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Mercados amanhecem mornos à espera de dados de desemprego nos EUA

Inflação não assustou, e agora investidores agora analisam a força do mercado de trabalho americano para tentar prever os próximos passos do Fed.

Por Bruno Carbinatto 13 jan 2022, 08h15

Bom dia!

Em 2019, uma média de 220 mil pessoas por semana entravam com novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estado Unidos. Aí veio a pandemia e esse número chegou a bater mais de seis milhões em uma única semana.

Hoje, o Departamento do Trabalho dos EUA libera o número de novas solicitações do benefício referentes a semana passada. O mercado espera que ele venha em torno 200 mil pedidos de auxílio-desemprego. 

Se as previsões forem confirmadas, o dado estará no patamar pré-pandêmico ou abaixo dele por um mês inteirinho. Isso significa um mercado de trabalho forte – tão forte quanto antes da crise bater. Não é exatamente uma novidade. Na semana passada, o desemprego dos EUA caiu a 3,9%, próximo dos 3,5% de antes da pandemia (o menor da história americana, diga-se).

Um mercado de trabalho sólido é ótimo para a economia, é claro, mas investidores não analisam esses números de perto somente para saber o desempenho do país. O tamanho do desemprego é uma das métricas usadas para tentar prever os próximos passos do BC americano na retirada de estímulos à economia, agora que ela já voltou aos níveis pré-pandêmicos e a inflação assombra os mercados americanos.

Ontem foi dia de analisar metade dessa equação: a inflação veio alta, a mais alta em 40 anos, mas ainda dentro do esperado, o que garantiu ganhos nas bolsas lá em Nova York e também ajudou o Ibovespa. Hoje, Wall Street espera para saber o quanto o emprego está bombando por lá. Se a resposta for “muito”, pode ser que o banco central americano seja mais pressionado ainda para agir rapidamente, o que costuma azedar o humor.

É que o Fed já anunciou há algum tempo que a mamata acabou – a inflação precisa ser combatida e a economia americana já anda com os próprios pés. Mas ainda há debate sobre o quão rápida e agressiva será a mudança de política do órgão. Três altas nos juros esse ano, por exemplo, já estão encomendadas, mas há quem aposte em quatro. E não há consenso sobre quando o Fed abrirá o ralo para começar a drenar os dólares da economia americana (explicamos melhor aqui). Jerome Powell, o presidente do órgão, disse que isso deve demorar – mas a posição não é consenso entre os dirigentes.

Tanto que os contratos futuros dos principais índices americanos amanheceram quase na estabilidade nesta quinta-feira, à espera pelo dado de desemprego para definir o humor. As bolsas europeias também andam de lado. Além do número de seguro-desemprego, investidores devem ouvir de perto o testemunho de Lael Brainard, indicada para ser vice do Fed, no Senado americano, em busca de pistas dos próximos passos do banco central.

Boa quinta.

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humorômetro: o dia começou sem tendência definida

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Futuros Nasdaq: 0,17%

Futuros Dow: 0,05%

*às 7h45

Europa

Índice europeu (EuroStoxx 50): 0,03%

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*às 7h55

Fechamento na Ásia

Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -1,64%

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Hong Kong (Hang Seng): 0,11%

Commodities

Brent: 0,08%, a US$ 84,74

Minério de ferro: -2,85%, a US$ 129,87

*às 7h51

Agenda

9h IBGE divulga o volume de serviços de novembro; expectativa é de avanço de 0,1%

10h30 Departamento do Trabalho dos EUA divulga o número de novos pedidos de auxílio-desemprego no país 

12h Dirigente do Fed Lael Brainard participa de audiência de nomeação no Senado americano

market facts

Paralisação de servidores

19 categorias de servidores públicos do Executivo e 27 categorias de servidores federais do Judiciário e Legislativo vão paralisar suas atividades na próxima terça-feira (18) para protestar por um reajuste salarial. As informações são do Valor Econômico. Segundo  Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), a pauta principal é uma correção salarial de 27%, equivalente à inflação acumulada nos últimos anos. Caso a demanda não seja atendida, a entidade pode convocar uma greve geral em fevereiro.

Vale a pena ler:

Os planos econômicos dos presidenciáveis

A corrida presidencial já começou – e os maiores nomes da disputa se preparam para o debate de pautas econômicas em um ano de alta inflação e desemprego. Veja as principais propostas já divulgadas pelos pré-candidatos nesta reportagem do O Globo.

Congressistas fora do mercado financeiro

Um novo projeto de lei apresentado no Senado dos EUA propõe que senadores e deputados americanos (e também seus cônjuges e filhos) sejam proibidos de comprar e vender ações e outros ativos no mercado financeiro enquanto atuam como membros do Congresso. A ideia é que políticos recebem informações privilegiadas e isso geraria conflito de interesses. A proposta é apoiada por 76% dos americanos, mas deve encontrar resistência, por motivos óbvios, de uma parte considerável dos congressistas – dos dois partidos, diga-se. Uma das pessoas contra a proibição, por exemplo, é a democrata Nancy Pelosi, atual presidente da Câmara dos Deputados. O Business Insider conta essa história em detalhes nesta reportagem (em inglês).

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