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Mercado financeiro se recompõe após black friday da ômicron

Segunda começou com recuperação, enquanto a ciência tenta descobrir os riscos da variante – e a efetividade das vacinas.

Por Juliana Américo, Tássia Kastner 29 nov 2021, 08h03

Bom dia!

A segunda-feira começa com aquela ressaca. Não do final de semana, mas da sexta-feira black friday dos mercados. Foi o dia que bateu o desespero com a variante ômicron do coronavírus, identificada primeiro na África do Sul. Enquanto profissionais da saúde avançam nas análises de risco de contágio e letalidade, investidores respiram fundo – e dizem “sim, temos vacina. Não, não é março de 2020”.

Nisso, o petróleo sobe na casa de 4%, para recuperar uma parte do tombo de mais de 10% da sexta. Bolsas europeias sobem, e as americanas se preparam para ir na mesma direção. 

É um dia de alívio, mas não significa que os ânimos não possam azedar novamente. O foco do mercado financeiro é menos contágios/mortes. Na verdade, ele só pensa naquilo: qual é o efeito que isso causará sobre a economia. Há um risco nada desprezível de que significativo, à medida que governos elevam as restrições de voos internacionais para conter a disseminação da doença.

Japão, Israel e Marrocos impuseram restrições de entrada a estrangeiros, enquanto Reino Unido, países da Europa e Brasil limitaram as viagens de pessoas que estiveram na África do Sul e outros países considerados de risco.

Não é essa a recomendação da Organização Mundial de Saúde, por sinal, que tem pedido a países que mantenham as fronteiras abertas enquanto as investigações avançam. Por sinal, a nova cepa já está nos cinco continentes. 

Agora, pesquisadores vão avaliar qual é o grau de proteção que as vacinas existentes oferecem – e continuar nas pesquisas com medicamentos e novas injeções. Até lá, cautela e canja de galinha estarão no radar dos investidores.

humorômetro: o dia começou com tendência de alta
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Futuros S&P 500: 0,75%

Futuros Nasdaq: 0,95%

Futuros Dow: 0,54%

*às 7h40

Europa
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Índice europeu (EuroStoxx 50): 0,78%

Bolsa de Londres (FTSE 100): 0,80%

Bolsa de Frankfurt (Dax): 0,40%

Bolsa de Paris (CAC): 0,72%

*às 7h30

Fechamento na Ásia
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Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,18%

Bolsa de Tóquio (Nikkei): -1,63%

Hong Kong (Hang Seng): -0,95%

Commodities
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Brent: 4,04%, a US$ 75,66

*às 7h30

Agenda

12h Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, discursa em um evento em Nova York.

market facts
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Preparem as máquina

A Tesla está se preparando para iniciar sua produção na Alemanha. O início das operações deveria ter sido em julho, mas foi adiada porque a companhia não recebeu todas as liberações ambientais. A Gigafactory, que fica perto de Berlim, começou a ser construída em junho de 2020. Lá serão produzidas baterias e o carro Model Y. A expectativa é de que toda a papelada seja liberada nos próximos dias, segundo a revista alemã Automobilwoche. A companhia calcula que até 30 mil veículos sejam fabricados no país no primeiro semestre de 2022. 

Fusão

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a compra da plataforma Zee.Dog pela Petz, por R$ 715 milhões. O objetivo da Petz é ampliar a oferta de produtos em seu e-commerce e expandir a oferta de alimentação natural para animais. A aquisição foi anunciada em em agosto e há três semanas as companhias começaram a mesclar as suas operações. Neste ano, além da Zee.Dog, a gigante do mundo pet também comprou a empresa especializada em felinos Cansei de ser gato e a franquia de adestramento Cão Cidadão.

Vale a pena ler:
Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A

Revolução trabalhista

Diferentemente do Brasil, nos Estados Unidos não existe uma CLT para regulamentar o mercado de trabalho e garantir direitos trabalhistas. E, por muitos anos, os profissionais americanos se acostumaram a trabalhar no modelo de contratos e aguentar assédio moral para não cair na fila do desemprego. 

No entanto, conforme relata a BBC News, um movimento batizado de Antiwork Movement (ou movimento anti-trabalho, em português) vem se espalhando por fóruns online e incentivando os trabalhadores a não aceitarem mais salários baixos e chefes tiranos. Além disso, uma pesquisa do Instituto Gallup identificou que a aprovação popular aos sindicatos é a mais alta desde 1965. Tudo isso promete mudar as condições atuais de trabalho. Leia a matéria completa aqui. 

Precisa-se de caminhoneiro

O Reino Unido vem passando por uma grave crise de abastecimento. Os postos de gasolina estão com longas filas e os supermercados com prateleiras vazias. Em uma tentativa de mudar esse cenário, o país começou a recrutar caminhoneiros de outros países e chegou a oferecer 5 mil vistos temporários para quem aceitasse o emprego. 

Mas, segundo o The New York Times, a ilha já não é mais tão atrativa assim para os motoristas. Os que já estão lá afirmam que as pessoas estão cada vez mais xenófobas e que financeiramente também não vale a pena. Os que estão fora alegam que os outros países pagam melhor, estão mais perto de casa e ainda podem dirigir do lado certo da estrada – dirigir no Reino Unido demanda de uma adaptação com o volante do lado direito do carro. Leia o texto completo aqui (em inglês).

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