o coronavírus. Cientistas estão tentando entender porque algumas pessoas parecem ser imunes ou resistentes à doença mesmo sem a proteção das vacinas ou de infecções anteriores. Uma hipótese é que a exposição a outros tipos de coronavírus (como aqueles que causam resfriados) tenha conferido a algumas pessoas uma proteção robusta via células T. Mas testar a teoria é difícil. Entenda na reportagem completa da Bloomberg (em inglês).

 

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