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Lá vem ele: decisão do Fed é o grande destaque do dia

Investidores esperam que o banco central americano dê pistas sobre a velocidade e o tamanho da série de aumento de juros, que deve começar já em março.

Por Bruno Carbinatto 26 jan 2022, 08h18

 

Bom dia!

Hoje é um daqueles dias em que o mercado tem um compromisso marcado – e deve focar quase toda sua atenção nele. Às 16 horas, o Fed dá as caras após dois dias de reunião para comunicar ao mercado quais serão seus próximos passos em termos de política monetária. Às 16h30, Jerome Powell, presidente do BC americano, fala com a imprensa.

Investidores observarão de perto cada palavra para tentar descobrir o quão agressivo o Fed está disposto a ser em sua batalha contra a inflação, a maior em 40 anos. Um aumento dos juros para março é praticamente consenso entre o mercado e os analistas, e espera-se que o Fed confirme ou sinalize esse movimento hoje. O que não está totalmente claro é a magnitude do aumento: a maioria acha que será de 0,25 pontos percentuais, mas há quem arrisque apostar em 0,50 p.p. Atualmente, os juros estão próximos de zero.

Outro tema de especulação é a quantidade total de aumentos nos juros que acontecerão em 2022. O Fed já adiantou e confirmou três, e parte do mercado acha que será suficiente. Mas as previsões variam: há quem acredite em 4 ou 5 ajustes na taxa em 2022 para domar a inflação, que não se mostrou nada “transitória” como alguns, incluindo o Fed, apostavam antes.

Não só. O mercado espera indícios sobre quando o Fed vai começar a reduzir seu balanço trilionário de ativos, atualmente em quase US$ 9 trilhões. Há membros do órgão que defendem que a medida deve começar logo depois do aumento dos juros, mas Powell, em sua última fala sobre o tema, tranquilizou o mercado e garantiu altas nas bolsas ao dizer que essa redução dos dólares na economia ainda vai demorar, pelo menos até o meio do ano. Não é consenso – a ver se a decisão de hoje traz novas diretrizes.

Nada disso é novo, é claro. Na verdade, o mercado já vinha sofrendo na expectativa de um Fed mais agressivo há um bom tempo – é um dos motivos que explicam as bolsas em forte queda nos EUA neste começo de ano. Ações de empresas do setor de tecnologia, mais sensíveis aos juros, foram as que mais sangraram. Especificamente hoje, porém, os índices futuros americanos mostram forte altas, recuperando parte das intensas perdas da semana. Afinal, o sofrimento já veio por antecedência. Mas nada impede que a decisão do Fed traga surpresas, agradáveis ou não, para mudar os ânimos. 

Na Europa, as bolsas também estão no azul à espera do banco central americano, enquanto todos ficam de olho na Rússia e na Ucrânia. E o presidente Joe Biden não está exatamente tentando tranquilizar o mercado e o público. Disse que, se Putin concretizar a invasão ao seu vizinho, será a maior desde a Segunda Guerra Mundial e indicou que o Ocidente vai reagir. Preocupante. 

Boa quarta.

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humorômetro: o dia começou com tendência de alta
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Agenda

9h – IBGE divulga o IPCA-15 de janeiro, considerado a “prévia da inflação”

16h – Após a reunião que teve início ontem, o Fed (banco central dos EUA) divulga a decisão de política monetária.

16h30 – Presidente do Fed, Jerome Powell, concede entrevista coletiva.

market facts

No meio do caminho tinha uma Amazônia

Ontem, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) iniciou formalmente as negociações para o ingresso do Brasil no seleto grupo de países ricos, que atualmente conta com 38 nações. Mas o processo não será fácil: a organização exige uma série de medidas para aceitar o ingressante. Por exemplo: o Brasil deverá reduzir gradualmente as alíquotas do IOF, imposto cobrado sobre operações financeiras, até zerá-las em 2029, segundo revelaram membros do governo à imprensa. Mas a pauta que mais compromete o Brasil é o meio ambiente – a OCDE quer redução de desmatamento e medidas de mitigação de mudanças climáticas em seus países membros. E, nesse quesito, o país não é nada bem visto lá fora, principalmente no governo Bolsonaro.

Vale a pena ler:

Vale a pena investir na Meta (ex-Facebook)?

Ao mudar o nome do Facebook para Meta, Mark Zuckerberg indica a investidores e ao mundo que pretende algo ousado: quer que a empresa seja sinônimo da própria internet, tal como BomBril e palha de aço, numa espécie de monopólio da comunicação virtual. Só que a trajetória da companhia não deve ser tão fácil. Órgãos reguladores mundo afora estão de marcação cerrada, e mesmo a opinião pública parece menos tolerante ao jeito Meta de fazer negócios – quebrando a privacidade de usuários e ignorando os eventuais danos que isso traga à sociedade.

Nesse cenário, que veremos mais a fundo adiante, vale a pena ter ações da Meta? Leia nossa análise completa aqui.

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Laís Zanocco e Tiago Araujo/VOCÊ S/A

Nos EUA, antes da abertura do mercado, saem os balanços de AT&T e Boeing. Depois do fechamento, da Tesla e Intel.

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