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Ibovespa cai 0,5% e interrompe seu rali; Wall Street comemora inflação menor

Bolsa brasileira tem dia de correção após sete altas seguidas; nos EUA, investidores apostam em pausa nos aumentos da taxa de juros.

Por Bruno Carbinatto 13 jun 2023, 17h53 | Atualizado em 13 jun 2023, 17h53
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 (Juliana Briani/Fotos: Rawpixel e Getty Images/Você S/A)
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Oito é demais? Depois de sete altas seguidas, o Ibovespa interrompeu seu rali nesta terça-feira (13), fechando o dia em queda de 0,51%, aos 116.742 pontos. O dólar, por sua vez, ignorou a mudança de humor na bolsa e teve uma queda tímida, de 0,08%, a R$ 4,8624.

A queda no Ibovespa foi um movimento de correção; em dia de agenda nacional esvaziada, papéis ligados à economia doméstica – como varejo, turismo e consumo – registraram as maiores perdas. Nos últimos pregões, essas ações vinham acumulando altas após surfar na melhora das expectativas sobre a economia brasileira e nas revisões das previsões de inflação (para baixo) e do crescimento econômico (para cima) em 2023, além da expectativa de cortes na Selic em breve (agosto?).

Tanto foi uma correção que o dia foi marcado por duas notícias positivas, mas que não convenceram investidores a ponto de sustentar a oitava alta seguida. A primeira foi o corte de juros na China, com o Partido Comunista tentando estimular o consumo para evitar um crescimento mirrado da economia do gigante asiático.

Uma China mais aquecida é, naturalmente, boa notícia para o Brasil, que exporta commodities (carne, minério, petróleo…) aos montes para o gigante asiático. Mas a novidade não teve tanto impacto assim no Ibovespa: a Vale (VALE3) até subiu 1,06%, e a Prio (PRIO3) liderou altas com 3,62%, mas os papéis da Petrobras (PETR4) fecharam em queda de 0,55%, e outras ações ligadas a commodities não conseguiram manter o índice no azul.

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CPI em queda

A segunda notícia boa veio dos EUA. Foi o CPI, o índice de inflação ao consumidor de lá, similar ao nosso IPCA. No mês, a inflação ficou em 0,1%, abaixo das previsões de 0,2%. No acumulado de 12 meses, o dado desacelerou a 4%, o menor patamar para o número desde março de 2021 e abaixo da expectativa de 4,1%.

É um sinal claro de que o aperto monetário promovido pelo Fed, que subiu os juros no país dez vezes seguidas, está fazendo efeito e freando o aumento dos preços. E, melhor ainda, sem ter efeitos colaterais tão graves como antes se temia: a economia americana segue relativamente forte, com um mercado de trabalho aquecido, apesar dos juros altos.

A inflação de 4% ainda é o dobro da que o Fed quer – a meta é de 2%. Então não dá para dizer que a batalha acabou. Mas agora as expectativas são altas para que o banco central americano pause o aperto monetário na decisão de amanhã. Os representantes do comitê já estão se reunindo hoje e, nesta quarta-feira, devem anunciar que deixarão a “Selic” americana inalterada.

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Nisso, o bom humor tomou conta do pregão de hoje em Wall Street: o S&P 500 subiu 0,69%, enquanto o Nasdaq avançou 0,83%.

A grande pergunta que fica, agora, é: será a pausa definitiva? Ou haverá um novo aumento nos juros na reunião de julho? A decisão, é claro, dependerá dos novos dados que sairão até lá, mas investidores já começaram a especular. E 60% apostam que sim, os juros voltarão a subir 0,25 p.p. em julho. Cenas dos próximos capítulos.

Até amanhã.

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Maiores altas

Prio (PRIO3): 3,62%

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Embraer (EMBR3): 2,08%

Santander (SANB11): 1,61%

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Minerva (BEEF3): 1,55%

Marfrig (MRFG3): 1,24%

Maiores baixas

CVC Brasil (CVCB3): -6,90%

Lojas Renner (LREN3): -5,78%

Méliuz (CASH3): -5,13%

Magazine Luiza (MGLU3): -5,05%

Gol (GOLL4): -5,03%

Ibovespa: -0,51%, aos 116.742

Em Nova York

Dow Jones: 0,43%, aos 34.212 pontos

S&P 500: 0,69%, aos 4.369 pontos

Nasdaq: 0,83%, aos 13.573 pontos

Dólar: -0,08%, a R$ 4,8624

Petróleo

Brent: 3,41%, a US$ 74,29

WTI: 3,43%, a US$ 69,42

Minério de ferro: 0,69% a US$ 112,03 por tonelada na bolsa de Dalian (China)

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