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Nubank cai 21% em janeiro. Itaú vai pelo caminho oposto: sobe 21%

Em meados do mês passado, o banco laranja já tinha retomado do banco roxo o posto de mais valioso da América Latina. Agora, amplia a vantagem: R$ 232 bi X R$ 181 bi.

Por Alexandre Versignassi, Guilherme Jacques Atualizado em 1 fev 2022, 18h57 - Publicado em 1 fev 2022, 08h28

Os dois bancos mais valiosos do país, e da América Latina, viram suas ações tomarem caminhos diametralmente opostos no primeiro mês do ano: 21% Itaú X -21 Nubank. 

Com isso, o valor de mercado do banco laranja foi a R$ 232 bilhões (o valor somado de todas as ações). O roxo caiu para R$ 181 bilhões (ou US$ 34,2 bilhões, já que ele é negociado em dólares, na Nyse). 

Logo após seu IPO na Bolsa de Nova York, no início de dezembro, o Nubank tinha tomado esse posto do Itaú – dada a expectativa que a fintech nutre mercado afora. Mas, pelo menos neste início de ano, os investidores deram um guinada conservadora. Preferiram o berço explêndido de lucros do Itaú à incerteza de um player ainda jovem. 

O último resultado que o Nubank divulgou foi o lucro de sua operação no Brasil no primeiro semestre (o primeiro de sua história): R$ 76 milhões. No mesmo período, o Itaú fez R$ 14,8 bilhões de lucro. 

Mas ontem, no último dia de janeiro, o Nubank começou a ensaiar uma virada. Subiu 9,93% na esteira da alta das techs americanas, versus 2,18% do rival.  

Os destaques positivos e negativos de janeiro no Ibovespa, por sinal, foram os seguintes: 

Maiores altas

B3 (B3SA3): 31,83%
Hapvida (HAPV3): 21,97%
Itaú (ITUB4): 21,02%
Azul (AZUL4): 19,91%
Bradesco (BBCD4): 18,81% 

Maiores baixas 

Localiza (LWSA3): -26,29%
Alpargatas (ALPA4): -21,11
IRB Brasil (IRBR3): -18,66
Embraer (EMBR3): -18,17
Braskem (BRKM5): -14,68

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Linha de crédito do Banco Pan

O Banco Pan (BPAN4) anunciou o recebimento de uma linha de crédito de US$ 150 milhões, em um movimento liderado pelo BID Invest. Os recursos serão destinados à concessão de empréstimos para microempreendedores e utilizados para promover o acesso de pessoas de baixa renda a serviços financeiros digitais. Com o anúncio, as ações do Pan figuraram entre as maiores altas do Ibovespa (+7,58%) no pregão de ontem. Nada, porém, que aproxime a cotação atual (R$ 10,93 por papel) dos mais de R$ 25 atingidos em junho de 2021. A queda, de lá até aqui, é de 57,3%.

Venda da Oi Móvel

A Anatel aprovou a venda da Oi Móvel em uma operação conjunta de aquisição por Claro, Tim e Vivo. O acordo entre as prestadoras de serviço já tinha sido encaminhado em 2020, quando as três operadoras venceram o leilão do braço de telefonia móvel da Oi. Juntas, elas vão pagar R$ 16,5 bilhões para prestar o serviço. O valor será usado para a quitação de dívidas da Oi, que está em processo de recuperação judicial desde 2016. À época, a dívida da companhia foi estimada em R$ 65 bi.

Para a conclusão do processo, porém, falta o aval final do Cade, o órgão regulador da concorrência no Brasil. A tendência é de aprovação, considerando que, em novembro do ano passado, a superintendência do órgão recomendou que a transação fosse liberada.

O encaminhamento do negócio ajudou as ações da Oi (OIBR3) a abrirem a semana em alta de 2,88% – em janeiro, a elevação acumulada é de 40,7% (ela não faz parte do Ibovespa, por isso não entrou na lista lá em cima). Bacana, mas um resultado ainda longe de reverter a baixa anotada em 2021 (-65,4%).

Vale a pena ler:

De olho no vai e vem de Musk

O estudante Jack Sweeney é dono de uma conta no Twitter chamada ElonJet, que possui mais de 150 mil seguidores. Ele rastreia e posta as informações de cada viagem realizada pelo jato particular de Elon Musk – algo facilmente obtível em sites de monitoramento de voos. Incomodado com a divulgação de seus pousos e decolagens, o dono da Tesla enviou uma mensagem ao estudante oferecendo US$ 5 mil para que o perfil fosse desativado. Sweeney achou pouco, e pediu US$ 50 mil. Recebeu um não. No fim, terminou dando dicas a Musk sobre como proteger as informações sobre seus voos. Leia na CNN (em inglês).

Nada de afastamento por Covid-19

Com a Ômicron causando sintomas mais leves de Covid-19, o Ministério da Saúde reduziu a recomendação de isolamento por causa da doença, de 14 para 10 dias. Isso permite que trabalhadores retomem suas atividades mais cedo após um teste positivo, mas não os isenta do afastamento em casos confirmados ou suspeitos. Só que, mesmo com essa medida, a alta transmissibilidade da variante tem colocado empresas de joelhos, com a contaminação de equipes inteiras em alguns casos. Nesse cenário, empregados de diversos setores relatam pressões para que trabalhem doentes e até punições caso se afastem quando. Leia nesta reportagem da Folha de São Paulo.


Este post foi atualizado a partir da nossa newsletter Abertura de Mercado

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