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Mercado amanhece sem querer sair da cama

Medo de uma eventual recessão por conta das altas nos juros coloca as bolsas mundiais no vermelho, de novo.

Por Alexandre Versignassi Atualizado em 24 Maio 2022, 09h03 - Publicado em 24 Maio 2022, 08h33

A montanha russa segue com mais descidas do que subidas no mercado global. Depois de ensaiar alguma recuperação ontem, as bolsas abrem a terça-feira ladeira abaixo, com os futuros do S&P 500 caindo a sul dos 1%. A Ásia já fechou no negativo, e a Europa entrou na hora do almoço no mesmo pique.

Parte do mau humor vem de um comunicado que a Snap (dona do Snapchat, uma rede social) soltou na segunda, após o fechamento do mercado, dizendo que o “ambiente macroeconômico deteriorou-se de forma mais profunda e rápida do que o antecipado”, e que por conta disso deve apresentar ganhos menores do que esperava neste segundo trimestre.

A declaração derrubou as ações da empresa em 28% no pré-mercado, e tragou para baixo empresas de tecnologia bem mais relevantes, caso da Meta (Facebook, Insta, Whats), que caiu 6,4%, e da Alphabet (Google), que amanheceu com -4%.

O tal “ambiente econômico deteriorado” é consequência da alta nos juros americanos. Ela é inevitável para conter a inflação recorde, mas torna o dinheiro mais caro. O Fed começou os aumentos em março. Desde então eles subiram de 0,25% para 1%. Em antecipação a futuros aumentos, empresas passam a gastar menos (com anúncios em redes sociais, por exemplo). E isso vai jogando a economia numa espiral recessiva.

Amanhã, o BC dos EUA solta o relatório da última reunião, que rolou no dia 04 de maio e veio com um aumento de 0,50 ponto percentual. A expectativa de quem investe é buscar pistas ali sobre se o Fed pretende ou não acelerar esse ritmo. 

E é isso que vai guiar as expectativas das bolsas nos próximos meses. Muitos meses.

Boa terça.

Humorômetro - dia com tendência de baixa
Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A

O dia começou com tendência de…baixa

Futuros S&P 500: -1,18%

Futuros Nasdaq: -1,75%

Futuros Dow: -0,79%

Europa

Índice europeu (EuroStoxx 50): -0,92%

Bolsa de Londres (FTSE 100): -0,30%

Bolsa de Frankfurt (Dax): -0,84%

Bolsa de Paris (CAC): -1,00%

*às 7h33

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Fechamento na Ásia

Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -2,34%

Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,94%

Hong Kong (Hang Seng): -1,75%

Commodities

Brent: 0,29%, a US$ 113,75 

Minério de ferro: -3,77%, a US$ 128,95 por tonelada, em Singapura

*às 8h26

Agenda

13h20h Jerome Powell, presidente do Fed, faz o discurso de abertura de um fórum econômico em Las Vegas (o do National Center for American Indian Enterprise Development, que fomenta o empreendedorismo entre populações nativas). A fala é pré-gravada, mas como a boca de Powell move os mercados, vale o registro.   

Ao longo do dia Câmara deve votar lei que impõe um teto para a cobrança de ICMS sobre os combustíveis

market facts

Dólar: baixa de 6,6% em 13 dias 

O dólar vem caindo de forma quase ininterrupta desde o dia 11 de maio, quando estava cotado a R$ 5,14. Ontem, a moeda americana fechou em R$ 4,80. Ou seja: uma substancial queda de 6,6% em pouco menos de duas semanas. O número segue razoavelmente acima da menor marca do ano (R$ 4,60, no dia 04 de abril). Mas bem abaixo do fechamento de 2021 (R$ 5,57). No ano, então, a baixa é de 14%.

Mais uma troca de presidente na Petrobras

A estatal troca de presidente no mesmo ritmo em que a Alemanha fazia gols no Brasil no primeiro tempo do 7 a 1: você acha que é replay de notícia, mas não é. Meros 39 dias após a posse de José Mauro Coelho, outro executivo foi indicado pelo governo para substituí-lo: Caio Mário Paes de Andrade. Trata-se de um dos secretários de Paulo Guedes. O primeiro caiu por conta dos novos reajustes nos combustíveis; o segundo sobe para que Guedes (e Bolsonaro) tenham mais poder para evitar novos aumentos, que podem custa a reeleição. Sem reeleição, afinal, Guedes não teria como realizar seu sonho de privatizar a Petro – já que não há clima para aprovar algo de tal magnitude no Congresso ainda este ano. Esse é o jogo.

Vale a pena ler:

A tensão entre China e Taiwan

Ontem, um repórter perguntou a Joe Biden se os EUA se envolveriam militarmente caso a China invadisse Taiwan, depois de ter se recusado a enviar soldados para defender a Ucrânia. A resposta: “Sim. Este é um compromisso que nós temos”. Aqui, o Wall Street Journal explica as tensões entre China e Taiwan, que podem tornar o barril de pólvora global ainda mais explosivo. 

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